quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Projeto Oásis - participe desta história


Rendição # submissão

Os cristãos falam muitas vezes da necessidade de submissão a Deus. Mas há uma diferença entre submissão e rendição. A primeira é a aceitação consciente da realidade. Há uma rendição superficial, mas a tesão continua. Digo que aceito quem sou, mas não aceito tão completamente que esteja disposto a realmente demonstrar como sou. Trata-se de uma aceitação indolente, que pode ser descrita por palavras como resignação, complacência, reconhecimento, concessão. Repousa ali um sentimento de reserva, um esforço na direção da não aceitação.

Em contrapartida, a rendição é o momento quando minhas forças de resistência param de agir, quando não posso fazer mais nada, exceto responder ao chamado do Espírito. “O estado emocional da rendição”, escreve o dr. Harry S. Tiebout, “e um estado no qual existe uma persistente capacidade para aceitar a realidade. É um estado realmente positivo e criativo”.

A capacidade de se entregar é um dom de Deus. Por mais que ansiosamente possamos desejar isso, por mais que diligentemente possamos nos esforçar para obter isso, a rendição não pode ser alcançada por empenho pessoal.

Entretanto, a intensidade de nosso desejo importa. Nossa dedicação para o crescimento é o determinante isolado mais importante do desenvolvimento espiritual. Sem intenso compromisso interior somos pouco mais do que diletantes praticando jogos espirituais. A pérola de grande valor – a mente de Cristo – deve ser o mais valioso tesouro em nossa vida, e devemos procurá-la na oração perseverante, na cura sacramental e na força da comunidade cristã.

Somente então se revelará em nossa vida o milagre da transparência, do amor e da unidade. “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo a quem O pedir!” (Lc11:13). É vontade de Deus que cresçamos em santidade (1Ts4:70, conheçamos a verdade que nos liberta (jo8:32) e nos alegremos com uma alegria que ninguém pode tirar de nós (Jo 16:22).
 
Brennan Manning. Convite à loucura. Ed Mundo Cristão.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Que tempo é o tempo?

Andar com Deus é um exercício de paciência porque é um exercício de obediência.
Deus disse para ficar, a gente fica; Ele disse para a gente esperar, a gente espera. Porque agora nós estamos sob a direção do relógio de Deus e não do nosso.
Então, andar com é um exercício de paciência porque é um exercício de obediência.
E o tempo de Deus não é o nosso tempo. Aliás, de um modo quase geral, o tempo de Deus sempre esmaga a nossa relação com o tempo. Porque a nossa relação com
O tempo é sempre tensa, horrível. Porque o tempo está sempre contra nós, o tempo está sempre nos avisando o quanto nós já gastamos. Ele não avisa quanto tempo a gente tem.
O tempo avisa o tempo que a gente já usou.
Então a gente está sempre correndo contra o tempo, de modo que o tempo não é nosso aliado. Mas é aliado de Deus!
Então, assim como nós fugimos do tempo, corremos contra o tempo e tentamos vencê-lo; Deus, ao contrário, usa muito bem o tempo. Ele usa muito bem o tempo.
Porque Deus trabalha com a lógica da vida. E a lógica da vida é a lógica da semeadura: do crescimento, do nascimento e do amadurecimento. Essa é a lógica da vida. Deus trabalha com esta lógica, aí, o tempo é aliado de Deus.
Nós trabalhamos com outra lógica, a de que o tempo está me dizendo que eu já gastei boa parte do que eu tinha e eu não sei quanto tempo eu tenho. E quem não sabe quanto tempo tem, tem muito pouco tempo. Então, é uma tensão constante.
Aí, o Senhor diz: Espera!, fica aquela sensação de que Deus não está vendo o que está se aproximando de nós e que vem com uma velocidade que provavelmente não dará tempo dEle fazer coisa nenhuma. Então, a gente diz para Deus: Deus, o Senhor não tem mais tempo! E Deus diz: Não! Eu tenho todo o tempo do mundo. Espera!
É uma arte. Viver com Deus é uma arte. A arte de não se deixar vencer pelo tempo.

 Ariovaldo Ramos. O dia da mudança.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MARAVILHOSO... FANTÁSTICO... MILAGRE!!!

JUSTIFICADOS, POIS, MEDIANTE A FÉ, TEMOS PAZ COM DEUS POR MEIO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; POR INTERMÉDIO DE QUEM OBTIVEMOS IGUALMENTE ACESSO, PELA FÉ; E GLORIAMO- NOS NA ESPERANÇA DA GLÓRIA DE DEUS.
E NÃO SOMENTE ISTO, MAS TAMBÉM NOS GLORIAMOS NAS PRÓPRIAS TRIBULAÇÕES, SABENDO QUE A TRIBULAÇÃO PRODUZ PERSEVERANÇA;
E A PERSEVERANÇA, EXPERIÊNCIA;
E A EXPERIÊNCIA, ESPERANÇA.
ORA, A ESPERANÇA NÃO CONFUNDE, PORQUE O AMOR DE DEUS É DERRAMADO EM NOSSO CORAÇÃO PELO ESPÍRITO SANTO, QUE NOS FOI OUTORGADO.
 
PORQUE CRISTO, QUANDO NÓS AINDA ÉRAMOS FRACOS, MORREU A SEU TEMPO PELOS ÍMPIOS.
DIFICILMENTE, ALGUÉM MORRERIA POR UM JUSTO; POIS PODERÁ SR QUE PELO BOM ALGUÉM SE ANIME A MORRER.
 
MAS DEUS PROVA SEU PRÓPRIO AMOR PARA CNOSCO PELO FATO DE TER CRISTO MORRIDO POR NÓS, SENDO NÓS AINDA PECADORES.
 
LOGO, MUITO MAIS AGORA, SENDO JUSTIFICADOS PELO SEU SANGUE, SEREMOS POR ELE SALVOS DA IRA.
 
PORQUE, SE NÓS, QUANDO INIMIGOS, FOMOS RECONCILIADOS COM DEUS MEDIANTE A MORTE DO SEU FILHO, MUITO MAIS, ESTANDO JÁ RECONCILIADOS, SEREMOS SALVOS PELA SUA VIDA;
E NÃO APENAS ISTO, MAS TAMBÉM NOS GLORIAMOS EM DEUS POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, POR INTERMÉDIO DE QUEM RECEBEMOS, AGORA, A RECONCILIAÇÃO.
 
RM 5: 1-11

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Como saber de que espírito você é

Você quer saber de que espírito é?
Pergunte a si mesmo o que gostaria de consertar na criação de Deus no mundo. Se eu digo que a coisas a serem consertadas por mim – pessoas, grupos, tribos, religião -, o meu espírito já não é o de Jesus.
Ele disse: o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. Todas as almas humanas. Porque a Vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao pleno conhecimento da Verdade. Ao pleno. Há pessoas que chegaram a conhecimentos mínimos, menores; outros, maiores, médios.
A Vontade de Deus é que todos cheguem ao pleno conhecimento da Verdade, que é Cristo em nós, que é Jesus, em quem estão depositados todos os tesouros da ciência e da sabedoria.

