sábado, 25 de maio de 2013

O Hospedeiro e Seus parasitas


Deus É Amor. Em outras palavras: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou”, (1Jo4:10). Não devemos partir do misticismo, do amor da criatura por Deus ou das maravilhosas antevisões da fruição de Deus concedidas a alguns em Sua vida na Terra. Nós partimos do verdadeiro ponto de partida – do amor como energia divina. Esse Amor-Doação.

Em Deus não há necessidade a ser preenchida, mas somente abundância querendo doar-se. A doutrina segundo a qual Deus não tinha necessidade de criar não é uma especulação escolástica. É essencial. Sem ela, dificilmente fugiríamos a uma concepção de Deus como “administrador” – um ser cuja função ou natureza é “gerir” o universo, que está para este como o diretor para a escola ou o hoteleiro para o hotel. Mas ser o Soberano do universo não é grande coisa para Deus.

Em Si mesmo, em Seu “mundo da Trindade”, Ele É Soberano de um reino muito superior. Devemos sempre nos lembrar da visão de Lady Juliana, em que Deus trazia na mão um objeto do tamanho de uma noz, e essa noz era “tudo o que foi criado”. Deus, que não precisa de nada, faz existir por amor criaturas inteiramente supérfluas para poder amá-las e aperfeiçoá-las.

Ele cria o universo já prevendo – ou deveríamos dizer “vendo”? - para Deus não existe tempo – as moscas zumbindo em torno da cruz, as costas esfoladas sendo pressionadas contra o mastro, os cravos atravessando os nervos principais, a contínua sufocação incipiente à medida que o corpo vai desfalecendo, a contínua tortura das costas e dos braços quando é içado para poder respirar. Se me permitem uma metáfora biológica, Deus é um “hospedeiro” que cria deliberadamente seus próprios parasitas – que nos faz existir para que possamos explorá-lo e “tirar vantagem” dele.

Nisso está o amor. É a imagem do Amor Absoluto, do inventor de todos os amores.

Deus comunica aos homens uma parcela de Seu próprio Amor-Doação. É diferente dos amores-Doações que Ele inseriu na natureza. Estes jamais buscam simplesmente o bem do objeto amado em vista do próprio objeto. Preferem os bens que são capazes de conceder por si mesmos, ou os que mais gostariam de receber eles próprios, ou os que se encaixam numa imagem preconcebida da vida que gostariam que o objeto vivesse.

Mas o Amor-Doação de Deus – o Amor Absoluto em ação no homem – é inteiramente desinteressado e deseja simplesmente o que é melhor para o amado. Como já foi dito, o amor-Doação natural sempre se dirige a objetos que o amante considera intrinsecamente amáveis.

Mas, no homem, o Amor-Doação de Deus lhe permite amar aquilo que não é naturalmente amável: os leprosos, os criminosos, os inimigos, os idiotas, os ressentidos, os arrogantes e os cínicos. Por fim, e num sublime paradoxo, Deus permite ao homem ter um Amor-Doação voltado para o próprio Criador. Num certo sentido, é claro, ninguém é capaz de dar a Deus nada que já não pertença a Ele: se já pertence a Ele, o que você Lhe deu? Mas, como, obviamente, podemos recusar a Deus e guardar para nós nossa vontade e nosso coração, podemos também, nesse sentido, entregá-los a Ele. São d’Ele por direito, e não existiriam por um momento sequer se deixassem de ser d’Ele, (assim como a canção é do cantor); apesar disso, Ele os tornou nossos para que possamos livremente devolvê-los a Ele: “Nossa vontade é nossa para a tornarmos Tua”.

 C.S. Lewis. Os quatro amores.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O caminho do discípulo

      ... Estou falando de um caminhar que, segundo Jesus, é o Caminhar da vida!
      Sim; pois, seguir Jesus é segui-Lo no caminho da existência, e que se torna uma jornada de obediência em fé a Jesus como único Caminho, Verdade e Vida.
     
      O caminho do discípulo em nós somente termina quando Cristo seja totalmente formado em nós. ora, tal realidade nunca tem sequer um dia de formação absoluta neste planeta, posto que a completude de Cristo em nós tem sua consumação apenas na eternidade.

Caio Fábio

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O que Deus pede de você

"Jesus declarou o que é bom
e o que o Senhor pede de você:
que pratique a justiça,
e ame a misericórdia,
e ande humildemente com o seu Deus".
Mq 6:8

Ame a Deus, pratique a fé, e viva pelo Espírito Santo.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Deus não desiste

“Não temas; pelo contrário, fale e não te cales,” At 18:9.

Quando Jesus enviou os setenta discípulos, dois a dois, como missionários às cidades para levar as Boas Novas, deu-lhes uma série de instruções, dentre elas, o procedimento com aqueles que não As aceitassem: “quando entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas ruas e clamai: Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou nos pés, sacudimos contra vós. Não obstante, sabei que está próximo o Reino de Deus”, (Lc 10: 10-11).

Devemos levar o Evangelho a toda criatura, contudo, a resistência espiritual, às vezes, é tão grande que devemos nos afastar e nos manter em oração para que Deus, a Seu tempo, faça quebrantar o coração e florescer as Sementes já lançadas. Não adianta ficarmos em cima da pessoa. Devemos deixar que a Palavra, que é viva e eficaz, (Hb 4:12), faça a Sua obra, pois Ela é o martelo que esmiúça a pedra, (Jr 23:29). Mantenhamo-nos na intercessão permitindo que o Espírito Santo aja. É Ele quem convence “do pecado, da Justiça, e do Juízo”, (Jo 16:8). Devemos nos manter como testemunhos vivos do Poder de Deus.

O Senhor disse para não levar deles nem o pó das sandálias. Mas isso não significa que Deus desistiu deles. Pois, ficou o alerta, “sabei que está próximo o Reino de Deus”. Em outras palavras, “ainda há tempo, ainda que pouco, de se arrependerem e se converterem de seus caminhos”.

Quando Paulo estava em Corinto, dedicou-se inteiramente à pregação da Palavra, testemunhando aos judeus de que o Cristo é Jesus, muitos creram e se converteram. Contudo, Paulo encontrou tamanha resistência e oposição, descaso e blasfêmia que “sacudiu as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios,” (At 18:6). A atitude de Paulo estava de acordo com os ensinamentos de Jesus. E em Ezequiel 33, quando o Senhor nos fala do dever do atalaia, diz que daqueles a quem não anunciarmos a Palavra nos será requerido o sangue, mas uma vez tendo anunciado, sendo aceito ou não, estamos livres de seu sangue.

No entanto, o próprio Senhor Jesus nos revela, neste situação vivida por Paulo, o quanto profunda e incompreensível é a Sua Misericórdia e Sua Longanimidade. Estando Paulo pronto para partir da cidade, Deus lhe falou em visão: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade”, (v.v. 9, 10). Juntamente com a revelação de Seu Amor, Ele revigorou o ânimo e as forças de Paulo como também lhe proveu livramento de males. E o apóstolo permaneceu mais um ano e meio ensinando a sã Doutrina de Cristo.

Apesar da dureza dos corações e das resistências que se levantam, Deus não desiste do homem. O Senhor não tem prazer na morte do ímpio, (Ez 18:32), e deseja que todos venham a ser salvos, (Ez 33:11/ 2Pe 3:9), através do Sangue de Cristo Jesus. Ele nos concedeu o livre arbítrio como prova profunda de Seu Amor, mas não desiste de nós. É tardio em irar-se, (Ne 9:17), e não nos trata segundo os nossos pecados, (Sl 103:10). Mas nos dá sempre mais uma oportunidade. Enquanto estamos vivos, está batendo à porta. Nos convidando a deixá-lO entrar em nosso coração para nos servir a ceia e para cear conosco, (Ap 3:20). Por isso pede-nos, que ouvindo a Sua voz, não nos fechemos, endurecendo o coração, (Hb 4:7).

