quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O jugo de Jesus

“Muitos dos Seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6:60).


Após terem ouvido o discurso, aos poucos, os discípulos foram se afastando de Jesus e já não andavam mais com Ele. Se o discurso tivesse sido duro, como poderia Jesus ter afirmado que Seu jugo é suave e seu fardo leve?
Na verdade a dureza do discurso estava no fato de que os discípulos ainda não tinham recebido o revestimento do Espírito Santo e por isso não entendiam o real significado de Suas palavras. Nos versículos anteriores do 41 ao 58, Jesus afirmou que deveriam comer Sua carne e beber Seu sangue, isso foi-lhes motivo de grande escândalo, e eles diziam entre si: “como pode dar-nos a comer Sua própria carne?”
A dureza estava no entendimento literal do Seu discurso. Mas o que Jesus disse e o Espírito Santo nos testifica é que: “Minha carne é verdadeira comida e o Meu Sangue verdadeira bebida”, e “a Palavra que vos tenho dito são espírito e são vida”.
A carne de Jesus é a Sua Palavra, afinal, Ele é o Verbo que Se fez carne. O Sangue de Jesus é a nossa verdadeira Vitória, pois ao derramá-lo lá na cruz como Cordeiro imaculado, sem manchas e sem rugas entregou-Se como sacrifício suficiente pelos pecados de toda a humanidade, e consumou a Vitória sobre a morte para todo o que n’Ele crê.
É o Poder do Espírito Santo de ministrar a cada um de nós que nos faz compreender as Palavras ditas por Jesus naquele momento. Entretanto, eles As ouviam com os ouvidos naturais. Depois do Pentecostes, percebemos mudança clara na sua audição e nas atitudes destes discípulos que antes não O entendiam.  É o Espírito Santo que nos ensina e nos lembra de todas as coisas que o Senhor nos falou. É quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo. E anuncia-nos a revelação da Palavra do Pai. Afinal, “o Espírito Santo é o que vivifica” É Ele quem A torna Viva e Operante nos nossos corações.
O Senhor Jesus diz: “Errais não conhecendo as Escrituras nem o Poder de Deus”. Ou seja: “errais por não comer Minha Carne e por não beber o Meu Sangue”. Isto é, “errais por não meditar em Minha Palavra e por não buscar o Poder de Meu Sangue manifesto através da ação do Espírito Santo”.
Mas, e o Seu jugo suave e o Seu fardo leve? O que nos pede o Senhor para fazer?
As obras que Jesus nos pede e que devemos praticar se explicitam em João 6:29.  “Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creias n’Aquele que por Ele foi enviado”, e de  novo no  vers. 40: “De  fato, a vontade de Meu Pai é que todo homem que vir o Filho e n’Ele crer, tenha a vida eterna”.
Vejamos o Filho e creiamos n’Ele e agradaremos ao Pai. Afinal, “sem fé é impossível agradar a Deus”. Diz-nos, ainda, Jesus: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isso Ele disse com respeito ao Espírito Santo que haviam de receber os que n’Ele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido glorificado.”
Toda a Criação aponta para Sua Glória; como podemos tentar explicar a criação de tantas maravilhas; o Universo, a Terra, o ecossistema, o homem, como resultado de uma explosão, ou sucessão de explosões.  Explosões só destroem e matam. Além da Criação muitos são os sinais através dos quais Deus Se apresenta e revela a nós, tudo depende de nosso olhar, muitas vezes negando o Óbvio, noutras vezes desviados para outro enfoque.
Deus fez as coisas simples para confundir as sábias, e, de fato, o homem tende a rejeitar a simplicidade do Evangelho, pelo qual basta crer. Em geral se quer fazer muitas coisas, sacrifícios e oferendas, mentalizações, disciplina e auto-controle, o homem quer fazer algo para ter merecimento.
Acontece, porém, que Deus nos dá a Sua Graça de graça, ou seja, é presente imerecido. Ele nos dá porque nos Ama, basta crer para que possamos desfrutar o que está aí, dado, consumado para todos os que pela fé se apropriam.
A principal forma d’Ele falar conosco é por Sua Palavra: a Bíblia. Exponhamo-nos à ação de Sua Palavra e entenderemos o que é “crer em Jesus como dizem as Escrituras”. E poderemos desfrutar da fonte de Poder, o Espírito Santo, em nossas vidas.    

Denise Gaspar – 18-03-2001.    

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O alimento de Deus

   Lembremos daquela figueira que Jesus fez secar porque não estava dando frutos. Diz o texto bíblico que não era época das figueiras produzirem figos, mas, ainda assim Jesus esperava Se alimentar dela. Jesus espera Se alegrar conosco ao nos ver frutificar em tempo e fora de tempo.
   Meu pastor conta que ele e mais quatro pastores se reuniam quinzenalmente para, em comunhão, meditarem na Palavra e levantarem questões de estudo. Certa vez alguém propôs a seguinte questão: “Deus Se alimenta?” E, se a resposta for sim: “De quê?” Meditaram, buscaram na Palavra, buscaram em oração a Deus e quinze dias depois puderam se alegrar. Alegraram-se porque Deus Se alimenta e nós é que Lhe proporcionamos o banquete. Aleluia!
   No livro de Oséias temos as promessas do perdão de Deus. Ele “Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios de nossos lábios,” (Os14:2).
 Quando nos consertamos diante de Deus, nos arrependendo de nossos pecados e clamando pelo Sangue de Jesus sobre nós, Sangue que nos purifica de todo pecado, então, Deus aceita, Se agrada e Se alimenta de nossos louvores. Na carta aos hebreus, seu autor, nos convoca: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o Seu Nome”. Hb13:15.
   O verdadeiro louvor só por meio de Jesus. Só através de Seu Espírito podemos bendizer e engrandecer o Seu Nome. E, nós, que confessamos que estamos sob o Senhorio de Cristo, oferecemos a Deus o banquete de nossos lábios. Nós louvamos a Deus com nossos sentimentos e nossos pensamentos expressos em nossas palavras e por nossos atos, aí, Deus Se alegra e Se banqueteia.

Denise Gaspar – 20-05-2005

sábado, 27 de outubro de 2012

A alegria do Senhor

 “Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si: porque este dia é consagrado ao Senhor: porquanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força”, Ne 8:10.



O versículo citado afirma que somos fortalecidos pela alegria do Senhor. Se Ele está alegre... somos fortalecidos n’Ele e na força de Seu poder. Muitas e muitas passagens bíblicas nos mostram que Deus tem sentimentos. Um dos versículos mais conhecidos nos revela Seu Amor de tal forma grandioso que pôde fazer-Se carne e morrer em nosso lugar para nos Salvar. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, (Jo 3:16) 
O Senhor Jesus Se alegra quando reconhecemos Suas Santidade e Soberania, Suas Misericórdia e Graça, e num ato consciente e voluntário nos rendemos ao Seu Senhorio. Ele Se alegra quando estamos no centro de Sua vontade, porque essa é boa, perfeita e agradável e sempre nos conduz à Vitória.
O Salmo 37:4 afirma: “Agrada-te do Senhor...”, agradar-se de Jesus é sentir prazer em viver com Ele, para Ele e sob Suas orientações. A leitura cuidadosa deste salmo nos mostra o que podemos fazer para agradá-lO e alegrá-lO. São 16 ordenanças que nos são apontadas, das quais destaco 04:
“Confia no Senhor... alimenta-te da Verdade... entrega o teu caminho a Ele... (e) descansa no Senhor”. 
E são 27 promessas, bênçãos decorrentes da obediência, das quais destaco:
“Ele satisfará os desejos do teu coração... possuirás a terra... o Senhor te sustém... nos dias de fome te fartarás... firma os teus passos... abençoa tua descendência... (te dá a) salvação... (e) livramentos...”.
No Sermão da Montanha, nos cap. 5, 6, e 7 do livro de Mateus, o Senhor Jesus nos concede pérolas maravilhosas sobre como proceder. Na carta aos Hebreus desvendamos o “segredo” e encontramos a chave de todas as bênçãos. Se queremos agradar ao Deus Soberano e Galardoador dos que O buscam devemos ser movidos pela fé, pois, “sem fé é impossível agradar a Deus”. 
É a fé o que nos sustenta e capacita a perseverar na esperança da manifestação de Seu Poder e de Sua Glória. Pois, “fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.  Jesus afirmou que bem aventurados são os que não viram e creram. Bem aventurados os que esperam no Senhor porque Ele não tarda.
O “alegrar-se” com a Sua vontade é alegrar-se em quaisquer circunstâncias a que Ele nos levar.  Ainda que se esteja dentro da fornalha como os companheiros de Daniel, (Dn 3); na cova dos leões como Daniel, (Dn 6); num casamento com uma prostituta infiel como Oséias, (Os 1); tendo que enfrentar a hostilidade de um povo rebelde como Ezequiel, (Ez 2); sendo decapitado como João Batista, (Mt 14: 8 –11); sendo apedrejado como Estevão, (At7:19 – 26); sendo açoitado como Paulo, (At 14: 19 –28 e 16:19 – 26); sendo preso como Pedro, (At 12:1 – 8).
O centro de Sua Vontade é sempre o melhor lugar do mundo, pois é aí que se tem a verdadeira Paz, é aí que se pode experimentar o Poder e os Livramentos de Deus. É passando por aí que nós somos mais que vencedores.