Caio Fábio

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Intimidade com o Deus que fala

E é por essa razão que uso a palavra “retornar” – significa retornar à estaca zero, retornar ao lugar do maravilhamento, percebendo o infinito, adorando a Deus.
Quando chegamos pela primeira vez à estaca zero, ficamos sem fôlego diante dos esplendores inimagináveis do infinito, os quais se descortinam interminavelmente. É maravilhoso. E então começamos a perceber o corolário: se existe o tal infinito, com certeza não sou eu. Sou finito. Se Deus, então não sobra espaço para mim como deus.
A maneira principal de combatermos nossas propensões obstinadas e direção ao narcisismo, (tentativa de se retirar da estaca zero e retornar para a soberania espiritual do eu), e ao prometeísmo, (tentativa de fazer desvio ao redor da estaca zero para chegar a uma espiritualidade do infinito, controlá-la) é cultivada a humildade. Aprendendo a se nós mesmos, mantendo-nos com os pés no chão, dando vazão à nossa natureza humana, enfiando a mão no húmus, a matéria orgânica rica, argilosa, da qual fomos formados.
E então escutar.
Isso porque retornar à estaca zero é não somente retornar a uma percepção de Deus, mas também a uma escuta do que Deus diz. Disse Deus. Você escutou? Escutou?
Escutar está vinculado não apenas lexicalmente (akouo e hypakouo), mas espiritualmente a obedecer, a corresponder.
Assim, não surpreende que Deus trate conosco pelo instrumento da linguagem. Deus fala. Para os cristãos, a espiritualidade fundamental não é somente um substantivo, Deus, mas também um verbo: disse (ou diz).
Minha intenção é chamar sua atenção para o óbvio, o aceito, o básico: quando voltamos à estaca zero, escutamos, pois Deus fala.
A maior parte, embora certamente não a totalidade, das conversas espirituais que estão sendo travadas dentro e fora das igrejas cristãs é desse tipo. É não uma escuta de Deus; não uma resposta de Deus; não uma crença na Palavra de Deus. É conversa fiada.
Às vezes, é uma conversa fiada muito instigante. Muitas vezes, uma conversa fiada fascinante. Mas é nosso comentário sobre a nossa experiência como espiritual, não uma proclamação de como Deus Se dirige a nós a partir do mundo do Espírito. Damos testemunho, testificamos continuamente, mas o mais comum é falarmos de nós, não de Deus. Não é proclamação, que é a forma fundamental assumida pela linguagem acerca de Deus, mas tagarelice e fofoca.
O livro de Jó é a revelação clássica que temos desse tipo de coisa. Jó está de volta à estaca zero: disse Deus. Mas o substantivo, deus, e o verbo, disse, são separados no livro de Jó por muita conversa espiritual que em nada se relaciona com Deus. Jó não tem nenhuma dúvida de que está lidando com Deus. Está diante do mistério – nenhuma das formas conhecidas de explicar a vida funciona mais. Ele depara com o desconhecimento. Não se satisfaz com nada menos que Deus falando com ele, um Deus que lhe explica como as coisas são, um Deus que revela. E Deus de fato fala, “do meio da tempestade”, e Jó fica satisfeito. Deus não responde a suas perguntas, não explica o mistério – mas fala. E isso é suficiente. É sempre suficiente.
Mas a maior parte do texto de Jó é tomado com a conversa espiritual dos conselheiros religiosos de Jó: Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú. Quase tudo que eles dizem é verdade. Mas, ao mesmo tempo, quase nada do que dizem é verdade. Nada do que dizem consiste numa participação que escuta e corresponde a Deus.
Jó não se impressiona. Ele quer Deus. E quer o Deus que fala.
A espiritualidade cristã não fica impressionada com o sobrenatural.
A espiritualidade cristã quer intimidade com o Deus que fala.

 
Eugene Peterson. Espiritualidade subversiva. Ed. Mundo Cristão.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Método de oração

         Os Salmos são a escola para as pessoas aprenderem a orar. Basicamente, a oração é nossa resposta ao Deus que fala conosco. A Palavra de Deus sempre tem a primazia. Ele sempre fala primeiro. Nós respondemos. Vivemos num mundo ao qual Deus fala. Devemos aprender a responder, de verdade – não apenas dizer “Sim, Senhor’, “Não, Senhor” – com todo nosso ser. Somos muito pouco desenvolvidos nesse mundo ao qual Deus fala. Aprendemos bem como falar com nossos pais, passar nos exames em nossas escolas e conferir o troco na loja, mas e falar com Deus? Vamos nos contentar com tentativas e erros? Vamos nos satisfazer com o que ouvimos nas ruas? Israel e a Igreja colocam os Salmos em nossas mãos e dizem: “Aqui, esse é o nosso texto. Pratique essas orações e aprenderá toda a vastidão e profundidade de nossa vida em resposta a Deus.
Durante mil e oitocentos anos, quase toda a igreja usou esse texto. Somente nos últimos duzentos anos é que ele foi descartado para dar lugar aos livros devocionais da moda, estimulantes psicológicos, e caminhadas numa praia à luz da lua.
Os Salmos, é claro, não são “devocionais”, “psicológicos”, ou “românticos”. Não valem nada para nós nessas áreas. Sua utilidade está num elemento askesis, uma forma para nossa situação amorfa.
Não falta em nós impulso para orar e fazer pedidos. Constantemente, desejos e exigências nos lembram de orar. Então, por que existem tantas vidas sem oração? Simplesmente porque “o poço é fundo, e você não tem nada para pegar a água”. Precisamos de um vaso. Precisamos de algo para colocar a água. Desejos e exigências são uma peneira. Precisamos de um vaso adequado para fazer descer desejos e exigências até o fundo do Poço de Jacó da Presença e da Palavra de Deus, e trazê-los de volta à superfície. Os Salmos são esse vaso. Eles não são a oração em si, mas o vaso mais adequado para a oração que já foi criado. Recusar-se a usar esse vaso de salmos, depois de compreender sua função, é errar de propósito. Não é possível fazer um vaso de outro formato e material que o substitua. Certamente já houve várias tentativas. Mas por que nos contentarmos com isso, quando temos esse vaso maravilhosamente criado e amplamente dimensionado que ganhamos e temos à mão?
 
Eugene Peterson. A vocação espiritual do pastor.

sábado, 7 de setembro de 2013

Que tempo é o tempo?