Jesus é o Amor em essência. Longânimo por natureza. Por isso, não desiste de Se revelar a nós. Por mais que não se queira, por mais que fujamos, Ele está sempre de braços abertos para nos receber e tratar-nos com Sua Misericórdia para curar as feridas que a vida e o mundo fizeram em nós.

Denise Gaspar 05-2002

terça-feira, 16 de abril de 2013

Nosso Pai

Gostaria de chamar a atenção para uma daquelas passagens profundamente tocantes. É um texto que exerceu profundo impacto em minha vida. No acontecimento, Jesus parece esgotado com o ministério; estava por aqui com as pessoas e desejava estar a sós; assim, desaparece furtivamente da multidão para encontrar um lugar tranquilo para orar. Não demora muito, os discípulos percebem sua ausência e lhe saem em busca. Ao atravessarem o vale de Cidrom, quase tropeçam em Jesus. ele está no chão, calado, imóvel, totalmente absorto em oração. Nunca antes tinham visto um homem orar como Jesus. queriam orar como Jesus orava.
Assim, quando Ele por fim Se ergueu do chão, um dos discípulos disse: Senhor, ensina-nos a orar. Foi nas palavras seguintes que Jesus de Nazaré revelou às mulheres e aos homens de todas as idades a verdadeira face de Deus. Ele lhes disse: Quando vocês orarem, digam:

Pai!
Santificado seja o Teu Nome.
Venha o Teu Reino.
Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano.
Perdoa-nos os nossos pecados,
Pois também perdoamos
A todos os que nos devem.
E não nos deixes cair em tentação.

Pai nosso. Palavras conhecidas, talvez tão conhecidas que deixaram de ser reais. Essas palavras eram não somente reias, mas também revolucionárias para os doze discípulos. Filósofos pagãos como Aristóteles chegaram a existência de Deus por meio da razão humana e se referiam a ele em termos vagos e impessoais: causa incausada, motor imóvel. Os profetas de Israel revelaram o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó de maneira mais calorosa, mais compassiva. Mas somente Jesus revelou a uma comunidade judaica atônita que Deus É verdadeiramente Pai. Se você tomasse o amor de todas as melhores mães e de todos os melhores pais que viveram no curso da história humana, toda a bondade deles, toda a paciência, fidelidade, sabedoria, ternura, força e todo amor e reunisse todas essas qualidades numa única pessoa, o amor dessa pessoa seria apenas uma pálida sombra do Amor e da Misericórdia presentes no coração de Deus pai direcionado a você e a mim neste momento.
Ouvimos um belo eco disso no cap 8 da carta de Paulo aos romanos:

Pois vocês não receberam um espírito
que os escravize para novamente
temerem, mas receberam o Espírito
que os adota como filhos, por meio
do qual clamamos: “Aba, Pai”.

Aba significa literalmente: papai, papá, tatá, meu querido pai.
Nos Estados Unidos, os psicólogos da infância informam-nos que a média dos bebês americanos começa a falar entre a idade de 14 e 18 meses. Independentemente do sexo da criança, a primeira palavra normalmente falada é pa – pa, papá, papai.
Jesus está dizendo que podemos nos dirigir ao Deus infinito, transcendente, todo-poderoso com a intimidade e a confiança inabalável que um bebê de 16 meses experimenta sentado no colo de seu pai – pa, papá, papai.
Você diria que sua vida de oração é caracterizada pela simplicidade, pela sinceridade pueril, pela confiança irrestrita e pela confortável familiaridade de um pequenino engatinhando no colo do Papai? Pela certeza de saber que o papai não se importa se o filho adormecer, se distrair com seus brinquedos ou mesmo começar a tagarelar com seus amigos pequenos, porque papai sabe que o filho no fundo escolheu estar com ele naquele momento? É esse o espírito de sua vida interior de oração?
  
Brennan Manning. O anseio furioso de Deus.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O céu está cada vez mais perto!!!

Recebi, hoje, a notícia que o pai de uma querida amiga foi estar com o Senhor. Sei que neste momento a dor é muito grande e que palavras não são suficientes para confortar quem sofre a perda, mas fiquei pensando que é assim que aquele que segue Jesus se expressa, quando alguém parte: "ele ficou ausente de nós para estar presente com o Senhor".
Não deixou de existir, só mudou de endereço. Está ausente do corpo, mas presente com o Senhor. Foi desfrutar das coisas inefáveis aos quais não é lícito ao homem falar, como Paulo escreveu em 2 Coríntios 12, quando comenta, de modo breve, a experiência que teve de ser arrebatado ao Paraíso.
Está seguro nos braços de Jesus, Aquele que o amou primeiro e o amou ao ponto de dar Sua vida em seu lugar, experimentando abundância de alegria e delícias para todo sempre. Está provando, em plenitude e sem restrições, de tudo aquilo que nós só experimentamos, em Deus, como pequenas gotas, nos momentos de maior comunhão, intimidade, arrebatamento e êxtase espiritual, aqui na neste mundo.
Lembra daquele culto inesquecível? Daquele momento em que Deus parecia tão presente e perto que parecia que você quase podia tocá-lo? Daquele momento em que o choro se misturou com o riso enquanto você sentia a presença de Deus inundando o seu interior? Daquele dia em que você não sabia mais se estava na terra ou no céu, tamanho era a consciência da presença, do amor e da graça de Deus que estava tomando você? Inesquecível, não é? Multiplique isto por alguns quintilhões e você e eu teremos um pequeno vislumbre do que aquele que partiu para estar com Cristo está experimentando neste exato momento.
Foi assim, também, que o próprio Paulo descreveu este fato da vida quando se referiu ao fato de que ele mesmo, a qualquer momento, poderia partir e estar com Cristo, o que ele considerava ser incomparavelmente melhor.
Momentos assim me fazem pensar em como o céu está cada vez mais perto de nós. Porque, embora, aqueles que confessam o nome de Jesus não falem mais sobre o céu como os nossos pais na fé falavam e cantavam, ele não deixou de ser uma realidade.
Hoje, as pessoas estão muito mais preocupadas com o imediato, o aqui e agora, o material, o consumo, a aparência, o bem estar terreno e as conquistas neste mundo; mas há vinte anos atrás, eu costumava ouvir as igrejas cantando músicas como "Céu, lindo céu, eu vou morar no lindo céu" e "nossa esperança é sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar. Nós aguardamos, Jesus ainda, té o fim da manhã raiar", ou ainda, "Jesus virá, outra vez aqui, Jesus virá mais outra vez aqui. E todos, juntos, em um só louvor, cantemos sempre: Ele é o nosso Senhor".
Lembro como os pregadores, de então, se emocionavam até às lágrimas, tentando descrever com pobres e limitadas palavras humanas o inimaginável consolo, alegria e paz de estarmos presentes face a face com Aquele que deu Sua vida por nós.
Estaremos com Ele e veremos Seu rosto como Ele é. Não haverá mais dor, nem sofrimento, nem morte, nem doenças, nem lágrimas, nem maldade, nem exploração, nem humilhação e nem escuridão. Ele mesmo enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Aquilo que pode se corromper se revestirá de incorruptibilidade e o que é mortal se revestirá de imortalidade. Então se dirá: A morte foi tragada pela vitória! Porque, como pregou o Rev. Caio Fábio: a morte morreu na cruz!
Daí que a Bíblia chama a volta de Jesus de a bem-aventurada esperança. Cristo vai voltar e nos levar para estar com Ele. Daí que seja qual for o entendimento que você tenha do Apocalipse, das profecias de Daniel ou da ordem cronológica no Sermão Profético de Jesus, registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21; em uma coisa todos nós podemos concordar: o Rei está voltando!
Basta olhar os sinais à nossa volta. A natureza, gemendo com dores de parto, está gritando isto para nós. Os eventos mundiais proclamam isto todos os dias. O agir soberano, livre e irrefreável do Espírito Santo nos lugares mais longínquos da terra confirma esta verdade. É só ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.
Por isso, eu ouso afirmar que o céu está cada vez mais perto de nós. Ou como cantava o Grupo Som Maior, nos anos 80: "Não vai tardar e Cristo há de voltar. Não vai tardar e veremos Jesus".
É então que "aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro e nós que estivermos vivos seremos transformados e arrebatados, juntamente com eles, para o encontro do Senhor, nos ares, e assim, estaremos para sempre com o Senhor". É com estas palavras que Paulo diz que as pessoas consolassem umas às outras. Jesus vai voltar! Nós vamos encontrar o Senhor e todos os que já partiram antes de nós. Já pensou que grande festa será?
É claro que nós somos humanos, sentimos a dor em toda a sua crueza e intensidade, sofremos e choramos as perdas, e gememos, aguardando este dia, porque somos, apenas, vasos de barro andando sobre pés de argila.
Mas sabe de uma coisa? O céu está cada vez mais perto! Cada dia que passa, ele está cada vez mais perto!
E não é porque os pregadores dos nossos dias não pregam mais sobre isto e porque os cantores dos nossos dias não cantam mais sobre isto, que esta palavra não vá se cumprir. Ela não depende de nós, só depende de Deus. E Deus é Deus o bastante para fazê-la acontecer.
Na verdade, crer nisto traz consolação. E num momento assim é de consolação que precisamos. Não é uma fuga emocional, mas uma consolação. Não é um modo de nos escondermos da realidade ou de confrontarmos os problemas do mundo, como alguns pregadores começaram a propagar e riscaram a mensagem da segunda vinda de Cristo dos seus púlpitos, mas a esperança da Igreja de Jesus. Jesus vai voltar!
O fato é que ainda não estamos no céu, e por mais que alguns queiram e tentem, não há como transformar este mundo caído em céu. No mundo temos aflições. Vivemos num mundo cheio de cardos e espinhos. Neste corpo gememos aguardando o dia da redenção. Em tudo somos atribulados, mas não destruídos, ficamos perplexos, mas não desanimados.
O que a Bíblia ensina é que Deus está nos preparando novos céus e nova terra onde habita justiça.
De fato, a Bíblia diz que somos peregrinos e forasteiros nesta terra e que temos uma cidade da qual o único arquiteto é Deus. Daí que temos sem possuir. Ou, como escreveu, Henri Nouwen, aprendemos a viver com as mãos abertas, sem querer segurar tudo, controlar tudo e possuir tudo. 
Nós não deixamos de viver o dia a dia da vida e nem de amar a vida, a Criação e tudo que Deus nos proporciona, aqui e agora, mas sabemos que não há Evangelho verdadeiro sem a proclamação desta bem aventurada esperança.
O Deus que se fez homem, em Jesus, e que nos reconciliou com o Pai, através de Sua morte e ressurreição, consumando toda a obra, de uma vez por todas e para todo sempre, na cruz, é Aquele que vai voltar. O Cristo que derramou o Espírito Santo Consolador para habitar e viver em nós é Aquele que vai voltar como Rei dos reis e Senhor dos Senhores.