No entanto, este versículo, ou melhor, a sua parte final: “a alegria do Senhor é a vossa força” é usada para dizer que devemos estar alegre. Usam esse pedacinho dando o sentido de que a nossa alegria é o que fortalece ao Senhor. “Você tem de estar alegre, a alegria do Senhor é a nossa força”. Acredito que as pessoas que o usam assim nunca atentaram que fazem inadequadamente. O Senhor Jesus É forte e a fonte de alegria, porque Ele É. Ele não precisa de nós para Ser. Mas por Amor e Misericórdia, Se revela a nós e Se alegra conosco. 
Se Ele está alegre, então, somos fortalecidos.

Denise Gaspar - 2000

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Morada de Deus

                   “Eu e o Pai viremos e faremos morada em você”, e

“Pedirá o que quiser e Eu lhe concederei”.
 
Ao meditarmos nestas duas passagens somos, na verdade, remetidos a meditarmos em toda a Bíblia. Alguém já disse que texto sem contexto e pretexto para heresia. E o que queremos aqui é nos apropriar de todas as promessas que Jesus nos fez. E que maravilhosas estas promessas de Jesus: “Eu e o Pai viremos e faremos morada em você”, e “pedirá o que quiser e Eu lhe concederei”.

Nosso coração se regozija tremendamente!

Quão grande é isto! 

Primeiro, eu e você seremos morada para Deus! Tente imaginar o Deus-Criador, o Deus Todo-Poderoso, o Deus cujo caráter é inabalável em Justiça e Santidade, o Deus Justo e Santo, habitando em nós. Imagine a grandiosidade de Deus habitando em você.

Neste momento olho para dentro de mim mesma. E o convido para que também volte o seu olhar para si mesmo. E me pergunto: “Será que Deus pode morar dentro de mim?”.

Toda a Bíblia nos relata sobre a Soberania e a Majestade de Deus. Deus é tremendo. “Assim diz o Senhor: O céu é o Meu trono, e a terra, o estrado dos Meus pés; que casa Me edificareis vós? E qual é o lugar do Meu repouso? Porque a Minha mão fez existir todas estas coisas, e todas vieram a existir...” Is 66: 1 e 2a.

Assim, pela Sua grandiosidade, facilmente percebemos que Ele não pode morar num barraco, numa casinha... uma mansão é pouco para Ele. Ele não pode morar de favor nem de aluguel. Tem de Entrar como Dono, como Senhor. Então, me pergunto estou disposta a entregar-Lhe todo o meu coração, meus pensamentos e o meu ser?

É Ele quem diz: “...mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha Palavra”. Is 66: 2b.

Sua morada tem que ser tratada, tendo a manutenção sempre em dia. Não pode haver rachaduras, paredes descascando, vazamentos, umidade e coisas do gênero. “Respondeu-lhes Jesus: Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira parte de vestido, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas se põe vinho novo em odres novos, e conservam-se ambos.” Mt 9: 16 e 17. 

Ele nos Ama como somos, nos convida a cear com Ele. “Diz Jesus: Vinde a Mim, todos os que estais cansados e os sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim porque Sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.” Mt 11: 28 a 30.

E disse mais: “Levantou-Se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.” Jo 7:37. Ele nos Ama e nos convida a vir até Ele do jeito que estivermos: cansados, sobrecarregados, sedentos... “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e Ele Comigo.” Ap 3: 20. Quando Jesus vem morar em nós Ele começa uma grande construção. É a edificação do Reino de Deus em nós. E já inicialmente tudo é transformado. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2Co 5: 17.  

A casa tem que ser limpa e asseada, os jardins têm de ser floridos, bem tratados, podados, regados e limpos. O Criador é minucioso, alegra-Se com os pequenos cuidados e carinhos. É só olharmos para o bordado de cada flor por Ele tecida, é só olharmos para os traços cuidadosos e caprichados de Sua pintura nas asas dos pássaros.

E olhando para o meu coração o que vejo? Está a altura do ilustre Morador? Olho minhas mãos e reconheço-me incapaz de fazer uma obra tão valiosa, a melhor construção que posso erguer não é digna de recebê-lO. Olho minhas forças e percebo que não sou capaz de fazer a manutenção desta tão grande casa. Olho para minha criatividade e constato que não tenho como agradá-lO com os cuidados mais delicados, com as atenções e os caprichos que Ele merece. Entristeço-me: “não sou digna, Senhor, que entres em minha casa”.

Então, Deus, infinito em Poder, como Ele É, começa a me mostrar outras características Suas. E descubro que Deus é Amor e Misericórdia, que Sua Graça é tão tremenda quanto incompreensível. Então posso entender que basta uma Palavra d’Ele e tudo se faz novo. Ele me diz: “Agrada-te de Me receber no teu coração e todas as coisas Eu farei em ti e por ti”.  

Alegro-me tanto: “Senhor Jesus, grande, inexplicável mesmo, é a honra de tê-lO morando em mim. O que quero é ser morada digna para Ti, limpa-me, edifica-me e conserva-me para Ti. Transforma meu coração no templo vivo onde Tu queres morar.”

Quão preciosas são estas promessas de Jesus: “Eu e o Pai viremos e faremos morada em você”, “pedirá o que quiser e Eu lhe concederei”. Se pedirmos que Ele faça a obra, Ele a fará com tanto carinho e zelo, com minúncias no acabamento que ficaremos maravilhados e todos aqueles que olharem para nós O reconhecerão como o Arquiteto e o Artista que assina a obra.

Nosso coração se regozija tremendamente e começamos a meditar no que isso significa de fato. Primeiro, eu e você seremos morada para Deus. O Deus-Criador, o Todo-Poderoso, o Deus Justo e Santo vem habitar em nós. Depois, Ele nos garante que nos concederá tudo o que pedirmos.

Fico imaginando aquela criança pequenina e pobre cujos pais com muita dificuldade lhe dão o arroz com feijão todos os dias e cujos brinquedos são latas velhas e enferrujadas, alguns cacarecos e, quando muito, bonecos velhos achados no lixão enquanto ajuda seus pais a catarem papel para o sustento. E um dia chega-lhe uma pessoa dona de uma grande cadeia de shoppings leva o pequeno a um destes e diz-lhe peça o que quiser e será seu. Assim somos nós diante desta garantia de Jesus. Não sabemos o que pedir, nossos olhos tem alcance muito pequeno e muito temos a pedir. Acabamos, assim como o garoto, nos enrolando e pedindo mal, porque sequer sabe o que tem a sua disposição. E como tem acesso a tudo acaba sem saber quais são suas maiores e prioritárias necessidades. Provavelmente, o menino entrará na primeira loja de doces e nem saberá o que comer, se lambuzará todo; ou entrará numa loja de brinquedos e se distrairá com tantas cores e formas.