Andar com Deus é um exercício de paciência porque é um exercício de obediência.
Deus disse para ficar, a gente fica; Ele disse para a gente esperar, a gente espera. Porque agora nós estamos sob a direção do relógio de Deus e não do nosso.
Então, andar com é um exercício de paciência porque é um exercício de obediência.
E o tempo de Deus não é o nosso tempo. Aliás, de um modo quase geral, o tempo de Deus sempre esmaga a nossa relação com o tempo. Porque a nossa relação com
O tempo é sempre tensa, horrível. Porque o tempo está sempre contra nós, o tempo está sempre nos avisando o quanto nós já gastamos. Ele não avisa quanto tempo a gente tem.
O tempo avisa o tempo que a gente já usou.
Então a gente está sempre correndo contra o tempo, de modo que o tempo não é nosso aliado. Mas é aliado de Deus!
Então, assim como nós fugimos do tempo, corremos contra o tempo e tentamos vencê-lo; Deus, ao contrário, usa muito bem o tempo. Ele usa muito bem o tempo.
Porque Deus trabalha com a lógica da vida. E a lógica da vida é a lógica da semeadura: do crescimento, do nascimento e do amadurecimento. Essa é a lógica da vida. Deus trabalha com esta lógica, aí, o tempo é aliado de Deus.
Nós trabalhamos com outra lógica, a de que o tempo está me dizendo que eu já gastei boa parte do que eu tinha e eu não sei quanto tempo eu tenho. E quem não sabe quanto tempo tem, tem muito pouco tempo. Então, é uma tensão constante.
Aí, o Senhor diz: Espera!, fica aquela sensação de que Deus não está vendo o que está se aproximando de nós e que vem com uma velocidade que provavelmente não dará tempo dEle fazer coisa nenhuma. Então, a gente diz para Deus: Deus, o Senhor não tem mais tempo! E Deus diz: Não! Eu tenho todo o tempo do mundo. Espera!

É uma arte. Viver com Deus é uma arte. A arte de não se deixar vencer pelo tempo.

Ariovaldo Ramos. O dia da mudança.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Verdadeira comida,verdadeira bebida

...Jesus respondeu: A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram SATISFEITOS. (Procuram só pela satisfação de suas próprias necessidades). Não trabalhem pela comida que estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará...

Ser saciado além da minha necessidade física, (fome e sede), porque essa volta fisiologicamente, é claro; é ter algo da parte do Pai para eu poder viver com Ele nas minhas maiores dificuldades e saber que Ele é O PÃO VIVO QUE DESCE DO CÉU PARA MINHA VIDA...

Ele mesmo disse: "Eu lhes digo a verdade, se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida EM SI MESMOS. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida... ASSIM AQUELE QUE DE MIM SE ALIMENTA POR MIM VIVERÁ...

Ao ouvirem isso muitos discípulos disseram: "duro é este discurso, quem poderá suportar?... Alguns foram embora, mas os doze disseram: Para onde iremos, se só Tu tens a Palavra de vida eterna?...”

E quando Ele realiza um milagre, muitos são abençoados...

Hoje, não ouvimos este nível de pregação nas congregações, mas ela existe, é real, verdadeira e transforma as nossas vidas.

Se virmos o Senhor Jesus só pela comida que perece, não vamos conseguir segui-lo. Os dia que estamos vivendo hoje são deserto, só o PÃO VIVO QUE DESCE DO CÉU, pode nos saciar plenamente...

 CRISTO EM NÓS, A ESPERANÇA DA GLÓRIA...
 
Soraia Menezes

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Reino é simples!!

O Evangelho é a certeza de que Deus, em Cristo, Se reconciliou com o mundo!
 
Um convite à Doce Revolução... Vem e vê!

 Artigo 1 –
Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 – Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.

domingo, 1 de setembro de 2013

Quando???

“Perguntaram a Jesus: Mestre, quando sucederá isto? E eu sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir?

Respondeu Jesus:

Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em Meu Nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerra e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo.

Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino; haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu. Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa de Meu nome; e isto vos acontecerá para que deis testemunho.

Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder; porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem.

E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós.

De todos sereis odiados por causa de Meu Nome.

Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça.

É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma...

Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.

Então, se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.

Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima”.

Lc21: 7 a 19 e 25 a 28.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pagamento ou entrega, eis a questão!!!

“Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da Terra impostos ou tributos: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: dos estranhos. Jesus então disse: logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por Mim e por ti.”. Mt 17: 24 a 27.

 
... O imposto foi apenas a ilustração. Pensem nos outros impostos.quem tem marido, tem imposto (o nome é “imposto” porque o negócio é imposto). Quem tem mulher também tem imposto – tem muita coisa que a mulher impõe também. Quem tem pai, tem imposto. Quem tem filhos, cada vez mais tem um imposto, também. Nós temos muitos impostos: impostos psicológicos, impostos afetivos. Quanta cobrança afetiva, quanta coisa absurda! E nós entregamos, não com a consciência de quem tem direitos. Quem tem direitos, na maioria das vezes, não entrega. Quem reconhece o direito de quem cobra, esse paga – ainda que não concorde. Mas quem entrega, de fato transcendeu a quem cobra, transcendeu ao sentido da cobrança, reconhece apenas uma pequenez instituída como dogma. E ama o suficiente para ver que as mentes não passam de determinados limites. E é por amor que ele entrega. Mas essa não é uma lei que o fará tornar-se dependente nem doente de idiotices que estão para além de qualquer razoabilidade; há um limite. Há uma hora em que o próprio Pedro aprendeu a dizer: “Antes importa obedecer a seus do que aos homens”. Mas enquanto esse encontro limítrofe não se estabelece, existe uma jornada relativamente longa de concessões da misericórdia, de renúncias da consciência, de alongamentos e longanimidades praticadas por causa do reconhecimento da incapacidade do outro.

O que Paulo veia a expandir em Rm 14, em 1co 8 e 10, e o que Tiago veio a transformar numa epístola está tudo resumido no espírito do Evangelho, nessa passagem, nesse episódio, que nos ensina a ser discípulos de Jesus sem perder a doçura, sem perder o amor, sem achar que está dando dinheiro como um otário para calhordas; mas transformando tudo numa oferta, transformando tudo numa entrega, transformando tudo num culto, enquanto a conveniência do outro não cresceu o suficiente para entender os novos significados.

Quem aprende isso e não restringe apenas à ilustração do imposto, estende a consciência dessa percepção para todas as outras dimensões da vida, para todos os outros impostos. Quantos impostos pagamos e que não são em dinheiro?! São impostos de atenção, são impostos em consideração, são os impostos que a juventude tem de pagar à velhice. Então, não pague; ofereça.

Quanto mais eles forem pagamentos, mais obedientemente amargurados seremos. Quanto mais forem ofertas, mais nos gerarão a gratidão de saber que é um privilégio ter entendido o que entendemos. Que é um privilégio, em tendo entendido tudo o que entendemos, não usar isso contra o próximo e nem contra nós, como surto de superioridade sobre a suposta pequenez da compreensão do outro. É um privilégio fazer isso sabendo que, para essa entrega em amor, haverá sempre graça e suprimento de Deus para nós. E é um privilégio aprender com Jesus a diferença entre fazer por causa da consciência, da conveniência e da edificação, e fazer por causa da burrice, da alienação e da não-reflexão. É um privilégio aprender com Jesus que fazemos porque entendemos que é melhor fazer por causa daqueles que não sabem o que fazer se nós não fizermos.