Posso terminar com o verso de um velho hino de Andrae Crouch: "Breve Cristo vem e nós vamos ver o Rei. Breve Cristo vem e nós vamos ver o Rei. Aleluia, aleluia, nós vamos ver o Rei".

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Paulo Cardoso

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Você conhece o desejo de Jesus?

Jesus disse qual era o Seu desejo maior:

“Pai, a minha vontade é que onde eu estou estejam também os que me deste, para que vejam a minha glória, que eu tive junto a Ti antes que houvesse mundo”.

Assim, não há nada que na mente de um discípulo seja problema, nem a morte; pois, se o discípulo vive neste mundo..., para Jesus vive; e se morre, em Jesus morre para viver...

Sim, até o morrer se enche de glória!

Morrer é partir e estar com Cristo.

Viver é Cristo.

Tudo é Ele.

Desse modo, estou salvo.

Salvo de tudo...

Salvo para viver e morrer...

Salvo para ser...

Afinal, aos homens o que de “pior” lhes pode acontecer é morrer...

Mas quando a morte já está morta, o que sobra para problematizar a vida?

Quando eu morrer dêem uma festa!

Jesus estará contente.

Ou não disse Ele que Seu grande desejo era esse?

Sim, qual o desejo de Jesus que seja maior do que me ter em amor, sendo eu capaz de ver Sua glória e me transformar pela percepção dela?

Aqui acabam todos os lutos...

Aqui a morte morre e a existência se faz apenas de vida!

Esta é minha certeza.

Esta é minha alegria.

Este é meu gozo.

É desse modo que estou fadado à glória de Deus!

Aleluia!


Nele, em Quem já estou em glória,


 Caio Fábio

28 de junho de 2009

quarta-feira, 27 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

Meu netinho e a permanência do objeto

Há vários anos, quando eu estava nos primeiros meses de meu aprendizado como avô, recebemos em casa a visita por alguns dias de meu filho Eric, minha nora Lynn e meu netinho Andrew. Fazia 25 anos que eu não experimentava um bebê dia após dia bem próximo de todos os detalhes, e então fiquei absorvendo tudo. Tinha perdido muita coisa a primeira vez; estava agora decidido a não perder nada dessa vez. Um dia, estávamos somente Andrew, sua mãe e eu na sala de estar. Lynn estava lendo um livro. Andrew vinha praticando sua versão do engatinhar fazia algumas semanas e já estava chegando perto da perfeição. Eu estava sentado no chão observando com admiração aquele corpinho executar uma série de operações musculares altamente habilidosas, exigindo a coordenação precisa de olhos, braços e pernas. Tinha uma bola de tênis que ele pegava, jogava e depois engatinhava para pegar. A bola ricocheteava lindamente das paredes e dos móveis, fornecendo o desafio e a variedade necessários para mostrar a seu avô suas habilidades altamente desenvolvidas. Naquele dia, nada que eu jamais tivesse visto num campo de beisebol ou num rinque de patinação de hóquei competia com meu interesse e admiração ao observar as proezas atléticas de Andrew no engatinhar. Isso continuou por dez ou quinze minutos; foi quando a bola rolou para debaixo de um escoadouro e desapareceu da vista dele. No momento em que a bola desapareceu, Andrew parou, sentou sobre suas fraldas e olhou ao redor procurando algo mais para fazer, como se nunca tivesse existido a bola de tênis para perseguir. Olhei para a mãe dele:
- Lynn, qual o problema com o Andrew?
Minha admiração excessiva rapidamente se havia transformado em ansiedade. Por que ele parou de ira atrás da bola? Será que estava faltando algum gene em seu DNA? Será que estaria mostrando os primeiros sinais de dislexia e um transtorno de déficit de atenção? Lynn, sem sequer perder tempo de olhar sobre o livro que tinha em mãos, disse friamente, e achei que pelo menos com um pouquinho de ar de superioridade:
- O Andrew ainda não desenvolveu a permanência do objeto.
- O que isso quer dizer?
- Significa que o que ele não consegue enxergar não existe.
Demorou alguns segundos para eu interiorizar aquilo, e então eu disse:
- Ah, eu tenho uma congregação inteira assim.