Muitos de nós fazem uma listinha de pedidos: 1º – um ótimo trabalho, de preferência trabalhando pouco e ganhando muuuito, 2º – uma casa, ou uma mansão, ou duas casas 3º - três carros do ano, um para cada membro da família, 4º - uma cura, e por aí vai. Pedem... pedem... e, “quase” pensam: ‘como eu dei morada para Ele e Ele me ama, então, vai fazer o que peço, afinal, eu até vou à igreja!’ Jesus não é um sem-teto que carrega complexo de rejeição e carência afetiva.

Acontece, porém, que ao sermos transformados tudo se faz novo e, aí, os desejos do nosso coração passam a ser um único: fazer a Vontade do Rei. Por isso,  quando Ele nos garante que nos concederá tudo o que pedirmos, acrescenta, segundo a Sua Vontade.

Nossa é a honra e o privilégio de O termos conosco todo o tempo, habitando em nós e nos ensinando e guiando a pastos verdejantes.

 
Denise Gaspar 07-02-2003

domingo, 21 de outubro de 2012

Amor revolucionário


“Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns  aos  outros” (Jo 13:35)..

É edificante e nos enche o coração de força e fé quando ouvimos testemunhos de milagres e de operação de maravilhas feitas pelo Poder e pela Misericórdia do Senhor Jesus. Todos gostam de ouvir sobre curas de doenças cientificamente sem solução, ou de difícil solução, como lepra, câncer, aids e outras; sobre a libertação dos vícios, da vida de crime, prostituição e adultério; sobre operação de milagres como a de trazer à existência aquilo que não existe, um braço, uma perna, a vida a um morto. Todos esses testemunhos testificam do Poder do Todo Poderoso, todos confirmam que Ele é Soberano e de que Seu Amor é inexplicável e imerecido. Todos se alegram e enchem os corações de fé e esperança. 

O maior milagre concedido por Jesus é a Salvação eterna, a esperança e a certeza de passarmos a eternidade ao Seu lado. Seguramente, a segunda maior operação das maravilhas realizadas por Ele é o da transformação do caráter e da personalidade. É a transformação de um coração duro, orgulhoso, soberbo, num coração de carne, amável, perdoador.

Que delícia é testemunhar com nossos olhos e, mais ainda, com nossas vidas a ação maravilhosa de Suas Mãos!

Essa operação de Deus é tão ou mais sobrenatural. Não tem lógica, o raciocínio  cartesiano não o explica; a psicanálise se esforça e tem alcançado bons resultados no que  tange ao paliativo. Mas só quem transforma maldição em bênção e pode trazer a existência o que não existe é o Criador da vida e de toda boa dádiva: o Senhor Jesus. 

Quando uma vida se entrega a Jesus, reconhecendo Seu Senhorio, Sua Soberania, na verdade, entrega a Ele todo seu aprendizado, todos os traumas e marcas, e o faz reconhecendo sua incapacidade de administrar sua vida, de organizá-la e direcioná-la para a felicidade e a paz que tanto se deseja. E deste momento em diante vai-se tendo uma experiência a qual nenhuma pessoa, antes de conhecê-lO, consegue imaginar. Ele nos recebe e nos envolve com Amor, não nos dá a paga por nossos erros, ao invés disto, nos mostra o recibo da conta que Ele já pagou em nosso lugar. Não nos repreende nos humilhando mostrando o quanto nós realmente valemos, mas revela-nos o quanto somos especiais para Ele, o quanto nos quer a Seu lado, o quanto esperou por nós, e Se torna nosso Mediador, Advogado e Intercessor.  De fato, “O amor de Cristo nos constrange”.

Quando nos expomos a Ele e à Sua Palavra temos nossa vida transformada, nossa mente renovada. Ele faz uma revolução, a única verdadeira.

Alguns sonharam e, mesmo, tentaram a transformação da realidade social, e/ou mundial pelo “paz e amor”, mas não conseguiram nem a mudança de suas próprias vidas,  basta ver hoje o resultado em seus lares, seus casamentos destruídos uma, duas ou três vezes, basta ver seus filhos e a sociedade em que vivemos hoje; sociedade individualista, usurária, sociedade constituída por pessoas amarguradas e envenenadas por seus próprios rancores.

Mas a revolução de Cristo é realizada através da Ação de Sua Palavra, “porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. 

A Sua Revolução não é baseada em filosofias e em anos de observação e estudo científico. Sua Revolução não é fruto de uma chopada sexta à noite no “amarelinho”, nem da caridade e do esforço dedicado, mas, vão, de alguns poucos.

A Sua revolução é baseada n’Ele mesmo, é baseada na Verdade, e Jesus é a Verdade Eterna, “céus e terras passarão, mas as Minhas Palavras não passarão”, “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida”.

Sua revolução é baseada na Sua Palavra e Jesus é o “Verbo que se fez carne”.

Jesus é Poderoso, o Todo Poderoso, e nada pode impedir o Seu agir amoroso e transformador nas vidas, quando voluntariamente se entregam a Ele. Hoje tenho um breve entendimento do que Paulo escreveu aos efésios, e prossigo segundo seu ensinamento de que devemos buscar “conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejamos tomados de toda a plenitude de Deus”, (Ef 3:19).

Plenitude que se revela na Sua maravilhosa essência: o AMOR. Amor sem explicação, sem merecimento, mas que, como revelado e entendido por Salomão, “cobre todas as transgressões”. “Todas” são todas, e não quase todas.  Não há o que Ele não possa perdoar, não há vida e/ou situação que Ele não possa revolucionar.

Aí está um pouquinho do mistério que envolve o Seu Poder, e “TODO O PODER LHE FOI DADO NOS CÉUS E NA TERRA”.

O derramar de Seu Sangue, lá na cruz, foi o sacrifício suficiente para a salvação de toda a humanidade, não é necessário, (e nem é possível), mais nenhum sacrifício. Na fidelidade à Sua própria Palavra, e “Ele vela pela sua Palavra para A cumprir”; respeita o livre arbítrio que nos concedeu, por isso, “o Evangelho é Poder de Deus para a salvação de todo aquele que n’Ele crê”.

 

Denise Gaspar – 26-08-2001

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Reconciliação

O que distingui Jesus dos demais homens?

“Ora, tudo provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a Palavra da reconciliação. De sorte, que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.
“Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, n’Ele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Co5: 18 a 21.

Jesus foi o único capaz de reconciliar o homem com Deus.
O pecado cria um abismo entre o homem e Deus. Por nenhum outro meio o homem pode transpor esse abismo. Por diversas vezes a Bíblia diz claramente que “não há um único justo”. E o que isso quer dizer? Quer dizer que por seus méritos e por suas boas obras nenhum homem ou mulher consegue aproximar-se de Deus.
Antes da morte e ressurreição de Jesus os homens apresentavam-se aos sacerdotes para a purificação dos pecados. Traziam animais que deveriam ser perfeitos, sem nenhuma mancha ou ruga, e o sacerdote os sacrificavam diante do altar para que o pecado cometido fosse coberto. Esses sacrifícios tinham de ser renovados todos os anos, pelos mesmos pecados. Diz a Palavra: “Nesses sacrifícios faz-se recordação dos pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.” Hb 10: 3 e 4. Apenas cobriam os pecados.
Agora, “temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresentava, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.” Hb 10: 10 a 14.
Jesus sendo Deus deixou Sua divindade por Amor de nós. E, tornando-Se homem e sem pecar ofereceu-Se como o Cordeiro imaculado, sem rugas e sem manchas para o Sacrifício Suficiente para o resgate de todos os homens. Ele, sem pecar, tomou sobre Si todos os pecados de todos os homens e pagou o preço do nosso resgate.
“E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com Ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” Cl 2: 13 a 15.