O princípio que está em operação é o de um amor que se aplica às limitações e à compreensão da consciência do outro.

Quem não aprender a ter esse olhar, se amargurará. O discípulo que não tiver esseolhar se tornará judicioso, legalista do Evangelho, se tornará aquele cara com fome e sede de justiça, não conforme a justiça do Evangelho, mas conforme a justiça do sindicato, que não tem, necessariamente, nada a ver com a justiça do Evangelho.

O indivíduo que não aprender isso vai ler o Sermão do Monte não como um desafio para ele ser gracioso na vida; vai ler o Sermão do Monte como um instrumento de cobrança em relação aos outros, e não de percepção de si mesmo. Quem não entender isso vai sofrer muito, se frustrar muito, se magoar muito, vai desenvolver muitas infantilidades. E vai sempre perguntar: por que, Senhor? Por que eu, que sou Teu filho, estou tendo que pagar isso? Por que eu, que sou Teu filho, tenho que me submeter a isso? Por que eu, que sou Teu filho, tenho de viver no meio desse absurdo?

Filho de Deus tem de ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. e se no nosso caminho como discípulo não aprendermos que a vereda passa por aí, não nos prepararemos para um dia nos oferecer, como Pedro, para ser crucificado de cabeça para baixo. Não nos prepararemos para um dia anunciar como Paulo, que sabia que os dias estavam contados, mas que ele tinha combatido o bom combate, completado a carreira e guardado a fé. Ele não tinha se dedicado a nenhuma mesquinharia desta vida, porque seu tesouro estava, de fato, no céu. Porque de fato ele não queria se fartar da justiça dos homens, mas da Justiça de Deus.

A justiça dos homens nos outorga direitos; a Justiça de Deus nos coroa com galardão. O discípulo tem de escolher se ele quer ser o rei da retidão da Terra ou se ele quer ser apenas um ser justificado, que chama Deus de Abba, Pai. Que renuncia com muita frequência, sabendo que quanto mais ele renuncia , mais ele estoca; quanto mais ele oferece, mais lhe é oferecido. Porque essa é a lei da vida, esse é o princípio do Evangelho, esse é o caminho do discípulo; no meio da tirania, do casuísmo, da arbitrariedade, do absurdo, do non-sens, jamais será eximido de ter de andar por essa vereda. Por isso temos de aprender a andar nela. Jesus também está dizendo: siga-Me nessa vereda do absurdo. Seja Meu discípulo nesse caminho. Aprenda de Mim, também nessa jornada.

 Caio Fábio. O caminho do discípulo 2. Ed. Prologos

sábado, 24 de agosto de 2013

Quem escolheu quem?

“Eu vos escolhi a vós,

(Para que?)

para que vades e deis fruto

(Que fruto?
A Minha Natureza, o Amor; e assim deis frutos de arrependimento)

e o vosso amor permaneça para sempre”.

Jesus Cristo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

É assim que a vida é !!!

         Jesus não trabalha com as categorias da empolgação. Não há nenhuma psicologia de empolgação em Jesus. Ele não era evangelista evangélico, não era pentecostal – nesse sentido de: amém ou não amém; hoje é o dia, hoje é a hora! Não tem nada disso com Jesus. Com Ele a vida é exatamente como ela é: as coisas faltam quando faltam, acabam quando acabam. “A quem tem se lhe dará, a quem não tem, até o que pensa ter lhe será tirado”. É assim que a vida é.

Gente boa pode subir numa torre e a torre desabar com ele – e isso é uma tragédia, um absurdo, sem explicação. Qualquer um pode ser objeto do capricho de um poderoso que acordou mal-humorado e resolveu fazer do outro um bagaço. E o Evangelho tem que caber é na realidade da existência. É por isso que Seus mandamentos não têm romantismo: ore pelo inimigo, pelo que o persegue; não deixe que ele o desvie do seu caminho. Entregar uma túnica para ele sai barato; o que sai caro é ficar brigando com esse bicho doido. Ele quer sua capa, quer sua túnica? Deixe-o levar; passe no seu caminho e deixe-o ficar brigando, não perca seu tempo com isso. Ele não vai ficar curado com a sua argumentação. Então, siga.

Em Jesus não há nenhuma estratégia de empolgação. Leia os evangelhos e veja como em todas as vezes que os discípulos estão ficando empolgados, Jesus os leva para um choque anafilático: tira-os da transfiguração e os joga logo na cara de um endemoninhado de quem ninguém conseguiu expulsar o demônio; abaixa a bola de todo mundo. E se não for assim, nós surtamos; ou morremos com raiva de Deus.

Alguém pode perguntar: raiva de Deus? Sim. A maior parte das pessoas que eu conheço com raiva de Deus tem essa fé Polyana moça, essa fé do tudo vai dar certo! Esses estão fadados a ficar com raiva de Deus, porque a vida não será assim. Deus não realizará essa Disneylândia para nenhum deles. E como a coisa veio até eles como promessa de Deus – embora de Deus promessa -, ao final, a conta é paga e é mandada para a celestialidade com um: Por que, Senhor, me deixaste? Por que me enganaste? Por que perdi dez anos, por que esperei tanto tempo?

Quem não quer fazer o caminho do autoengano que faça uma viagem profunda no livro de Provérbios, todo dia (são 31 capítulos, da pra ler, todo mês, o livro todo), e então verá, preto no branco, que não dá para semear espinho e colher uva, nunca! É simples assim.

Quero aqui fazer uma convocação, à semelhança do que Jesus fez com os discípulos, insistindo com eles no tema do qual fugiam. Forçando-os a parar com a alienação, com a evasão, com o autoengano, com a tristeza piedosa, com a desculpa para não encarar o mundo real anunciado pela Palavra de Deus.

As coisas são como as coisas são. E Deus é maior!

 
Caio Fábio. O Caminho do discípulo 2. Ed. Prólogos.

domingo, 18 de agosto de 2013

Pra que cultuar heróis????

          Apesar de tudo, continuamos a sentir uma insaciável sede de integridade, uma fome constante de justiça. Quando não suportamos mais e ficamos demasiadamente incomodados com esses indivíduos artificiais e rasos que nos são diariamente impingidos como celebridades, alguns de nós voltam a atenção para as Escrituras a fim de satisfazer a necessidade de encontrar alguém que valha a pena observar. O que significa, afinal, ser um homem ou uma mulher real? Que forma a humanidade autêntica e madura assume em uma vida normal?