Eu nunca tinha ouvido a expressão “permanência do objeto”. Lynn e eu conversamos a respeito. Contou-me que naqueles primeiros meses como mãe praticamente tudo na vida de Andrew exigia gratificação imediata: amamentá-lo, acalmá-lo, trocar suas fraldas. Nem pensar em esperar. Não havia nenhuma realidade para Andrew a não ser aquilo que ele conseguia ver, provar, cheirar, sentir e ouvir. Para que fosse uma boa mãe, tinha de estar de corpo presente, dia e noite, noite e dia. Ela também observou que, se continuasse sendo uma boa mãe daquela maneira, a certa altura acabaria sendo uma péssima mãe.
Ela me fez ver que poderia passar de boa mãe a uma mãe má se o Andrew nunca aprendesse a tal permanência do objeto – se nunca aprendesse a lidar com sua ausência da mesma maneira que aprendera a lidar com sua presença. Se ela insistisse em ser indispensável para ele, estreitaria a vida dele a somente aquilo que ele era capaz de enxergar.

Até a estaca zero, você vive por vista; depois da estaca zero, você vive por fé. A biologia básica agora dá lugar à espiritualidade básica. Não mais restringidos pelos sentidos, pelos sentimentos e pela proximidade, somos lançados numa exploração e participação  no imenso mundo de lembranças, expectativas, esperas, confiança, crença, sacrifício, amor, lealdade, fidelidade – nenhum dos quais pode ficar circunscrito ao que você é capaz de ver e tocar. Nenhum desses elementos que constituem o que é característica e inconfundivelmente humano em nós pode ser possuído – precisa ser penetrado. A maior parte daquele que é não se encontra onde possa ser tocado, posto na boca, onde possa se envolver com seu cálido aconchego. A estaca zero é o lugar de onde começamos a aprender a viver com a presença. A palavra genérica que usamos em referência a isso é fé.
É essencial ter em mente que nossos cinco sentidos não se tornam menos importantes nesta altura; ao contrário, talvez se tornem mais importantes, pelo fato de não mais nos limitarem. Nossa vida espiritual não é menos física, sensual, imediata que nossa vida biológica, apenas não está circunscrita ao físico. Nosso corpo, em vez de ser uma prisão em que somos encarcerados em nós mesmos, são estradas abertas nas quais embarcamos numa viagem rumo ao que “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu”. A biologia não é nosso destino, como Freud queria que acreditássemos; antes, é um passe livre para provar e ver que o Senhor Jesus É Bom. Não deixamos a biologia para trás quando chegamos à estaca zero; o que fazemos é desenvolver a permanência do objeto. Não mais precisamos enxergar algo para saber que existe.

Eugene Peterson. Espiritualidade subversiva, Ed. Mundo Cristão.

terça-feira, 12 de março de 2013

Confiança é a palavra!!!

Confiança é o bem maior que pode se instalar no ser de um homem.

Confiar é, portanto, o maior desafio do ser humano...

A verdadeira confiança é um estado da fé, quando se transforma em entendimento espiritual, o que torna a confiança não apenas em algo como um ato, mas sim como a realidade de um estado permanente, no qual os atos em si são feitos da matéria prima da própria confiança.

Mas como e por que alguém confiaria no invisível?

Ora, a questão é que todas as coisas que são, são como são. Portanto, sem confiança e fé, não muda a Terra, posto que somente a fé projeta o que é bom, mesmo que ainda não exista como fato concreto. 

Somente a confiança muda o mundo que nos cerca; mas para que isto aconteça, ela antes tem que ter mudado o mundo interior do homem que diz experimenta-la.

Na falta de confiança, todavia, subsiste apenas a desconfiança da sobrevivência, e que é infinitamente mais aflita que a luta de uma fera pela vida, posto que nossa inteligência caída nos remete sempre para as piores conclusões da inteligência inclinada para o mal, pois que o mal existe em nós; daí ele ser projetado como imagem de nosso interior sobre o mundo, e como todos fazem assim, nos defendemos uns dos outros, e nos matamos em desconfiança.

Somente a fé que permanece confiante é que carrega consigo as certezas de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem.

Confiança, portanto, não se entrega pela metade, nem nos provê com suas bênçãos se a entrega a ela não for total. E o “total” nesse caso é apenas aquilo que se transforma em descanso. De tal modo que a confiança é medida pelo descanso que a alma experimente enquanto confia.

Confiança deve ser o estado do ser pacificado com Deus. Por outro lado, ninguém é pacificado em Deus se não se entregar em confiança ao amor e à fidelidade de Deus.

Confiança é fruto de alguém saber que nada pode separa-lo do amor de Deus!


Quem assim crê, assim vive!

Nele,
Caio Fábio      28/12/2004

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mudanças e confortos

Quero compartilhar algo que me fez meditar.
Hoje ouvi algo mais ou menos assim:

"Surgem mudanças súbitas e radicais onde a gente precisa se reinventar e aprender como será a vida daí em diante. E não nos damos conta que Deus está operando. Deus nos salva do conforto de Deus para nos fazer crescer em Deus". (Pr Caio Fábio)

Há um tempo atrás ouvi:

"Deus está mais preocupado com nosso caráter do que com nosso conforto". (Pr Washington Souza)

Eu creio no Amor e na Graça de Deus. Eu creio que Deus opera em todas as situações para transformar nosso coração. Creio que Ele nos conduz em triunfo quando opera maravilhas em nosso coração.

      Agradeço a Deus por todas as vezes em que me livra dos confortos, das certezas e, mesmo, das alegrias que me afastam d’Ele impedindo Seu agir em mim.
      Senhor, venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade em minha vida. Lanço mão do meu livre arbítrio para entregar-me a Ti para que tenhas liberdade de operar em mim a Tua vontade que é boa, perfeita e agradável. Para que eu resplandeça Tua Graça vivendo o Amor para o qual me chamaste.
      Orando por mim mesma oro por todos os amigos a quem Pitada de Sal alcançar. Venha sobre nós o Teu Reino, cumpra-se a Teu querer, que sejamos todos transformados na face de Cristo.

Denise Gaspar 27-04-09

terça-feira, 5 de março de 2013

Qual o dom devemos buscar?

       Paulo, termina 1Co12 dizendo que devemos procurar, com zelo, (em Deus), os melhores dons. No contexto as pessoas, em geral entendem que o maior dom é o de profecias. No entanto, ele começa o cap 13 dizendo: “E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente”, e termina: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém, o maior destes é o amor”.

Pensam que é a profecia porque o cap 14 começa dizendo para seguir o amor e procurar, com zelo os dons espirituais, principalmente que profetizeis. E, via de regra entende-se por profecia o anunciar o futuro, trazer o conhecimento, a revelação de algo que está por vir. Essa é a palavra de conhecimento. Profecia, todavia, é anunciar a Palavra de Deus, é anunciar as boas novas do Evangelho, é anunciar a Cristo.

Mas o melhor dom que devemos buscar em Deus com zelo é o Amor.

Pois sem o Amor de Jesus nada tem valor diante de Deus.
 
Quem ama vive a misericórdia e o perdão!!!

Pense nisto,

N'Ele que sendo Deus, por Amor, fez-Se um de nós, para cancelar o escrito de dívida que era contra nós.

Denise Gaspar - 17-12-2007

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O sinal

    Jesus nos deixou de sobreaviso enumerando vários sinais pelos quais discerniremos o tempo como sendo o tempo do fim. Quando certas coisas acontecem, de um modo geral, as pessoas pensam nos sinais do fim como “os sinais do fim do mundo”.

É interessante perceber que esse pensamento é breve e logo, engolido pelos afazeres e pelos prazeres temporais e temporários dessa vida.  Nem percebem que o ‘fim do mundo’ está sendo patrocinado e gerenciado pelos homens, sua ganância, sua ciência e evolução tecnológica.