Veja que todo Poder e toda a Autoridade estava e está nas mãos de Jesus. Movido por Seu Amor por nós, Ele veio em nosso resgate e o pagou. Embora sendo suficiente para salvar toda a humanidade e reconciliá-la com o Pai, a salvação é individual. E, por isso, foi deixada uma única condição para obtê-la. E a chave para Vida Eterna é cremos no Sacrifício e na Obra Vicária do Senhor Jesus.

Nessa oportunidade, abra o seu coração e diga: “Senhor Jesus eu creio que Tu és o Deus Vivo, que Tu Te fizeste homem por Amor de mim, que Tu morreste naquela cruz em meu lugar, que Tu ressuscitaste para me garantir a Vitória. Eu entrego o meu coração, que é o centro de minha vida, e Te peço: cobre-me com Teu Sangue e escreve meu nome no Livro da Vida. Eu Te agradeço porque Tu me aceitas no Teu Reino. Obrigado. Amém.”


Denise Gaspar - 2002

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Oração numa segunda-feira cheia de expectativas nEle

Há Poder no Sangue de Jesus !!!
Paizinho, nos colocamos debaixo da autoridade de Teu Filho, nos sujeitando a Tua Vontade. Venha o Teu Reino e seja glorificado o Teu Nome em nossas vidas. Clamamos a Ti que nos capacite a viver com dignidade aquilo que tens proposto para nós.
Santifica-nos na Verdade, a Tua Palavra é a Verdade, Tu És a Verdade.
Derrama fome e sede de Ti em nossos corações, que desejemos a Tua Palavra mais do que a água que nos sacia a sede física. Que possamos Te conhecer mais e mais, andar em novidade de vida na comunhão com Teu Espírito.
Que os desejos que pulsam em Teu coração, pulsem em nós; que a alegria da Tua Vontade se regozije em nós. Que Teu Espírito encontre liberdade para operar em nós, transformando nosso coração, fazendo-nos espelho da Tua Graça, manifestando a certeza de Tua Bondade.
Quebra, Paizinho, tudo o que não procede de Ti; arranca toda semente que não seja Amor e Perdão.
Edifica o Teu Reino e Reina com toda a Soberania e todo o Teu Poder, que não sejamos, em nenhum momento, empecilho para o resplandecer de Tua Paz.
Estou orando por mim e por uma multidão de pessoas, tantos como areia da praia, que desejam honrar o Teu Nome em gratidão pelo que Tu És em nós.

Em Nome de Jesus,

Amém!
  
Denise  Gaspar
08-10-12

domingo, 23 de setembro de 2012

Eu posso n'Ele

 “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso n’Aquele que me fortalece” Fp 4: 11 a 13

               O que exatamente Paulo quis dizer no versículo 13 com: “tudo posso n’Aquele que me fortalece”?  Ouvimos tantas coisas sobre esse versículo. Muitas vezes fala-se nele desvinculado de seu contexto. Leia e medite em toda a carta de Paulo aos filipenses, delícia do maná dos céus.
Paulo está nos dizendo que Deus usou todas as situações para lhe ensinar a depender d’Ele e a reconhecê-Lo em todos os seus caminhos, a reconhecer sua total dependência d’Ele. É fácil dizer que a Graça de Deus nos basta quando estamos vivendo uma fase de comodidade e abundância. A chuva e o sol vêm pra todos, as aflições existem no mundo, passamos por fases apertada e outras apertadíssima, mas se estamos n’Ele damos frutos de louvor genuíno porque independem das circunstâncias que vivemos.
Lembremos daquela figueira que Jesus fez secar porque não estava dando frutos. Diz o texto bíblico que não era época das figueiras produzirem figos, mas, ainda assim Jesus esperava se alimentar dela. Jesus espera Se alegrar conosco ao nos ver frutificar em tempo e fora de tempo.
Por isso diz a Bíblia que em todas as situações Deus está agindo para o bem ou a favor daqueles que o temem. Porque Deus nos ensina em todas as situações. Se nossas vidas estiverem entregues a Ele, se o nosso maior desejo for agrada-Lo e viver em comunhão com Ele, certamente, Ele usará todos os momentos para nos ensinar e nos aproximar d’Ele.
E, durante esse processo de aprendizagem o nosso ego é quebrado, moído, destruído. Durante esse processo Deus vai trocando nossos valores, prioridades, verdades e razões. Para que reconheçamos que somos vasos de barro e a excelência é toda de Deus.
Existiram e existem homens de Deus, os que foram e os que são usados por Deus para o louvor da Sua Glória. Aqueles com quem Deus sabe que pode contar para manifestar o Seu Amor e a Sua Graça. Todos os que entregam suas vidas no altar de Deus, todos os que se dispõem para Sua obra, todos que limitados, incapazes e fracos dizem, com sinceridade de coração: eis-me aqui, quero ser vaso, instrumento de honra em Tuas mãos, todos estes alegram a Deus. E todos passaram pelo tratamento de seus egos, e ainda estão passando. Se você quer ser instrumento de Deus nessa terra para que o Nome d’Ele seja glorificado submeta-se ao Seu Tratamento. Ele é o Médico dos médicos, sabe como fazer.
 Oferecer resistência só retarda o tratamento porque se você entregou sua vida nas Mãos d’Ele, Ele é fiel e não o abandonará. O tratamento só será interrompido se você o negar; se você o abandonar e disser: eu abro mão de minha filiação, não quero mais ser filho de Deus, não quero mais o Senhorio de Cristo.” Mas, nós não somos loucos de trocar as maravilhas da presença de Deus pela desgraça da Sua ausência. Nós não somos dos que retrocedem para perdição, mas prosseguimos firmes para o alvo que é Cristo Jesus Portanto, é melhor nos submetermos pedindo orientação e capacitação para aprendermos com Ele e estarmos cada dia mais no centro de Sua vontade.
Ele é fiel para completar a boa obra que começou em nós para que sejamos novo homem, para que o inferno seja envergonhado, para que o Nome de Jesus seja glorificado

Denise Gaspar - 12-05-05

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Se quiser, é para querer!

Para ser igreja tem que ser discípulo, tem de obedecer ao mandamento de Jesus: “vós sois meus amigos se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de Meu pai vos tenho dado a conhecer”.
Então, perguntamos: Qual é o mistério? E Jesus diz que, como Deus é amor, o mandamento dEle é amor. E esse é o segredo do universo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Quem andar assim é Meu amigo, meu discípulo. Existe a alternativa de não Me obedecer; e até a de fazer de conta. Mas se alguém quer, tem de querer, embora seja Deus quem efetua em nós o querer e o realizar. Isto é assunto de Deus; mas como eu não sou Deus, eu somente lido com o que me diz respeito. Deus é quem sabe o que está fazendo quanto a querer e realizar. Se eu sei disso, então eu tenho de parar de ficar dizendo: Senhor, me faz querer!
Isso é transferência. Ouvimos muitas orações responsabilizando Deus por nos transformar em alguma coisa. Paulo disse: “É Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar”. Ele disse também: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor”. Então, o querer e o realizar são “negócio” de Deus e eu não sou secretário da Santíssima Trindade. Mas de uma coisa eu sei. Eu sei quando minha consciência dói, sei quando sou convencido da Verdade, sei quando o arrependimento entra em mim; e se o arrependimento entra em mim, então aí Deus já efetuou o querer e o realizar, porque não há ninguém que se arrependa sem que antes seja movido por Deus, porque arrependimento é dom de Deus.
Então o indivíduo culpado, com a consciência pesada, com vontade de mudança, com arrependimento, já está turbinado por Deus. Não tem mais o que dizer. Tem de se levantar e andar. Acabou! A parte de Deus fazer o que Ele tem de fazer é dEle; a do discípulo é querer. Se eu fui convencido de que o Evangelho é a razão e o significado da vida – a vida é o Evangelho – no meu coração, e me dou por consciente de que uma existência sem o Evangelho é um caminho no contrafluxo da vida.
É se alguém querer! Mas tem a alternativa de não querer. Mas se quiser, é para querer, é para vir, o que implica a não estagnação. É uma decisão andante, caminhante, crescente, não conformada jamais, em processo de transformação; é a escolha por um estado mutante.