Quando, porém, nos voltamos para as Escrituras em busca de auxílio nesse assunto, é bem provável que fiquemos surpresos. Um dos primeiros fatos que nos assusta é a constatação de que, para nossa decepção, os homens e as mulheres bíblicos não foram os heróis que imaginamos. Não encontramos entre eles modelos impecáveis de virtude. Isso sempre assombra os inexperientes na Palavra de Deus. Abraão mentiu, Jacó enganou, Moisés assassinou e murmurou, Davi cometeu adultério e Pedro blasfemou.

Prosseguimos na leitura do texto bíblico e começamos a perceber sua verdadeira intenção: trata-se de uma estratégia consistente para demonstrar que as maiores e mais significativas figuras da fé foram moldadas no mesmo barro que nós. Descobrimos que as Escrituras poupam detalhes sobre as pessoas, porém, são pródigas nas informações que dão a respeito de Deus. A Bíblia recusa-se a alimentar nossa ânsia de cultuar heróis. Ela não se curva diante de nosso desejo adolescente de fazer parte de algum tipo de fã-clube. Creio que a razão disso é bastante clara. Por meio de fotografias, pequenas recordações, autógrafos e viagens de turismo, estabelecemos certa associação com alguém cuja vida – conforme imaginamos – é mais empolgante e interessante que a nossa. Assim, acrescentamos um pouco de diversão à nossa monótona existência ao seguir as pegadas de uma pessoa notável.

 A Palavra de Deus, no entanto, não participa desse jogo. Algo muito diferente acontece na vida de fé: nela cada um descobre todos os componentes de uma aventura original e única. Pelas Escrituras somos alertados acerca dos riscos de seguir as pegadas dos outros e chamados a uma incomparável associação com Cristo. A Bíblia deixa bem claro que cada história de fé é completamente original. O gênio criativo de Deus é inesgotável. Ele jamais, cansado de manter os rigores da criatividade, lançará mão do recurso de produzir cópias em massa. Cada vida é uma tela em branco sobre a qual Deus pinta todas as linhas e matizes de cores, sombras e luzes, diferentes texturas e proporções, todas nunca antes usadas por Ele.

Vemos na Santa Palavra que o que é possível: qualquer um pode viver uma vida singular, livre dos esteriotipados padrões estabelecidos por uma sociedade emaranhada no pecado. Uma vida assim funde espontaneidade e propósito, tingindo a paisagem desértica com o verde jovial de fé, participando do que Deus começa a fazer em cada vida, descobrindo o que Ele está realizando em cada evento. Os homens e as mulheres que encontramos nos relatos bíblicos são notáveis pela vida intensamente focada em Deus, pela forma como cada detalhe se submete ao que Deus lhes diz, e ao que Deus lhes faz. São as pessoas, em quem a consciência de participar do que Deus diz e faz é plena, as que mais se revelam humanas e cheias de vida. Essas pessoas são a prova de que nenhum de nós está obrigado a resignar-se diante desse viver medíocre, nem sequer por uma hora ou mais um dia.

Eugene H. Peterson. Ânimo. Ed. Mundo Cristão.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A segunda milha


No Sermão do Monte, Jesus desafiou o senso comum a respeito da maneira e se relacionar com os soldados romanos que ocupavam a nação, (Mt5:38ª48): “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas Eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os persegue”. Jesus ilustrou isso com três situações práticas. A primeira foi: Se alguém batesse na face, a outra deveria ser oferecida. Segunda: Se alguém tomasse a túnica, a capa deveria também ser dada. Terceira: Se um soldado romano obrigasse alguém a carregar sua mochila por uma milha, a pessoa deveria ir com ele duas.

Com que objetivo Jesus sugeriu que o fardo pesado do soldado deveria ser carregado por mais uma milha sob o sol escaldante do Oriente Médio? Porque a primeira milha era uma obrigação legal. Porém, quando a vítima se oferecia para levar o fardo uma segunda milha, seria natural que o soldado romano quisesse saber por que a pessoa estava disposta a carregar o fardo além da exigência legal. Isso dava oportunidade de falar do amor de Jesus ao soldado.

Hoje andamos a primeira milha, seguindo Jesus. Eu proponho que andemos a segunda milha a fim de compartilharmos Seu Amor. Jesus disse que devemos amar nossos inimigos. Isso não faz sentido para a nossa mente. Como podemos amar alguém a quem odiamos? Essa ordem, porém, é algo esplêndido, pois se eu decido amar alguém, essa pessoa não pode continuar sendo minha inimiga. Eu digo sempre que a melhor maneira de desarmar um terrorista é ir até ele e dar-lhe um caloroso abraço – pois você está perto demais para que ele o alveje. Se eu amo alguém, certamente vou procurar dar a ele ou a ela o melhor presente que eu possa imaginar. Isso significa compartilhar as boas-novas do Evangelho.

 
Irmão André e Al Janssen. Cristãos Secretos, o e acontece quando mulçumanos se convertem a Cristo. Ed. Vida.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Caio Fábio protesta: Sistema de Censura do Facebook. Crítica a alguns Gays insanos


Uns cálculos malucos

          Se um anjo matou 185 mil do exército de Senaqueribe como descrito em 2Rs19:35, quanto mais poderiam fazer as 12 legiões de anjos que o Pai teria enviado a Jesus se Ele pedisse, (Mt26:53)?!
          Façamos uns cálculos “malucos”: uma legião tinha 6.000 homens; doze legiões são 72.000, se cada anjo é capaz de aniquilar a 185.000 em uma só noite, Jesus teria à Sua disposição um potencial para destruir 13.320.000.000 de pessoas num instante; mais que o dobro da população atual do planeta e 60 vezes mais que a população dos tempos de Jesus.
           Na verdade, não foram cravos que mantiveram o nosso Senhor na cruz, mas, sim, Seu Amor sem limites por você e por mim.
 
Neil Rees. Nem tudo o que há em nossas Bíblias foi inspirado por Deus. Ed Horizontes Brasil.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Livra-nos dos confortos e certezas

Quero compartilhar algo que me fez meditar.

Hoje ouvi algo mais ou menos assim:

"Surgem mudanças súbitas e radicais onde a gente precisa se reinventar e aprender como será a vida daí em diante. E não nos damos conta que Deus está operando. Deus nos salva do conforto de Deus para nos fazer crescer em Deus".

Há um tempo atrás ouvi:

"Deus está mais preocupado com nosso caráter do que com nosso conforto".

Eu creio no Amor e na Graça de Deus. Eu creio que Deus opera em todas as situações para transformar nosso coração. Creio que Ele nos conduz em triunfo quando opera maravilhas em nosso coração.

Agradeço a Deus por todas as vezes em que me livra dos confortos e das certezas que me afastam d'Ele, impedindo
 
Denise Gaspar - 27-04-09

terça-feira, 30 de julho de 2013

Perfeitos e caminhando para a perfeição

          Paulo diz: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, eu prossigo”. Eu gosto desta palavra pro-seguir, que é uma atitude contínua de ir. Prosseguir é a decisão de ser hebreu, que diz: ninguém vai me parar, eu sigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. e conclui, dizendo: “Todos, pois, que somos perfeitos tenhamos este sentimento; e se porventura pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá”.