Quando se fala ‘nos sinais’ o entendimento bíblico que salta a mente e faz o coração se alegrar é outro: a eminente volta de Jesus.  Foi exatamente para esse acontecimento que Ele nos deixou em alerta.

Ele disse, que quando os sinais se tornassem notórios, (infelizmente muitos nem se quer os percebem), que levantássemos a cabeça em regozijo, pois nossa redenção estará próxima.

A volta de Jesus não significa o ‘fim do mundo’ em sua materialidade como, em geral, se comenta. A destruição do mundo e a extinção todas as formas de vida é fruto das intervenções humanas na natureza no decorrer da história.

A volta de Jesus será a derrocada final do império das trevas, o fim daquele que cega o entendimento das pessoas e as ilude com enganos e filosofias vãs. Será o fim do medo. Significa o Reino de Paz e Amor. É o Reinado de Jesus. 

No entanto, quero falar sobre os sinais que antecedem e anunciam a volta de Jesus. Ou melhor, um dos sinais. De todos os sinais enumerados por Jesus, os que já se cumpriram e os que estão se cumprindo, há um sinal que me salta aos olhos. E este sim, para mim, é ‘o sinal’.

“O amor se esfriará de quase todos”.

Nunca se viu tanto caos e desordem. Barbárie e violência gratuita em todos os setores e em todas as relações sociais. A ponto de, estar se tornando comum, mães abandonarem seus filhos ainda com o cordão umbilical e sujos do sangue do parto, os jogam numa lixeira, num lago, por cima de um muro, ou deixam dentro de um sanitário público. Os espancamentos, a exploração infantil e a pedofilia são práticas rotineiras. Assaltantes não se ‘contentam’ mais em roubar; espancam, violentam, matam... e dão entrevistas em que defendem a legitimidade de seus atos: “ele não devia ter tentado reagir...”. “São as regras do ofício”, disse um advogado.  A corrupção, inerente ao homem e, portanto, existente desde sempre, tomou proporções indizíveis de descaramento e falta de princípios. Isso citando apenas alguns fatos de âmbito local-nacional.

Desrespeito à vida, falta de amor ao próximo, falta de amor-temor a Deus... “O amor se esfriará de quase todos”.

No entanto a abrangência desse texto vai muito além. Refere-se a uma situação maior, pior e mais triste do que a brevemente descrita acima. O amor se esfriará naqueles que estão dentro das ‘igrejas’.

Pessoas que fazem parte da religião, que dizem amar a Deus, usam o nome de Jesus para legitimar seus atos e suas crenças, mas que, na verdade, não conhecem Jesus nem a dimensão do Amor de Deus. Desconhecem que foram comprados por preço de Sangue, não sabem que não têm mérito algum para alcançar tamanho favor de Deus: a Salvação. Vêem tantas atrocidades, descasos e violências, tantas vítimas do caos espiritual deste mundo e não se sentem compelidos a amar como foram amados. Não expressam a Graça pela qual foram alcançados e libertos. Negligenciam a busca de intimidade com o Pai.

Estão dispensando a Presença de Deus pela prosperidade temporal. Trocando a Vontade de Deus pela vontade pessoal. Valorizando personalismos, títulos e reconhecimentos. Buscando poderes políticos e favorecimentos econômicos.

Em suma, o amor se esfriará naqueles que, mesmo freqüentando a ‘igreja’, mantêm seus corações com pouco óleo enquanto esperam o Noivo.

“O amor se esfriará de quase todos”.

Para mim esse é o sinal. A ‘igreja’ que não ama a Deus com todo o seu entendimento e com todo o seu coração. A ‘igreja’ que não ama a seu próximo como a si mesmo. A ‘igreja’ que não abre o seu coração a ação do Amor de Deus. A ‘igreja’ que não se importa com a Vontade do Pai, mas apenas com seu ventre, a satisfação de seus ego, desejos, necessidades e “justiças’’.

E o amor se esfriará a tal ponto que Jesus mesmo pergunta se achará fé na terra quando voltar. Achará quem O ame e creia n’Ele?

Sim, achará! Há o outro lado desse sinal. O amor não se esfriará em alguns poucos.

Estejamos entre a minoria fazendo parte dos poucos em que o Amor de Deus se manterá vivo e avivado. Entre os que desejam e buscam intimidade com Deus expondo-se a ação da Palavra e manifestando o fluir da Presença de Deus em amor pelo próximo... tanto mais quanto esse não o mereça. Entre os que experimentam as maravilhas do Perdão. Entre os que desejam conhecer e viver a Vontade de Deus para cada um de nós.


Estejamos entre aqueles que ouvirão: Vinde, bendito de Meu Pai!

Denise Gaspar -  maio  2011

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O que é básico

“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mt6:25).

No sermão que fez no Monte Jesus está dizendo para não nos preocuparmos com a satisfação de nossas necessidades básicas: comer, beber e vestir. O que seria mais básico? E diz que a vida não é só isso!

Tudo bem, ela não é só isso, mas qualquer outra coisa para ser na vida precisa que estas coisas estejam satisfeitas, ou não?

Não! Porque, de fato, há algo mais básico (fundamental) para a vida do que comer, beber, vestir. Mas antes, quero dizer que nós nunca estamos plenamente satisfeitos naquele basicão. Comemos mais de uma vez por dia, no mínimo três vezes, há quem coma seis, há quem não pare de comer, “beliscar”, o dia todo e ainda assim, no dia seguinte terá fome e sede outra vez e terá de correr atrás de meios para satisfazê-las de novo. Temos mais roupas que o necessário e sempre estamos querendo mais alguma porque enjoamos das que temos, ou porque alguém disse que não estão mais na moda, ou porque “o mundo trata melhor quem se veste bem”...

Jesus está dizendo que há algo maior!

A satisfação dessas necessidades básicas pode carregar em si um distanciamento de Deus. A idolatria. Há pessoas que são escravas da comida, que fazem dela o seu deus, são os glutões. Há os que fazem do seu estilo, preocupados com a aparência, o seu deus. Há os que fazem do seu ritmo de vida, da sua busca incessante por ter, o seu deus.

As necessidades físicas são satisfeitas temporariamente, e se vivemos para elas e por elas, a alma passa a reger-nos e a alma é insaciável, ela se nutre de sua própria insaciabilidade. Está sempre querendo ter mais, ser aquilo que não é, ou seja, em cuidar de sua aparência, em maquinar, em como ter e em como aparentar. A alma se alimenta de estar precisando, de procurar meios e formas de conseguir mais e de manipular para ser satisfeito. É um ciclo interminável, porque insaciável.

Jesus está afirmando que há algo maior. Muito mais básico e essencial do que o comer, beber, vestir e ter. Algo que satisfará seu espírito e sua alma de tal forma que você poderá desfrutar do comer, beber, vestir e ter; você se regalará com o fruto de seu trabalho sem se corromper com ele.

Isso normalmente é entendido no meio ‘evangélico brasileiro’ como um chamado à vagabundagem, à vida 'contemplativa'. Não é isso! O trabalho foi instituído como um desfrute para o homem já no jardim do Édem. As pessoas que vivem a fé na Palavra de Deus, sem distorcê-la, são pessoas que trabalham e têm prazer em trabalhar. São pessoas que se dedicam ao que fazem, porém sem se tornaram escravas do trabalho.

Jesus diz que devemos buscar, antes de qualquer outra coisa, o Reino de Deus e a Sua Justiça, e, que fazendo isso, todas as outras coisas das quais necessitamos nos serão acrescentadas.

A comunhão com o Pai é a essencialidade de que depende a vida. Não há vida afastados de Deus. Jesus veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância.