O Caminho do discípulo – Caio Fábio

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vida em Abundância

Eu vivo por meio desta Palavra, que vai além de mim e de tudo que eu entenda como certo.

Acredito quando ELE, começa este assunto em João 10: "EU lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. AQUELE que entra pela porta é o PASTOR das ovelhas.O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua VOZ...

Depois de conduzir para fora todas as Suas ovelhas, VAI ADIANTE DELAS, e estas O seguem, porque conhecem a Sua VOZ. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos...

E assim ELE foi falando e andando com eles e, hoje, conosco, e nos diz: "EU SOU O BOM PASTOR. EU DOU A VIDA PELAS MINHAS OVELHAS...”

GLÓRIA A DEUS...

Eu vivo por causa desta única VERDADE...

Então Ele nos diz:...EU conheço as minhas ovelhas e elas Me conhecem... ALELUIA!!!!

Mas!...!...! existe um fato real na caminhada que desconhecemos, por talvez ser conveniente, para não termos que encarar a guerra: ELE É A PORTA, nós podemos entrar e sair , encontrar pastagem, mas o ladrão veio tão somente para, roubar, matar e destruir ...

Mas ELE disse: EU VIM PARA QUE TENHAM VIDA, E A TENHAM PLENAMENTE...

VIDA PLENA, ENTRAR PELA PORTA E SAIR, ENCONTRAR PASTAGEM, É TUDO QUE ELE FEZ POR MIM E PARA TODOS QUE OUVEM E RECONHECEM A SUA VOZ...

Eu creio assim, é para mim como o ar que eu respiro...

ELE é MARAVILHOSO; eles não entenderam naquela hora, mas ELE não desistiu de nenhum deles, E NEM DE NÓS...

LOUVADO SEJA SEMPRE O SENHOR...
 
Soraia Menezes

domingo, 9 de setembro de 2012

Para que serve o Evangelho?

EVANGELHO: se for apenas para depois da morte, é espiritismo premonitório! Sim, é espiritismo sem reencarnação e sem mediunidade de contato com humanos mortos.

 “Evangelho premonitório” é essa crença que transfere tudo para o além, para o céu. No espiritismo Kardecista se lê os evangelhos e se diz que Jesus é o espírito de Luz. Mas os problemas de hoje, ou as limitações desta vida, são transferidas para o passado. O espiritismo, portanto, é tudo baseado no passado; num passado que se teria vivido, mesmo que dele não se tenha nenhuma memória.

 Já o “Evangelho” que nada realiza hoje, e que transfere tudo para o céu, é espírita premonitório; pois, diferentemente do espiritismo Kardecista, que se alimenta do passado e tem nele suas causas e explicações para os infortúnios desta existência, o “Evangelho” sem vida e sem Boa Nova para Hoje, alimenta sua existência das recompensas do céu em contraposição às desgraças desta vida — produzindo não esperança, mas conformismo e alienação.

 Ora, conquanto o Evangelho carregue a promessa da Glória Eterna, e que é a razão de nossa esperança —; ele, o Evangelho, se não fizer bem à vida hoje, não é nada; e muito menos a Boa Nova.

No espiritismo Kardecista a esperança de hoje é buscar existir num estado de caridade humana, e, também, de busca de conhecimentos acerca dos modos de se promover o “desenvolvimento espiritual”. No caso, é o caminho para a mediunidade.

Já no “Evangelho” sem Boa Nova para Hoje, o que se diz é que a garantia de salvação é a fidelidade à freqüência à “igreja”. Isto se a pessoa se segurar e não fizer nada “muito errado”; pois, se fizer, ainda que Deus o perdoe, os discípulos do “Evangelho” sem Boa Nova haverão de se tornar o próprio cumprimento da Lei do Carma; posto que eles não perdoam a ninguém que depois de “iniciado” erre de modo verificável. Assim, nesse caso, não se paga por erros de uma existência passada, mas de qualquer que seja o passado desta existência —; isto se a pessoa cometer o erro depois do “batismo”; ou seja: depois de ser “membro da igreja”.

 Quando, porém, se fala do Evangelho mesmo; não se pode jamais imaginar que alguém possa conhecê-lo e não busque experimentar os benefícios de sua presença viva em si mesmo; ou seja: na existência da própria pessoa.

Mesmo um homem no corredor da morte receberá seu beneficio antes de morrer, se encontrar de verdade o Evangelho, que é Jesus. O Evangelho de Jesus não é apenas o beneficio da consolação ante a morte! Não! Se o Evangelho entrar na pessoa, mesmo o Paraíso fica menos importante do que ouvir Jesus dizer: “Hoje mesmo estarás Comigo...”; pois, de fato, não há Paraíso sem Jesus; mas onde Jesus está, aí há Paraíso. Além disso, tratar o Evangelho apenas como uma promessa para depois da morte, é fazer dele algo tão estranho quanto explicar os infortúnios do presente como sendo o resultado de vidas passadas — conforme faz o espiritismo Kardecista, por exemplo.

 Em outras palavras: um Evangelho que seja apenas para depois da morte, é, literalmente, uma explicação espírita da vida, só que invertida; pois se tira a explicação da dor do tempo passado, antes da presente existência, conforme se ensina no Kardecismo; e se projeta a explicação para as dores do presente para as consolações do céu.

 O Evangelho de Jesus, todavia, não é nem do passado, nem do porvir, mas do Dia Chamado Hoje.

 Assim, o Evangelho não é para o céu, mas para a Terra. Quem precisa de Boa Nova no céu? Lá tudo isto já não é. Lá é o cumprimento absoluto de todas as promessas presentes também na Boa Nova. Mas a grande Boa Nova do Evangelho não é o céu, mas o perdão, a reconciliação, o descanso; a paz, e a eternidade já presente em nós Hoje.

 Aos que se jactam de serem membros disso ou daquilo, ou mesmo de que possuem pedigree espiritual — o Evangelho diz: “E não comeceis a dizer: ‘Temos por pai a Abraão! ’ Pois eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão”. Pedras filhas de Abraão são preferíveis a discípulos do Evangelho que não o conhecem como Boa Nova para a vida desde Hoje.

 Pense nisso!

 Nele, que não nos chamou para que a Graça de Deus se torne vã em nossas vidas,

 Caio Fábio

domingo, 2 de setembro de 2012

Livro para adultos

          Não há necessidade de se preocupar com pessoas brincalhonas que tentam ridicularizar a esperança que os cristãos depositam no “Céu” dizendo que elas não querem “passar a eternidade dedilhando harpas”. A resposta a esse tipo de gente é que, se elas não conseguem entender livros escritos para adultos, não deveriam ficar falando sobre eles. Toda a simbologia bíblica (harpas, coroas, ouro, etc) não passa, claro, de uma tentativa simbólica de expressar o inexprimível. Os instrumentos musicais são mencionados porque para muitas pessoas (nem todas) são na vida presente o que melhor reflete e sugere o entusiasmo e o infinito. As coroas são mencionadas para sugerir que todos os que se encontram unidos a Deus compartilham do Seu esplendor, poder e alegria. O ouro é mencionado para sugerir a eternidade (ouro não enferruja) e a preciosidade do Céu. As pessoas que entendem esses símbolos literalmente podem achar que, quando Cristo nos disse para sermos como pombas, Ele pediu que botássemos ovos.

C.S.Lewis. Cristianismo Puro e Simples

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Disciplina do Evangelho


Se alguém quer ser Meu discípulo, diz Jesus, o indivíduo  tem de tomar consciência de que existe uma montanha de impressões sobre si que precisa ser jogada fora. O discípulo tem de encarar os fatos e fazer a viagem “após Mim, olhando para Mim, tendo a Mim como sua única referência, dando-Me razão em tudo” – é o que Jesus está dizendo. E ainda que, de forma sofrida, tenhamos de dizer: O Senhor tem razão. Mesmo não gostando das razões de Deus, como Abraão, que não achou nada gostoso, nada delicioso, nem foi cheio de gozo, nem de gáudio, nem falando em línguas ou profetizando, andando para o Monte Moriá. Não. Ele foi gemendo, mas foi. E quando viu o monte, chamou os servos e disse: “Ficai aqui, e eu e meu filho, tendo ido e adorado, voltaremos para junto de vós”. Mas ele não disse: Aleluia, nós somos levitas do monte Moriá! Não era essa adoração panaca. Era adoração que se adora com dor, com perplexidade, sem entender nada, mas dizendo: Tu És Deus, e, contra tudo o que sinto, eu vou. Isso é “após Mim”.