Ele começa dizendo que não alcançou a perfeição e termina dizendo “todos, pois, que somos perfeitos”. O que isto significa? Significa que em Jesus já somos tudo o que seremos, embora estejamos vivendo o processo histórico de ir abraçando tudo quanto devemos abraçar para ser tudo o que seremos; sendo semelhantes a Ele, Cristo.

É por isto que se manda que tenhamos a mente de Cristo, que tenhamos os mesmos sentimentos que houve também em Cristo Jesus. é por isto que Jesus diz: “Assim como o Pai Me enviou, Eu vos envio”; é por isto que se diz que se alguém está em Cristo, então, ande nEle. É o mesmo chamado para comer a Carne e beber o Sangue, para a fusão nEle. É o mesmo espírito de: Pai, porque o que Eu quero é Eu neles, Tu em Mim e eles em Nós”.

É para essa miscigenação total em Deus que somos chamados.

Caio Fábio. O Caminho do discípulo 2.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Pedras para a reconstrução

               Os pastores que se voltam para as Escrituras em busca de pedras para construir a base do seu trabalho são semelhantes àqueles povos antigos que retornavam ao sítio de uma vila destruída. Essas histórias são contadas com freqüência pelos arqueólogos. O local onde ficavam as vilas e as cidades era geralmente escolhido por motivos estratégicos ou agrícolas. O lugar tinha acesso à água ou então era fácil de ser defendido dos ataques de nômades. De preferência, porém, tinha que atender às duas necessidades. As casas, os santuários e os muros construídos nesses lugares eram destruídos com bastante regularidade. Algumas vezes a destruição resultava de um desastre natural; fogo ou terremoto; outras, de invasão militar. A cidade era, assim, deixada em ruínas.

Mas não por muito tempo.

Por ser um bom lugar para viver, as pessoas voltavam e a reconstruíam. A nova cidade não ficava exatamente igual à antiga. Às vezes, os que retornavam haviam aprendido novos projetos de construção com os filisteus, cipriotas ou egípcios e adotavam um novo estilo nas edificações. Eventualmente tinham aprendido a melhorar as fortificações e, dessa forma, construíam um novo muro mais largo e mais forte. Ao reconstruir, porém, usavam o mesmo material que estava ali – as velhas pedras que haviam servido de base para a outra cidade. As construções ficavam no mesmo lugar de antes. Ao estudar essas camadas de edificações, os arqueólogos encontram os mesmo padrões de construção presentes no fundamento e as mesmas pedras por vezes sem conta, usadas nele, por gerações sucessivas de habitantes.

Os que são chamados para o trabalho pastoral no presente momento da história estão, a meu ver, em posição muito semelhante à daqueles povos antigos que, depois de um período de destruição, voltavam seguindo suas próprias pegadas, até chegarem às ruínas. Como aqueles povos de outrora, os pastores de hoje perguntam como conseguirão reconstruir tudo. De fato, o ofício e as tradições pastorais foram tão golpeados que se tornaram irreconhecíveis.

 Onde está, por exemplo, a visitação pastoral eficaz de Richard Baxter? E a sabedoria que vemos na correspondência de Samuel Rutherford? Onde foi parar a “paixão pela paciência”, um dos requisitos para o pastorado que aparece em Newman, no oratório de Birmingham? Em lugar de tratar dos aspectos próprios da visitação pastoral, nosso treinamento enfatiza como ir ao encontro das massas, com a prática de um evangelismo que desconsidera o nome das pessoas e carrega a promessa de que os bancos da igreja estarão repletos no domingo. Em vez de cartas cheias de conselhos espirituais, criamos slogans destinados à comunicação de massa. Em vez de demonstrar exemplos de paciência, promovemos conversas animadas e gritamos como líderes de torcida para estimular o espírito da congregação...

Não somos, porém, os primeiros a ficar de pé sobre as ruínas perguntando onde colocar cada pedra para efetuar a reconstrução. O ensino acerca do trabalho pastoral é uma colina de altura considerável em meio à planície do ministério. As camadas que a formaram são nítidas; há a camada agostiniana, a franciscana, a luterana, a calvinista, a metodista, a kierkegaardiana, todas usando pedras bíblicas. O que não devemos fazer de modo algum é sair por aí à procura de outro lugar para construir a cidade. A reedificação tem que acontecer no terreno bíblico, a fundação tem que ser composta por pedras das Escrituras.

Há uma quantidade imensa de documentos bíblicos à disposição para a realização dessa tarefa. O livro de Deuteronômio, por exemplo, foi usado mais de uma vez. Esse documento reuniu as tradições dos patriarcas e do Êxodo, redimensionou-as para fazê-las funcionar num novo ambiente e teve utilidade pastoral na comunidade messiânica, a igreja. E há outros.

Entre esses outros, um material mais modesto é o Megilloth, os cinco rolos da Bíblia hebraica que conhecemos pelos nomes de Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester. Talvez estes sejam, de todos os livros da Bíblia, os menos pretensiosos. Nenhum deles tem ares de grandeza...

Não se trata de tentar encaixar a vida pastoral moderna em um molde antigo a fim de dar-lhe um formato bíblico. Antes, é o esforço para permanecer em contato com a vitalidade do bom trabalho pastoral tão evidente no material bíblico, para depois colocá-la em uso no presente.

A reciclagem das Escrituras é, em si, um processo bíblico. Tanto dependiam da tradição quanto tinham liberdade dentro dela. Cada página das Escrituras mostra que isso de fato aconteceu e, em alguns casos, revela como aconteceu. Por exemplo: o jeovismo adotou e remodelou o conceito do “deus dos pais”; Isaías pregou e desenvolveu as tradições de Sião e Davi sob novas formas; Deuteronômio usou, de modo novo e original, a experiência do Êxodo e a liderança de Moisés. Os elementos antigos foram usados de forma criativa na realização da promessa divina e na vocação das pessoas no presente. Ezequiel (no capítulo 20 apresenta uma interpretação totalmente original das veneradas tradições do Êxodo e dos eventos do deserto, para aplicá-las à realidade do exílio do século VI a.C. praticamente todas as páginas, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, mostram os resultados dessa abordagem criativa das antigas tradições...

Há um sentido, portanto, em que todo o trabalho pastoral se resume em redigir uma nova elaboração da pregação e do ensino das Escrituras que os torne relevantes para a comunidade presente, combinando a fidelidade à mensagem bíblica com a sensibilidade pastoral.