No v. 24 diz que não há como servir a Deus e às riquezas. Ou sua vida está presa à satisfação das suas necessidades físicas e seculares e desconectada do Pai. Ou você está viceral e espiritualmente buscando conhecer e continuar conhecendo e tendo intimidade com Deus e todas as demais necessidades serão saciadas.

Porque os que não conhecem a Deus é que vivem em função da satisfação destas coisas; pois o nosso Pai celeste, com quem desejamos ardentemente intimidade, sabe que necessitamos de todas elas e nos capacitará e abrirá portas para que todas sejam satisfeitas.

Denise Gaspar - 04-2011

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O amor de pai e o Amor do Pai

Meu amiguinho de 09 anos, que mora na porta ao lado da minha, teve um probleminha de saúde. Pela Graça de Deus, já está bem e sem nenhuma seqüela.
Quando ainda estava internado conversei com sua mãe, ela me contou com alguns detalhes o que repentinamente os assolou. O menino chegou a entrar em coma e depois não reconhecia o pai. Ela me disse: “ele ficou arrasado quando não foi reconhecido”.
Fiquei pensando na dor que Deus sente quando Seus filhos não O reconhecem e em como Ele fica arrasado.
Dois dias depois, encontrei o pai e toquei no assunto. Sabemos que é um pai amoroso e super ligado aos filhos. O que, infelizmente, é um tanto raro hoje em dia. Por isso, imagino o quanto realmente ficou arrasado.
Ele contou: “além de meu filho não me reconhecer ele pediu para que eu chamasse seu pai’. Ele acrescentou algo ao relato que novamente me reportou ao Pai. Disse qual foi seu pensamento na hora: “Caramba, meu filho tá mal!!!”. E disse ter redobrado sua atenção e cuidados sobre o filho. 
Há os que pensam que Deus castiga e ‘pesa Sua mão’ quando é rejeitado ou renegado. Todavia, se meu vizinho, que é homem e, por isso, limitadíssimo, pôde se condoer e redobrar seus carinhos e cuidados com o pequeno, que dirá Deus?
Quando você O renega com aquelas pequenas malcriações, ou quando Ele é rejeitado e trocado por falsos ‘pais’, Deus pensa: “Caramba, Meu filho tá mal!!!” e redobra Seus carinhos, cuidados e convites.
O Pai está no portão à espera do filho para começar a festa!

Denise Gaspar - 2009
Fim de tarde no portão - Stênio Marcius

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Quanto a mim descanso em Tua Graça


Salmo 13

1 - Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?

2 – Até quando estarei relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?

3 – Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte;

4 – para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.

5 – No tocante a mim, confio na Tua Graça; regozije-se o meu coração na Tua Salvação.

6 – Cantarei ao Senhor, porquanto me te feito muito bem.


A Bíblia diz que este salmo foi escrito por Davi. E alguém o intitulou ‘oração da fé’. Não sei em que circunstância histórica Davi escreveu este salmo, por isso a leitura que faço dele é segundo minha caminhada com Jesus. Segundo o cumprimento das promessas da Nova Aliança. Do que já está posto e consumado. Assim, eu não o chamaria de ‘oração da fé’, para mim é mais uma descrição da caminhada da fé.

Ele começa indagando sobre a presença de Deus. ‘Até quando Te ocultarás, esconderás o rosto de mim’.

Jesus disse que estará conosco até a consumação dos séculos. Portanto, a Presença de Jesus em minha vida, nossas vidas, não é uma questão. Não há dúvidas. Ele está comigo todos os dias de minha vida posto que me rendi a Seu Senhorio.

Só há uma possibilidade de separação entre eu e Deus, uma única barreira pode ser levantada: o pecado. E aí, neste caso, também a pergunta é infundada. Porque se eu estou separada de Deus por algo que não quero abandonar, o choramingo não encontra resposta. Deus é Misericordioso e Longânimo e tem prazer em perdoar. Assim essa barreira é desfeita conforme o meu quebrantamento. Se com sinceridade me arrependo e clamo para que me perdoe e me cubra com Seu Sangue.

Então, essa oração só encontra espaço na caminhada enquanto não conheço Suas Promessas e Sua Palavra. Depois disso, é uma questão de tomada de decisão. Consertar-me ou não. Render-me ou não.


O segundo versículo relata a luta da alma com a tristeza e o medo das circunstâncias e do porvir.

Essa luta encontra espaço em mim, apenas, enquanto não conheço o Caráter de Deus, enquanto não como do Pão e bebo do Sangue. Ou seja, no Caminho temos que comer e beber de Jesus, temos que experimentá-Lo, ter parte com Ele. À medida que eu O conheço e reconheço em meus caminhos a tristeza e o medo são banidos, porque sei em Quem tenho crido.

Isso só acontece no processo da rendição. Quando entrego a Ele algo que está me pedindo como um sentimento acalentado e cultivado por anos a fio com todo esmero e dedicação...  ressentimento, uma mágoa, por exemplo.

Eu não quero entregar, tenho aquele sentimento me corroendo e torturando a anos, eu o cultivo mantendo as lembranças vivas como se tivesse acontecendo agora, eu o nutro imaginando vinganças e na expectativa de ver o alvo de meus ressentimentos, frustrado e arrependido, me dando razão. Sim, porque eu tenho razão de estar magoada, afinal eu sou ‘maravilhosa’ e aquela pessoa é horrível e agiu terrivelmente me traindo.

Aí, Jesus pede para que entregue esses ressentimentos horrorosos que só fazem mal a mim mesma, porque o outro seguiu sua vida e ‘trinta anos’ depois nem se quer lembra de mim. Só eu estive presa a ele por tanto tempo.

Mas, Jesus pode estar pedindo algo ‘bom’, um sonho, um projeto de uma vida inteira. Algo com o que sonhei por toda minha vida, algo para o que me preparei durante anos, algo que esperei sem desanimar por anos a fio.

Não importa exatamente a coisa em si. Importa que Jesus sabe o que é o melhor para nós e se Ele está pedindo que entreguemos é porque, antes de qualquer outra coisa, o ato de entrega por si mesmo será bom para nós.

A primeira entrega, dói. A gente não quer, há uma luta. Mas depois que a gente entrega cadeias se rompem, somos invadidos pela Alegria e fortalecidos. Nós O experimentamos. Comemos e bebemos d’Ele. Agora, Ele habita em nós. Sabemos que Seu Caráter é realmente Bom, não por ouvir falar, mas porque temos parte com Ele. Daí, cada nova entrega é motivo de alegria. A alma não luta mais com a tristeza e o medo porque foi tomada pela certeza de que a Sua Vontade é Boa, Perfeita e Agradável.

Então, o tempo dessa luta na alma é determinada pelo tempo que eu vou levar para tomar a decisão de conhecê-Lo, confiar n’Ele e entregar tudo. É o tempo até a rendição.


Os versículos seguintes: “Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar”. 

Essa luta é antes de tudo com minha própria alma e meus desejos e entendimentos, muito mais do que com o inimigo de minha Salvação. “Eu” sou o maior inimigo de mim mesma. Esse “eu” é o que foi construído pelas aparências, pelos interesses, pelos  sentimentos; são as construções que vamos fazendo para fora de nós mesmos sufocando o que de fato somos. Se der lugar a esse meu “eu”, o diabo não tem muito o que fazer além de alimentar minha vaidade.

Aqui quero fazer um pequeno parentesis. Quando estamos em Deus, conhecendo-O, reconhecendo-O, rendendo-me a Ele e obdecendo-O, aí, por paradoxal que pareça, eu sou eu mesma. Sou quem deus me criou para ser. Pois, nesse momento estou livre de todas as formas de opressão que me ofuscam, apagam, distroem, me fazem ser, querer e desejar o que não sou eu de fato. Em Cristo somos livres para ser nós mesmos. Somos livres para ser e, então, poderemos amar ao próximo como a nós mesmos.