O caminho do discípulo é o caminho das abençoadas desilusões das eternas verdades. O caminho do discípulo vai reduzindo a vida ao pouco que seja necessário, ambicionando chegar o dia em que ele diga: Basta-me uma coisa somente. Esse é o Caminho.

Olhe para dentro de você e pergunte se você quer esse Caminho.

O Evangelho é assim... São as decisões de andar após Ele. De dizer: Eu dou razão ao Evangelho na minha vida.  Não temos de fazer uma reflexão secundária de como vamos tratar o nosso inimigo. Jesus já disse como é que ele tem que ser tratado. Não temos de fazer reflexão secundária e nem ponderar com Deus o tamanho das nossas raivas, das nossas justiças ofendidas, dos nossos direitos aviltados, e que, portanto, temos direito a uma instância superior de vingança. Ir após Ele é simplesmente entrar em todos os buracos com Jesus; é sofrer na presença de Jesus, ver a revelação da nossa incoerência na presença dEle, enquanto somos disciplinados pelo Evangelho, dando lugar à disciplina. Disciplina do Evangelho, é quando o Espírito Santo coloca na nossa consciência a razão do Evangelho contra todas as nossas certezas ou opiniões. É quando o nosso coração diz: Eu quero para mim. Aí começa um caminho que não será perfeito, mas será perfeitamente imperfeito e gracioso até o dia em que ele se tornar pleno e total.

 
Caio Fábio. O caminho do discípulo.

sábado, 25 de agosto de 2012

Vasos de barro para Sua manifestação

        Roberta Bondi fala de um monge do séc.VI que supervisionava uma comunidade tumultuada. “Nossos irmãos irascíveis estão buscando o verdadeiro amor por Deus”, queixavam-se alguns monges. “vocês estão errados”, Dorotheos os informou. “Pensem no mundo como um grande círculo com Deus no centro e a vida humana na circunferência. Imaginem agora que haja linhas retas que partam de fora do círculo, onde se encontram todas as vidas humanas, e cheguem a Deus, no centro. Percebem que não há como chegar a Deus sem se aproximar das outras pessoas, nem há como se aproximar das outras pessoas sem se aproximar de Deus?”

Quando minha identidade muda de dentro para fora, meus olhos se levantam para ver os que precisam do amor e da misericórdia de Deus. Paulo reforça seu conselho aos romanos de se transformarem “pela renovação da sua mente” com a primeira menção completa à analogia do corpo de Cristo; depois apresenta uma série de ordens abruptas, como: “compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades” e “façam todo o possível para viver em paz com todos”. Em outras cartas, pede aos leitores que alimentem os famintos, que demonstrem hospitalidade aos ministros que viajam, que busquem com amor os incrédulos que os cercam. Mentes renovadas expressam-se em relacionamentos com outros corpos. “O caminho para a santidade”, disse Dag Hammarrskjöld, “passa necessariamente pelo mundo da ação”.

Constantemente, recordo-me de um homem que se aproximou de mim depois de uma palestra e disse, bruscamente?

- Não foi você que escreveu um livro intitulado Deus sabe que sofremos? – quando respondi afirmativamente, ele continuou: - Bem, não tenho tempo de ler o livro. Não daria para você resumir do que ele trata em uma ou duas frases? (Os escritores adoram pedidos como esse, depois de passarem meses escrevendo um livro.)

Pensei um pouco e respondi:

- Bem, acho que terei de responder com outra declaração: “A igreja sabe que sofremos”. Veja – expliquei -, a igreja é a presença de Deus na terra, seu Corpo. Se a igreja fizer sua tarefa, se aparecer na cena das tragédias, visitar os enfermos, dirigir clínicas para aidéticos, aconselhar vítimas de estupro, alimentar os famintos, agasalhar os sem-teto, acho que o mundo não fará a primeira declaração com perplexidade. Ele saberá onde Deus está quando sofremos no corpo que é o Seu povo, ministrando a um mundo decaído. Na verdade, a conscientização da presença de Deus geralmente acontece em conseqüência da presença de outras pessoas.

Durante muitos anos, acompanhei um amigo que passou por um período muito difícil. Ele lutou contra a depressão profunda e, nesta batalha, acabou se divorciando e perdendo o emprego. Passou um período internado em uma clínica de recuperação e sobreviveu a pelo menos três tentativas de suicídio. Encontrava-me com ele, orava e passávamos longas horas ao telefone. Na maior parte do tempo, sentia-me desamparado e inútil. As respostas que eu dava faziam pouca diferença e, depois de algum tempo, cheguei à conclusão de que ele precisava de meu amor, e não de meus conselhos. Simplesmente coloquei-me à sua disposição tanto quanto possível.

Finalmente, meu amigo encontrou a cura que o trouxe de volta à sanidade. Ele me disse: “Você era Deus para mim. Não conseguia contato com Deus Pai, pois Ele parecia distante e retraído. Mas continuei crendo em Deus por sua causa”. Queria desenganá-lo, refutá-lo, pois sei quem sou e sei que estou distante de Deus. À medida que o ouvia, porém, percebi o profundo significado da expressão “corpo de Cristo” que Paulo usou. Seja qual for o motivo, Deus escolheu a mim e a outros como “vasos de barro”, pelos quais derramou Sua presença. Não fazemos essa viagem sozinhos, e sim unidos uns aos outros.

Philiph Yancey, o Deus (in)visível.

domingo, 19 de agosto de 2012

O Verbo que fala

         João é um escritor de grande competência, que emprega com habilidade nuanças e alusões. O texto apresenta uma simplicidade convidativa, mas essa simplicidade que esconde insights profundos. Seria irreverente e profano reduzir seu evangelho a umas poucas “verdades” ou “princípios” (a abordagem gnóstica). Devemos deixá-lo agir à sua própria maneira. Nossa tarefa é nos sujeitar à arte narrativa de João e permitir que ele nos fundamente no Jesus da criação, essa criação na qual Jesus revela a plenitude de Deus; e, depois, seguir Jesus e adotar a vida de fé firmada na criação, cuja plenitude tome forma dentro de nós.

João escreve a história de Jesus de maneira bastante diferente de seus companheiros canônicos Mateus, Marcos e Lucas, que seguem outro plano. A abordagem de João apresenta a mesma história, mas a mudança de tom e de ponto de vista nos envolve de maneira distinta. O romancista John Updike observa que, se considerarmos Mateus, Marcos e Lucas progressivamente sedimentares, João é metafórico – todas as camadas intensamente combinadas em algo muito diferente.

A narrativa de João é constituída principalmente das conversas de Jesus. No relato reescrito que João apresenta da criação de Gênesis, a característica mais conspícua é que Jesus fala. Ele é, afinal das contas, o Verbo. Mas, ao contrário das frases curtas de Gênesis, as palavras de Jesus fluem em diálogos e discursos. A oração inicial de João: “No princípio era o Verbo” é detalhada nas conversas de Jesus com pessoas de todo o tipo vivendo em quaisquer circunstâncias, conversas curtas e longas, incisivas e complexas, mas todas conversas.

Essas conversas se desenvolvem e se acumulam: conversas entre Jesus e Sua mãe, Jesus e Seus discípulos, Jesus e Nicodemos, Jesus e a samaritana, Jesus e o paralítico, Jesus e o cego, Jesus e os judeus, Jesus e Marta, Jesus e Maria, Jesus e Caifás, Jesus e Pilatos e, sem nenhuma mudança de tom ou dicção, entre Jesus e Deus, entre o Filho e o Pai. Em várias ocasiões, as conversas se transformam em discursos, mas o tom dialogal é sempre preservado. Não se trata de declamações para um “mundo” generalizado, mas de conversas pessoais. O Senhor da linguagem usa a linguagem não para dominar, mas para formar relacionamentos de Graça e Amor, criar comunidades e amadurecê-las em oração.