Cada um dos rolos do Megilloth trata de um aspecto específico do pastorado: como amar e orar dentro do contexto da salvação (Cântico dos Cânticos); como desenvolver uma identidade como pessoa de fé no contexto do julgamento redentor (Lamentações); como desmascarar a ilusão e a fraude religiosas no contexto da bênção providencial (Eclesiastes); e como tornar-se uma vibrante comunidade de fé mesmo em meio à hostilidade do mundo (Ester). Nem tudo o que o pastor faz se encaixa nessas áreas, mas uma parte considerável sim... é preciso dizer que esses cinco rolos não são pedras angulares sobre as quais possamos edificar o pastorado. Isso seria exigir demais deles. Contudo, também não são seixos desprezíveis. Há neles substância e utilidade; são pedras que auxiliam na formação da base do trabalho pastoral.
 
Eugene Peterson. O pastor que Deus usa. Ed. Mundo Cristão.
 
 
A Pedra Angular é Jesus, o Cristo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Para que Deus Se revela a/em mim?

        Jesus Cristo abriu Caminho com Seu Sacrifício para que eu entrasse no Santo dos Santos com intrepidez e arrazoasse diante do Pai com segurança, sem máscaras, sem maquiagem, sem ‘não me toques’, sem conceitos ou preconceitos; completamente à vontade.

Ele fez isto para que eu tenha intimidade com o Pai a fim de corresponder ao Amor já existente n’Ele por mim, estreitando laços espirituais de relacionamento. Jesus sabe que esse Caminho tem mão dupla: a graça e a fé. E esse Caminho preparado por Jesus para mim é orlado com placas de sinalização, como flores de segurança, confiança, entrega, paz, alegria... regadas com a água que vem da Fonte da Vida que é o nosso amado Jardineiro. Ele mesmo! Aleluia!

Quanta cor! Quanto perfume! Quanta luz! Quanta beleza!

Então, atravesso esse Caminho, chego à Sala do Trono e exponho minhas petições, olho para o rosto do Pai e vejo n’Aquele semblante atencioso, calmo e meigo, um ar risonho, como se estivesse achando graça das minhas preocupações.

E para que eu ouça, aprenda e apreenda, Ele diz: “Ah! Filha minha! Para que tanta ansiedade? Quando te criei Eu queria fazer de Ti pessoa semelhante a Mim, agora quero Me revelar em/a ti. Eu quero que sejas sal da terra, luzeiro nas estradas. Quero olhar e saber que posso contar contigo para que sejas instrumento nas Minhas Mãos. Quero que pises nas pegadas de Meu Filho. Quero que ouças o que Ele diz. Quero que mastigues e rumines e, só então, engulas todo o Livro que é a Minha Palavra, isto te será na boca, doce como mel e mesmo te sendo amargo no estômago, não te esqueças que Eu estou no controle da tua vida e que Eu, o teu Senhor, é quem o disse. Volta, confia em Mim e não te esqueças que o teu trabalho é descansar em Mim!!!

Maravilhosa audiência!!!

Temos um Deus que Se revela e Se permite revelar quando Ele mesmo nos convida a compartilharmos de lauta refeição, isto é, comermos juntos o Rolo – refeição substanciosa que satisfaz nossa alma e se aceitarmos O convite Ele Se revela em/a nós. Aleluia!

Eugene Peterson diz “que o Poderoso Anjo do Apocalipse usando o cosmos como púlpito, com um pé plantado no mar e o outro na terra e a Bíblia na mão, pregou”.

Foi uma refeição compartilhada com João e os alimentos dessa refeição são para ser comidos, mastigados, ruminados e depois de chegarem ao estômago passam a circular pelo sangue para se transformarem em músculos, cartilagens e ossos. E foi o que João fez – comeu o Livro.

Deus não precisa de mim pra nada, mas, paradoxalmente, Ele precisa de mim para ao manifestar a Sua Graça e o Seu Poder aqui na Terra, eu Lhe seja por testemunha e para que isto aconteça, para Ele Se revelar a/em mim, Ele precisa usar daquilo que me deu: meu tempo, paciência, perseverança, atenção, reverência, paixão, fé... Ele precisa que eu aprenda a esperar o crescimento e o desenvolvimento da Sua Semente no solo do meu coração.

Benditas Escrituras! Ponte que une infinitamente céu e terra! Ponte entre Deus e o homem!

Engrandecidos sejam os Nomes do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém????

 Denise Gaspar  - Maio - 09

domingo, 7 de julho de 2013

Para que são os sinais

          Os sinais externos, curas e operação de milagres, são para que creiamos que Deus pode operar da mesma forma e com a mesma facilidade em nossos corações, mentes e caráter. O principio para que isso aconteça é o mesmo: crer. Crer em Quem é Jesus, no Seu Caráter, nas Suas Vontade e Disposição, no Seu Amor e Poder.

Curar uma gripe ou fazer um paralítico andar, ressuscitar um morto requer o mesmo Poder e a mesma ação de Deus. Transformar o coração do homem, seja um invejoso ou um homicida, requer o mesmo Poder e o mesmo Amor de Deus. Tudo isso requer uma única ação nossa: crer que Jesus é o Filho de Deus e que o Pai estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.

Esse é o Milagre que Deus quer operar: a salvação de nossa alma e a libertação/transformação de nossa vida. As promessas de Deus são antes de tudo em nós e não para nós. A Sua Palavra frutifica dentro de nós, cria raízes e frutifica transformando nosso caráter, trocando nossos valores e propósitos só então isso se manifesta para fora, se torna visível e reconhecido por terceiros.

Os frutos que são apenas externos, são frutos de esforços próprios, de rigidez moral, de endurecimento do coração, de assepsia para barganha. São a tentativa estúpida de anular o Sacrifício de Jesus. São aparências que não refletem a Presença, o Amor e a Ação de Deus.

Que exalemos o Bom Perfume de Cristo. Esse Perfume vem do coração quebrantado e rendido ao Senhorio de Cristo. Ele exala naturalmente de nós pela Presença do Espírito Santo, não é uma gotinha que pomos arás da orelha.

 
Denise Gaspar - 05-07-13

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Oração numa manhã de súplica

Senhor, nós, os mais de 7 bilhões de pessoas nessa Terra, necessitamos de Milagre.
Apenas de um Milagre: A Revelação da Tua Graça e, por consequência, nossa rendição ao Teu Senhorio.
Isso é o que Te peço nessa manhã, para mim e por todos os demais. Glorifica Teu Nome na Terra de nossa aflição. Porque essa Terra é Terra de aflição. O mundo jaz no maligno, mas Tu És conosco, nos livra, nos guarda, nos ama e conduz em triunfo a todo aquele que crê que Jesus é Teu Filho e nosso Senhor.
Enquanto estivermos cativos a essa carne, a esse corpo corruptível, estamos na terra da aflição. Contudo, vivemos de fé em fé, de glória em glória, de vitória em vitória; crescendo em intimidade contigo, sentindo e exalando o Teu Perfume.
Glorifica Teu Nome em nossas mentes e corações.
Tu És Deus!
Obrigada, Senhor, por Teus cuidados, ensinos e por Tua Paternidade.
Eu Te amo, me rendo ao Teu Senhorio e à Tua Vontade e descanso em Ti.
Em Nome de Jesus, o Amado de minha alma.
Beijos e beijos,

Denise Gaspar - 02-07-13

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Gostosa simplicidade do Reino

Quem se ergue na ponta dos pés desejando se mostrar não pode ficar por muito tempo nessa posição, pois logo cansará.