 A passagem diz que ele não vê a Deus e que não quer ‘dormir o sono da morte’. Esse sono é a ausência de Deus. Viver sem a Presença de Deus, distante d’Ele por causa de minha rebeldia e recusa em Lhe dar razão e em reconhecê-Lo Senhor, é terrível... é o sono da morte.

De repente, o salmista mudou o rumo da prosa. Mudou o rumo da vida.

Há uma hora em que temos de romper com o “eu” prepotente e soberano que vivia dentro de nós. Parar de choramingar e tomar a decisão da entrega.

“No tocante a mim, confio na Tua Graça; regozije-se o meu coração na Tua Salvação. Cantarei ao Senhor, porquanto me te feito muito bem”.

No tocante a mim, não quero saber de mais nada: sentimentos, valores, entendimentos, vontades, ansiedades, circunstâncias... daqui em diante largo todas essas coisas, deixo-as para trás, onde tiveram muito espaço, e olho firmemente para Ti, Senhor.

“A Tua Graça me basta”! Sei Quem És Tu, o Autor da Vida, o Deus da minha Salvação. Sei o que tens para mim, Vida Eterna, Vida em Abundância de Paz, de Alegria, de Vitória.

“Meu coração se regozija na Tua Salvação”. Nosso alvo é a Nova Jerusalém. Nossos tesouros estão no céu. E o céu não é ‘lá’ longe. O céu é aqui no meu coração para onde Jesus e o Pai vieram e fizeram morada. Nessa terra tristezas ou alegrias, tudo é passageiro. Na Presença de Deus a Alegria é Eterna...  e já começou.

“Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem”. Muito bem... todas as situações são Deus trabalhando em mim para o meu próprio bem. Esse entendimento parece patético a quem não O conhece. Como posso dizer que coisas ‘ruins’ são para o meu bem? Mas quando conhecemos Seu Caráter sabemos que até as que nos parecem ruins se estão sob o Seu Comando Absoluto então redundam em bênçãos para mim. Leia a Bíblia, veja se não é assim.


Quanto a mim, descanso em Tua Graça cantando e adorando ao Senhor que só me faz muito bem!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Oração de Paulo

E  também faço essa oração por você:
Que o seu amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção, para que você aprove as coisas excelentes e seja sinceros e inculpável para o Dia de Cristo, cheio do fruto de justiça, o qual  é mediante Jesus Cristo, para a glóira e louvor de Deus.
Paulo - Fp 1: 9 a 11.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Os olhos de André e o menino das sementes do milagre

Então, lá vem André. E o que ele tinha para dizer? “Aí há um garoto...” Quantos anos você dá para ele, cinco, seis, oito, dez, doze. “Por que você colocou sua atenção num garoto, André?”, “Por que eu vi algo em suas mãos. Eu o vi carregando o seu lanchinho. E já investiguei e vi que traz cinco pães e dois peixes. Ainda que este lanche seja pouco para um homem e nada para a necessidade da multidão... considerei que deveria trazer esta informação.”

Para mim a atitude de André é maravilhosa. Eu conferi a lista dos dons do Espírito e não consegui encontrar este dom do Espírito que André tinha. Eu creio que ele tinha o dom dos olhos. Ele tinha olhos dotados, o poder de observação. Anteriormente, ele viu o seu irmão e o trouxe a Jesus. Quando ele viu seu irmão e viu Jesus imediatamente ele calculou: meu irmão vai sair um bom discípulo de Jesus. Ele tinha olhos que pesquisavam. Tinha poder de observação. Quando focalizava seus olhos em alguma coisa ele via sua essência, algo construtivo. André se deu conta que Pedro seria um maravilhoso discípulo. Ainda que muito problemático, Pedro se tornou um dos líderes.
Agora, André faz a mesma coisa. Pesquisou entre a multidão, viu aquele garoto e passou esta informação para Jesus.

Esse é o Espírito de Jesus. Ele acreditava nas pessoas, ainda que Seus discípulos não acreditassem nEle. Isso é o que nos maravilha em Jesus Cristo. Foi assim que Ele construiu e constrói as igrejas. Ele acreditou em você e em mim! Ele acredita em todos. A despeito de nossas fraquezas Ele continua pondo a Sua confiança em nós. É por isso que nos achegamos a Ele. É assim que amadurecemos n’Ele. Ele nos escolheu. Ele nos aceitou. Ele confiou em nós. Ele acredita em nós.

Assim André disse a Jesus: “aqui tem um garoto.” Se André o olhasse apenas como um garoto, ele não teria passado a informação para Jesus. Mas ele olhou além da estatura do garoto, ele olhou e viu o que o garoto tinha em suas mãos. O potencial da personalidade. Ele ainda não tinha o milagre. Mas o garoto tinha a semente do milagre. Assim foi que André viu o garoto. Foi por isso que foi a Jesus tão entusiasmado: “aqui há um garoto.” Jesus disse: “deixe que ele venha a Mim.”

Vejamos a atitude do garoto que foi apresentado a Jesus com cinco pães e dois peixes. Ele decidiu não ir embora com o seu lanchinho. E se o garoto dissesse: “eu não quero dar esse meu lanche para Jesus! Minha mãe me disse antes de eu sair de casa: cuidado não deixa ninguém pegar esse lanche, você vai ficar com fome. Abra a lancheira, quando estiver com fome, e coma. Segure firme.

Jesus olhou para o garoto enquanto André dizia: “você quer entregar a sua comida.” O garoto não se deu conta do que falava André. “Esse aí é o Senhor Jesus Cristo. Você não vai dar estes pãezinhos para Jesus? Veja essas milhares de pessoas indo embora famintas, mas se você der o seu lanche para Jesus, então, você vai comer e todos estes milhares vão comer. Um grande milagre vai acontecer.” E o garotinho começou a pensar: ele obedeceria a sua mãe ou obedeceria a André? E, graças a Deus ele obedeceu a André! Quem sabe ele tenha dito: “você pega e dá somente para Jesus.”

Meus amigos, nós não podemos viver nossas vidas sem dá-las a alguém. Não podemos viver nossas vidas isoladamente. Muitas pessoas entregaram suas vidas para seus amantes e suas vidas terminaram em destruição. Mas aqueles que deram suas vidas a Jesus Cristo viram milagres acontecer, viram mudanças acontecer.

O garoto decidiu, finalmente, entregar o seu lanchinho nas mãos de Jesus. E Jesus aceitou aquela pequena oferta, ele levantou Seus olhos aos céus e agradeceu ao Pai, e deu graças ao Pai por aquele garoto estar preparado. Então, começou a partir o pão e dar aos Seus discípulos. E os discípulos começaram a distribuir àquele povo faminto. Você pergunta a mim, como eu já me perguntei muitas vezes: apenas cinco pães partidos sem fim e alimentando milhares de pessoas, como pôde acontecer? Eu não sei como, mas eu sei que o Senhor do como o fez. Porque Ele é o Criador. Ele criou esse universo inteiro do nada. E ele poderia repetir isso cem milhões de vezes. Como aquele milagre poderia acontecer? Por causa da colaboração. Um garotinho estava disposto a entregar o que tinha. Decidiu colaborar com o Senhor Jesus, o Senhor de todas as coisas. Quando aqueles pãezinhos e peixes vieram às mãos d’Ele, Ele os multiplicou e fez com que as multidões fossem satisfeitas.