Eugene H. Perterson

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Obedecer e seguir

         Dois imperativos traçam o caminho dos cristãos batizados ao vivermos juntos na comunidade da ressurreição. Nenhum dos dois é difícil de entender, mas é preciso uma vida inteira de atenção e disciplina para ser moldado por eles. As palavras são “Arrepender-se” e “Seguir”. Esses termos são unidos e interiorizados por um terceiro imperativo: “Ore”.

“Arrepender-se” é o “não” e “Siga” é o “sim” da vida batizada. As duas palavras devem ser praticadas em condições variáveis ao longo de toda a vida comunal e na vida individual. Nunca chegamos a dominar essas ordens a ponto de podermos passar para esferas mais elevadas. Elas são básicas e permanecem básicas.

“Arrepender-se” é uma palavra de ação: mude de direção. Você está indo pro lado errado, pensando coisas erradas, imaginando tudo ao contrário. A primeira providência a tomar ao começarmos a vida na comunidade é parar tudo o que estamos fazendo. Não importa do que se trata, é quase certo que está errado; não importa quanto nos esforçamos e quão bem intencionados somos. Praticamente tudo em nossa cultura nos leva a pensar que controlamos nossa vida, que somos a medida de todas as coisas, que tudo depende de nós. 

Depois disso, siga. Siga Jesus. Seguir o Senhor Jesus Cristo é o “sim” batismal subseqüente ao “não”. Renunciamos à iniciativa e adotamos a obediência. Renunciamos às asserções insistentes e passamos a ouvir silenciosamente. Observamos Jesus trabalhar, ouvimos Jesus falar, acompanhamos Jesus Cristo em novos relacionamentos, até em lugares estranhos e com pessoas estranhas. Andar com o Senhor Jesus, observar o que Ele faz e ouvir o que Ele diz são práticas que se desenvolvem numa vida receptiva e responsiva a Deus, ou seja, numa vida de oração.

A oração é a linguagem batismal aprendida e usada na comunidade dos batizados. Isso porque seguir Jesus não é marchar atrás d’Ele como robôs em formação rígida. A prática de seguir penetra nosso ser, é interiorizada, chega aos nossos músculos e nervos; torna-se oração. A oração é aquilo que se desenvolve em nós depois que saímos do centro e começamos a responder ao centro, Jesus. E essa resposta é sempre física, um ato de seguir, pois Jesus está Se dirigindo para algum lugar: Ele vai para Jerusalém e para o Pai. Seguimos Jesus na companhia de Seus seguidores, cultivando uma vida de oração em nome de Jesus, descobrindo que o Espírito está ornado ao Pai em nós e por meio de nós.
 
Eugene H. Peterson. A maldição do Cristo genérico.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A fé é uma jornada, não um destino

        No Livro de Atos, a fé era, para cada cristão, um início, e não um fim; era uma jornada, e não uma cama para se deitar enquanto esperava o dia do triunfo de nosso Senhor. Crer não era um ato praticado uma única vez; era mais do que um ato, ou seja, era uma atitude do coração e da mente que inspirava e permitia ao cristão pegar sua cruz e seguir o Cordeiro para onde que Ele fosse.

“E perseveraram”, diz Lucas. Não está claro que apenas sendo perseverantes eles confirmariam sua fé? Em um determinado dia, eles creram, foram batizados e juntaram-se à comitiva dos fiéis. Isto é ótimo, mas e o amanhã? E o depois de amanhã? Como seria possível saber se a conversão deles havia sido genuína? Como poderiam apagar da memória daqueles que os criticavam a acusação de que tinham sido pressionados a tomar uma decisão? A acusação de que tinham cedido à pressão psicológica feita pelas multidões e decorrente do entusiasmo religioso? É evidente que só havia uma forma: perseverar.

Eles não apenas perseveraram, mas persistiram firmes. Assim escreveu Lucas, e o termo “perseveraram” aparece no versículo para nos mostrar que eles perseveraram contra uma terrível oposição. A firmeza só se faz necessária quando estamos sob um ataque, mental ou físico, e a vida daqueles primeiros cristãos é uma história de fé provada pelo fogo. A oposição era real. 

Aqueles primeiros cristãos voltaram-se para Cristo plenamente conscientes de que estavam unido-se a uma causa malquista que poderia custar-lhes tudo. Sabiam que daquele momento em diante seriam membros de um grupo minoritário odiado, cuja vida e liberdade sempre estariam em perigo.

Esta não é uma inquietação inútil. Pouco depois do pentecostes, alguns foram presos, muitos perderam todos os seus recursos materiais, alguns foram mortos logos em seguida e centenas “se dispersaram”.

Eles poderiam ter escapado de toda esta situação valendo-se do simples recurso de negar sua fé e abraçar o mundo; contudo, eles firmemente se recusaram a agir desta forma.

  
A. W. Tozer. Verdadeiras Profecias.

sábado, 11 de agosto de 2012

Técnica de Oração

Quando for orar a primeira coisa a ser feita é confessar, se tiver algo atrapalhando,
criando barreira entre você e o nosso Deus, confesse. Abra seu coração, porque Ele lhe conhece, Ele sabe tudo. Então, confesse!

Segunda coisa: exalte-O .  Fale das maravilhas. Quando pensamos num Deus como o nosso nos faltam palavras. Aí, pedimos ao Espírito de Deus que nos dê palavras para exaltá-lO.

Terceira coisa: Agradeça. Você está vendo que não se falou em pedir. Agradeça o que você já recebeu.E, mais ainda, agradeça, pela fé, aquilo que você tem de promessa de Deus. Por exemplo: essa rica, maravilhosa, singular, única Salvação. Isso é para nós ficarmos no chão estendidos só agradecendo. Porque Ele nos tirou das trevas e nos transportou para o Seu Maravilhoso reino de Luz.

Percebeu como é bom orar?

Você não precisa fazer aquela oração relâmpago: Obrigado, Jesus, amém. Você terá razão para falar com Ele com profundidade. Outra coisa é a boa posição para se falar com Ele é “orar com o pé para trás”, ou seja, orar de joelhos. Se orarmos desta forma ao Senhor nem vamos lembrar de pedir nada para nós. E vamos pedir pelos outros, como foi com Jó. Deus mudou a sua sorte quando ele orou por seus amigos.

Então, vamos orar?

          Desfrutar de uma vida de comunhão com Deus significa que algumas decisões foram tomadas anteriormente. Primeiro, você decidiu crer em Deus, “pois sem fé é impossível agradá-lO”, Hb 11: 6. Segundo, você decidiu conhecê-lO profundamente, lendo e meditando na Sua Palavra, pois “Jesus é o Verbo que Se fez carne”, Jo 1:14. Terceiro, você decidiu depender totalmente de Deus, levando uma vida de oração, “pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, lhe será  aberto”, Lc 11: 10. 

         Se você já tomou as duas primeiras decisões, aproveite esta oportunidade para começar uma fase de intimidade com Deus. Ore!!! Ore sempre em nome do Senhor Jesus, o nosso Mediador, 1Tm 2:5.

         Pois, “muito pode a oração do justo em sua eficácia”, Tg 5: 16.

         Receba as bênçãos de Deus por meio de Cristo Jesus.