Quem abre demais as pernas não pode andar direito, assim como aquele que deseja abraçar o mundo com as pernas.

Quem se interpõe na luz não pode luzir, pois só projeta sombra.

Quem reivindica valor a si mesmo não é valorizado por ninguém.

Quem se julga importante acaba por não merecer importância.

Quem se louva a si mesmo não é grande, mas muito, muito pequeno.

Tais atitudes são detestáveis no Reino de Deus. Jesus disse que são abominação aos poderes celestes.

 Assim, fuja também você de todas essas coisas, pois parecem inocentes, mas destroem o caminho da verdadeira vida.

Quem tem consciência da sua dignidade — que é ser veículo do amor de Deus—, se abstém de tais atitudes e atos, pois sabe que eles não combinam com os céus.

O caminho para diminuir alguém, começa por primeiro engrandecê-lo. Por isto, os que querem abater alguém, primeiro bajulam-no e fortalecem-no.

Os maus sabem que para fazer cair alguém, deve-se primeiro exaltá-lo.

Os de bom coração, todavia, sabem que para receber algo deve-se primeiro dá-lo.

Tudo o que é bom nesta vida deve antes ser amadurecido pelo tempo e pelo amor.

O homem fraco-flexível é mais forte que o forte e rígido e que arrogantemente anda conforme sua própria força.

Também fique sabendo o seguinte:

Quem vive nas profundezas do seu ser nem pensa em “virtuosidade”, pois dele brotam espontaneamente as íntimas forças da vida.

Quem vive na superfície do existir não pode fazer brotar as forças profundas de dentro de seu ser.

Quem vive nos abismos angustiados da sua alma acaba por ignorar a bondade no seu agir.

Quem vive na superfície da sua alma age egoisticamente, visando fins externos.

O amor impele ao agir, mas não quer nada para si.

O direito impele ao agir e, se não consegue o que quer, recorre à violência.

Por esta razão reconheça que quem não tem visão do Deus age por virtuosidade pessoal. Mas quem conhece a Deus não tem virtuosidade própria, por isso age pelo amor e pela misericórdia.

Quem nem disto é capaz obedece a ritos e tradições!

Mas a dependência de ritualismos é o menor grau da consciência. É mesmo o início da decadência.

Quem julga poder substituir pela inteligência a cultura do coração, se torna idiota, duro e insensato.

Sendo assim, fica sabendo que o homem de Deus age por uma lei interna, e não por mandamentos externos.

Beba as águas da fonte, e não dos canais secundários.

Sim, essa pessoa vai sempre à origem das coisas, e não se satisfaz com as águas trazidas por canais artificiais.

Não há um versículo bíblico no que está dito, mas alguém pode negar que esse seja o espírito do Evangelho?

Quem pratica esse espírito em seu agir, ver e interpretar, esse encontra paz, e cada vez mergulha mais profundamente no conhecimento de Deus.

O Evangelho só realiza o seu benefício quando ele deixa de ser doutrina, e se torna espírito e vida.

 
O justo vive por esta fé!

 
Caio Fábio – 2004

sábado, 25 de maio de 2013

O Hospedeiro e Seus parasitas


Deus É Amor. Em outras palavras: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou”, (1Jo4:10). Não devemos partir do misticismo, do amor da criatura por Deus ou das maravilhosas antevisões da fruição de Deus concedidas a alguns em Sua vida na Terra. Nós partimos do verdadeiro ponto de partida – do amor como energia divina. Esse Amor-Doação.

Em Deus não há necessidade a ser preenchida, mas somente abundância querendo doar-se. A doutrina segundo a qual Deus não tinha necessidade de criar não é uma especulação escolástica. É essencial. Sem ela, dificilmente fugiríamos a uma concepção de Deus como “administrador” – um ser cuja função ou natureza é “gerir” o universo, que está para este como o diretor para a escola ou o hoteleiro para o hotel. Mas ser o Soberano do universo não é grande coisa para Deus.

Em Si mesmo, em Seu “mundo da Trindade”, Ele É Soberano de um reino muito superior. Devemos sempre nos lembrar da visão de Lady Juliana, em que Deus trazia na mão um objeto do tamanho de uma noz, e essa noz era “tudo o que foi criado”. Deus, que não precisa de nada, faz existir por amor criaturas inteiramente supérfluas para poder amá-las e aperfeiçoá-las.

Ele cria o universo já prevendo – ou deveríamos dizer “vendo”? - para Deus não existe tempo – as moscas zumbindo em torno da cruz, as costas esfoladas sendo pressionadas contra o mastro, os cravos atravessando os nervos principais, a contínua sufocação incipiente à medida que o corpo vai desfalecendo, a contínua tortura das costas e dos braços quando é içado para poder respirar. Se me permitem uma metáfora biológica, Deus é um “hospedeiro” que cria deliberadamente seus próprios parasitas – que nos faz existir para que possamos explorá-lo e “tirar vantagem” dele.

Nisso está o amor. É a imagem do Amor Absoluto, do inventor de todos os amores.

Deus comunica aos homens uma parcela de Seu próprio Amor-Doação. É diferente dos amores-Doações que Ele inseriu na natureza. Estes jamais buscam simplesmente o bem do objeto amado em vista do próprio objeto. Preferem os bens que são capazes de conceder por si mesmos, ou os que mais gostariam de receber eles próprios, ou os que se encaixam numa imagem preconcebida da vida que gostariam que o objeto vivesse.

Mas o Amor-Doação de Deus – o Amor Absoluto em ação no homem – é inteiramente desinteressado e deseja simplesmente o que é melhor para o amado. Como já foi dito, o amor-Doação natural sempre se dirige a objetos que o amante considera intrinsecamente amáveis.

Mas, no homem, o Amor-Doação de Deus lhe permite amar aquilo que não é naturalmente amável: os leprosos, os criminosos, os inimigos, os idiotas, os ressentidos, os arrogantes e os cínicos. Por fim, e num sublime paradoxo, Deus permite ao homem ter um Amor-Doação voltado para o próprio Criador. Num certo sentido, é claro, ninguém é capaz de dar a Deus nada que já não pertença a Ele: se já pertence a Ele, o que você Lhe deu? Mas, como, obviamente, podemos recusar a Deus e guardar para nós nossa vontade e nosso coração, podemos também, nesse sentido, entregá-los a Ele. São d’Ele por direito, e não existiriam por um momento sequer se deixassem de ser d’Ele, (assim como a canção é do cantor); apesar disso, Ele os tornou nossos para que possamos livremente devolvê-los a Ele: “Nossa vontade é nossa para a tornarmos Tua”.

 C.S. Lewis. Os quatro amores.