Meu querido amigo, não importa o quanto difícil seja a sua situação. Venha como aquele garoto, apresente-se, ao seu coração e aquilo que tem levado sua fé. Você pode ter perdido muito de sua fé em sua vida, pode ter perdido muito de sua esperança, pode estar, agora, depressivo, mas se você achar um pouquinho de fé, então, você pode trazê-la junto a Jesus. E não fique envergonhado de dizer: “isso é o que restou em mim, Senhor. Isso é o que restou da minha experiência espiritual. Tudo tem ido, mas isso é o que ficou, Senhor, tão pequeno, tão pouco. Mas eu trago com minha fraqueza, eu trago com minha confissão, eu trago com meu arrependimento. Eu me curvo em gratidão diante de Ti, Senhor, porque enquanto outros dizem deixe que ele vá embora, Tu me convidas a vir a Ti, então, eu venho, hoje. Eu quero Te agradecer por trazer este homem da Jordânia. Eu nunca ouvi uma mensagem de um árabe antes. É a primeira vez, mas ele veio na hora certa para trazer esta mensagem para mim. Aqui estou eu me submetendo a ti, Senhor. Me tome em Tuas mãos e me refaça, Senhor. Senhor, ainda existe esperança.”

Esta é a mensagem de Jesus para você. Você não pode resolver o seu problema correndo d’Ele. Você não pode empurrá-lo para longe de você. Seu problema e sua dificuldade é como sua própria sombra, você os leva onde quer que vá. Mas há um caminho melhor: vir direto para Jesus. E dizer: “Senhor, aqui estou eu e entrego meu caminho a Ti, abençoe-me, Senhor, refaz-me, mude-me completamente. Faz de mim alguma coisa útil. Útil para mim mesmo, útil para minha família, útil para minha igreja, útil para meu país.”

E o Senhor Jesus vai dizer: “Sim, Eu vou fazer.”

pr Antoine Diex – jordaniano - mensagem proferida no Centro Evangelístico Unido, em +/- 2002

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As primeiras obras

Primeiro amor

Quero voltar ao início de tudo,
Encontra-me contigo Senhor.
Quero rever meus conceitos, valores,
Eu quero reconstruir. Vou regressar ao Caminho
Rever as primeiras obras Senhor
Eu me arrependo, Senhor, (3x)
 Eu quero voltar ao primeiro
Ao primeiro amor,
Eu quero voltar a Deus


    
Os primeiros e únicos (insubstituíveis)

O primeiro amor e as primeiras obras não devem ser abandonados, em momento algum da caminhada. 

Conhecer a Deus e prosseguir em conhecer Seu Caráter,
Reconhecer seus atos e assumir as suas responsabilidades,
Reconhecer que só Jesus pode mudar nossa história; reconhecer que só Ele pode apagar e cancelar os escritos de dívida que são contra nós;
Confessar a Deus todos os seus atos, os reais, e não os imaginados nem os criados e/ou os impostos por terceiros;
O Espírito nos revela todas as coisas, Ele nos conduz à Verdade;
Receber, pela fé, o perdão concedido na Cruz do Calvário;
Receber com responsabilidade o perdão e não dialogar mais com a culpa;
Receber a cura que o Perdão Gracioso de Deus promove em nós;
Por amor e em gratidão abandonar as práticas e os sentimentos malignos e iníquos;
Não dialogar com o mal em nossa mente, nem com suas possibilidades, nem com que os outros pensam ou podem pensar sobre nós, o que fazem ou o que podem fazer;
Confiar e desfrutar da nova vida que o Senhor concede a todo que se achega a Ele quebrantado;
Olhar para o céu, de lá não vem acusação, mas Graça e Misericórdia, sustento para a nova vida;
Receber a cura para o espírito e para a alma;
Caminhar na certeza de quem é Jesus.

Confiar, confiar, descansar e confiar
É em nossa fé que está a vitória.

 Denise Gaspar - 19-09-2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Para ser discípulo

Levar a nossa própria cruz implica dizer: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Não existe caminho de discipulado sem perdão ao mundo, à vida, a todos. A marca do discípulo é perdão, porque o discípulo é aquele que diz: “eu fui perdoado de tudo para sempre”. Por isso ele não é um credor incompassivo do próximo. Como foi perdoado de tudo, ele perdoa tudo.
Para ser discípulo, o indivíduo tem de ter o mesmo olhar de Jesus, que consegue ver o potencial da Graça onde ninguém consegue enxergar. No moribundo e no sentenciado ao lado existe um filho do paraíso. Ninguém é discípulo se não tiver um olhar da expectativa eterna projetada como bem sobre todo homem, em qualquer lugar, e ainda que seja na mais inconcebível de todas as circunstancias, se os olhos dele se abrirem, a Graça nele está instalada e o discípulo confessa como o Mestre: Hoje mesmo você estará no paraíso, meu irmão. Discípulo tem essa mania de Jesus de sair condenando às pessoas à Salvação e à Graça.
Para ser discípulo, o indivíduo tem de carregar dentro de si a consciência da sua própria humanidade. Ele tem sede, ele tem fragilidades, ele não pode brincar com os elementos das necessidades essenciais, do mesmo modo que ele não aceita falsificações. Jesus disse: “Tenho sede”. Quando deram o que não era água. Ele não quis beber, ainda que fosse um entorpecente para diminuir a dor. Isso é consciência da humanidade; ao mesmo tempo em que existe o desejo de não fazer fugas e nem rotas evasivas do que seja a realidade da vida e da condição humana.
Discípulo é aquele que consegue ver o potencial de amor, de familiaridade, de aproximação, de solidariedade, de conciliação que transcende a toda consanguinidade.
Ser discípulo é saber que na experiência com Deus ele pode atravessar o vale do sentimento mais agudo de abandono e desesperança e mesmo assim sua consciência tem de crescer e evoluir, a ponto dele dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Ou seja, é a possibilidade de tratar do seu desamparo com total intimidade com Deus, porque é desamparo mais acolhido. Porque o “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” é a fé que cresce para servir a Deus por nada, para ser de Deus no desamparo. O discípulo carrega no coração esse desejo de ser de Deus. Tem de crescer dentro dele essa capacidade de adorar a Deus ante o absurdo.
Ao olhar para a Cruz de Jesus, aprendemos que ser discípulo é crer que “Está consumado!” ´. É declarar que está consumado e viver para o que já está consumado em nosso favor.

O brado foi: Está pago. Tetelestai. Está pago. Está consumado.

Então Paulo diz que o motor dessa disposição é a consciência produzida por essa gratidão em fé. Está pago. Eu podia ser o criminoso ao lado. Não tenho de ir ao purgatório, não preciso passar por um vestibular introdutório, nem fazer um concurso público celestial. Nada disso. O homem da cruz do lado de lá disse; “Tu nem ao menos temes a Deus estando sob igual sentença?”. Aquele que não blasfema contra Jesus passou da cruz de cá para a cruz do meio: crucificado com Cristo instantaneamente.
O Pai já não o via ali. O Pai já o via crucificado com Seu Filho. Quando Jesus disse: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”, é óbvio, Jesus está indo para o paraíso. Quem está em Jesus está indo com Ele. Está consumado. Tudo o que é de Jesus agora é meu. Jesus morreu por tudo o que me matava. E o que me matava não era a morte física. O que me matava e mata a qualquer um é a morte espiritual, que decorre da alienação com Deus e de um espírito que nunca é emulado pelo Espírito de Deus, porque nunca se abre para o Espírito de Deus, e muitas vezes nunca se abre quando o Espírito de Deus o esbofeteia. Está consumado. O discípulo sabe que, porque está tudo pago, ele é um produto do Amor de Deus; e se isso não gerar em nós a motivação para O seguir, nada mais gerará. Porque qualquer outra motivação não gerará. Sem amor, nada aproveitará.

É desse “Está consumado” que nasce a gratidão absoluta que nos coloca na motivação do amor que obedece ao mandamento.
Caio Fábio. O Caminho do discípulo I.