Washington Souza

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Salmo 25


SALMOS 25

A Ti, Senhor, elevo a minha alma.
Deus meu, em Ti confio; não seja eu envergonhado;
não triunfem sobre mim os meus inimigos.
Não seja envergonhado nenhum dos que em Ti esperam;
envergonhados sejam os que sem causa procedem traiçoeiramente.
Faze-me saber os Teus caminhos, Senhor; ensina-me as Tuas veredas.
Guia-me na Tua Verdade, e ensina-me;
pois Tu és o Deus da minha Salvação; por Ti espero o dia todo.
Lembra-Te, Senhor, da Tua compaixão e da Tua benignidade, porque elas são eternas.
Não Te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões;
mas, segundo a Tua misericórdia, lembra-Te de mim, pela Tua bondade, ó Senhor.
Bom e reto é o Senhor; pelo que ensina o caminho aos pecadores.
Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o Seu caminho.
Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade
para aqueles que guardam o Seu pacto e os Seus testemunhos.
Por amor do Teu nome, Senhor, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.
Ao homem que teme ao Senhor, Ele o ensinará no caminho que deve escolher.
Ele permanecerá em prosperidade, e a sua descendência herdará a terra.
A intimidade do Senhor é para aqueles que O temem,
aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança.
Os meus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois Ele tirará do laço os meus pés.
Olha para mim, e tem misericórdia de mim, porque estou desamparado e aflito.
Alivia as tribulações do meu coração; tira-me das minhas angústias.
Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.
Olha para os meus inimigos, porque são muitos e me odeiam com ódio cruel.
Guarda a minha alma, e livra-me; não seja eu envergonhado, porque em Ti me refúgio.
A integridade e a retidão me protejam, porque em Ti espero.
Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.
  

Amado (a) de Deus,

Jesus disse: Eu Sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim.” Jo 14:6.

Ele é o Deus da nossa Salvação, e a Sua Aliança é com todos os que O reconhecem como o Filho de Deus e reconhecem que o Seu sacrifício é único e suficiente para perdão dos pecados.

“A todos quantos O receberam deu-lhes o Poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas da vontade de Deus”. 

Todos os que se voltam para Ele O encontram porque Jesus tem prazer em Se revelar a nós. “Buscar-me-ás e Me acharás quando Me buscares de todo o teu coração” . 

Há uma promessa:

“Respondeu Jesus: Se alguém Me ama, guardará a Minha Palavra; e Meu Pai o amará, e viremos para Ele e faremos nele morada”, Jo 14:23.

Se Jesus e o Pai vêm morar em nós quão grandes serão os livramentos. Qual o inimigo chegará perto de nós? Quem ousará tocar na menina dos olhos do Senhor?

Quem entrega a sua vida a Jesus só tem duas opções na vida: vencer ou vencer. Porque Ele é o Vencedor! E faz de nós mais que vencedores.
Denise Gaspar – 05-11-2006

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A preparação da noiva

“Então, se dispôs Eliasibe, o sumo sacerdote, com os sacerdotes, seus irmãos, e reedificaram a Porta das Ovelhas; consagraram-na, assentaram-lhe as portas e continuaram a reconstrução... Junto a ele edificaram os homens de Jericó; também, ao seu lado, edificou Zacur... Os filhos de Hassenaá edificaram... Ao seu lado, reparou Meremote... e Mesulão... e Zadoque... ao lado destes, repararam os tecoítas...”, (Ne 3).
Até o versículo 31 são enumerados todos os que participaram da reconstrução dos muros e o que cada um fez, mas no versículo 5 é feita uma ressalva, “os nobres, porém, não se sujeitaram ao serviço do Senhor”. 
              E no capítulo 4:1 diz: “Tendo Sambalá ouvido que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito e escarneceu dos judeus”. E Sambalá fez tudo o que lhe foi possível para interromper a reconstrução e o reparo dos muros e das portas, e fez tudo para enganar e confundir a Neemias para tirá-lo do seu propósito de obedecer à ordenança do Senhor e permanecer na tarefa da reconstrução da cidade que estava em ruínas.
Cada um de nós é a cidade cujos muros derribados Jesus quer reconstruir. O Filho do Deus Criador, Aquele que participou diretamente da Criação tem Poder e Autoridade para realizar essa obra. E as demolições de velhas construções, a limpeza do terreno, a construção, os reparos e os fechar de brechas e tudo o que for necessário, só se realiza através do Poder do Sangue e da Palavra de Jesus. 
São muitas as circunstâncias e as aflições deste e neste mundo, muitas e terríveis notícias nos chegam dos quatro cantos da terra. Todo tipo de violências e atrocidades, de mentiras e enganos, acontecendo fora e dentro da Igreja do Senhor. Coisas horríveis que entristecem e tentam nos fazer desistir e parar. São as artimanhas de Sambalá para desviar nossos olhos e nossa atenção do Alvo. São as mentiras do inferno que tentam prevalecer, que tentam nos convencer de que a obra não chegará ao fim.
O Senhor Jesus nos previniu de que no “mundo temos aflições”, (Jo 16:33), mas nos garantiu: “de todas Eu os livro”. Ele nos avisou que ouviríamos rumores de coisas terríveis, mas nos animou afirmando que neste momento estaríamos perto de nosso encontro com Ele face a face nos ares. Maravilhoso o dia do arrebatamento, e grande o dia de Sua volta em Poder e em Glória. E nos disse “levantai vossas cabeças e exultai...” E todos dizemos Maranata, “e o Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem!”.  
Glória a Deus, os sinais estão aí, exultemos e digamos “Vem!”. Não deixemos de meditar profundamente na Palavra. Para exultarmos e nos alegrarmos com Sua volta temos de estar prontos para encontrá-lO. Sabemos que não será toda a ‘igreja’ arrebatada, alguns ficarão para a segunda e última chamada. No livro de Amós, cap 5:18, somos alertados: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz.” Que possamos ser encontrados reconstruídos, cidades fortificadas  para encontrar com nosso Rei, (na primeira chamada)!
Cada um de nós deve buscar no Senhor as áreas a serem reconstruídas, a serem limpas e adornadas. Devemos dar lugar ao Seu Santo Espírito para que possa trabalhar em nós. A obra é feita por Ele, mas a nós foi dado o direito de querer ou não, permitir ou não a Sua ação. No tempo de Neemias nem todos quiseram participar da reconstrução, hoje, infelizmente, nem todos querem ser reconstruídos. Naquele tempo eles tinham de fazer a obra, hoje temos de nos entregar ao Poder de Deus e nos expormos à Sua Palavra para que Ele a faça em nós.
Todo o segredo de Vitória é o obedecer voluntária e conscientemente ao Senhor.  A Igreja, que é cada um de nós, deve se preparar como noiva para o casamento. Vemos em Neemias que cada um fez a sua parte, todos participaram para a vitória da cidade. Cada um de nós se preparando, se despindo deste mundo, se despojando dos valores seculares, se lavando da cultura mundana e nos adornando para a Grande Festa. É a preparação da noiva, a preparação da Igreja sem máculas e sem rugas. Por não sabermos a sua data exata devemos estar prontos, não deixando sujar nem amarrotar nossas vestes brancas, e manter nossas sandálias e pés limpos, sem o pó deste mundo.
Se nós tivéssemos que fazer isto sozinhos, por nossa própria conta, com o trapo de  imundícia que é a nossa justiça, com toda certeza, não o conseguiríamos. Mas Ele é Fiel e Poderoso para nos guardar e nos garantir a Vitória. Aleluia!!! Por isso nos deu as armas necessárias: Sua Palavra, Seu Sangue, Seu Nome, Seu Santo Espírito.
Graças Te damos, Senhor, por cada uma delas!!!!
A reparação dos muros não são proibições, “não faça isso, nem aquilo...”, mas o reconhecimento de que só Jesus nos reconcilia com o Pai, que só Ele pode operar maravilhas e a nossa total rendição a Ele. Os adornos da noiva são o que devemos fazer: ter fé e perseverar. Pois o justo vive pela fé no Filho de Deus, e tem na sua perseverança a salvação de sua alma.
Jesus diz: “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama”. Todas as Suas ordenanças são realizáveis apenas e unicamente quando desejamos e permitimos que Ele as realize por nós em nós, e o que nos assegura a Sua ação é a Paz sem explicação que nos enche e a transformação dos desejos e das inclinações de nossos corações. Pois, como escrito no livro de Isaías 26:12:  “Senhor, concede-nos paz, porque todas as nossas obras Tu fazes por nós”.
Vencendo vem Jesus!!!           

Denise Gaspar, 20-08-2001