terça-feira, 28 de julho de 2009

Alguém como eu

Alguém como Eu

Entra Mestre,descansa um pouco

Estás cansado,estás sedento e rouco

Dorme Mestre, a casa é Tua

Já fechei porta e janela pra rua

Deixou me falando só

Dormiu tão pesado fazia dó

Como será Mestre este sonho Teu?

Sonhas como homem? sonhas como Deus?

Sonhas com a glória que tinhas com o Pai, na luz?

Ou sonhas com a cruz?

Perdoa Mestre, mas já é hora

Uma multidão te espera lá fora

Estás decidido, não te detenho

Vais curando até chegar ao lenho

Partiu,fica a paz em mim,

Fica sala com cheiro de jasmim

Vai verter a vida do corpo Seu,

Pra levar a culpa de alguém como eu,

Pra lavar o sujo do meu próprio eu,

Levar-me puro a Deus

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O carpinteiro e o trabalho concluído




Certa noite, um ladrão foi até a casa do cristão e tentou entrar pela porta da frente. O ladrão ouviu o barulho na casa e, por isso, não ousou entrar, mas, em vez disso, roubou a porta. Na manhã seguinte, o cristão descobriu que a porta da frente havia sido roubada! Então, ele pediu ao carpinteiro que lhe fizesse outra porta. Sendo vizinho e amigo, o carpinteiro escolheu o melhor material e apressou-se para terminar o trabalho no mesmo dia. Contudo, quando ele estava preparado para instalar a porta, o cristão, com o rosto sério, disse-lhe: “A porta que você fez ainda não está pronta. Não é boa o bastante.” Essas palavras confundiram o carpinteiro e deixaram-no muito aborrecido. Ele falou ao cristão: “Eu escolhi o melhor material e me apressei a terminar o trabalho. Diga por que não está bem feito. Diga por que eu deveria melhora-lo”. “Vá para casa e traga alguns pedaços de madeira, pregos e um martelo. Vou-lhe mostrar o que deve fazer”, respondeu o cristão.

O carpinteiro foi para casa e levou o material solicitado. Com o martelo, o cristão pregou, de forma aleatória, os diversos pedaços de madeira na porta, o que fez o carpinteiro aborrecer-se ainda mais. Ele pensou que seu vizinho cristão tivesse enlouquecido. Depois, o cristão começou a explicar o que havia feito dizendo: “Amigo, não se aborreça comigo”. “Claro que sim!”, respondeu o carpinteiro. “Mas ela não ficou melhor depois que eu coloquei pedaços de madeira?”, perguntou o cristão. “A porta já estava terminada”, respondeu o carpinteiro, “e você simplesmente estragou o trabalho ao pregar esses pedaços adicionais”. Então, o cristão replicou: “A obra redentora de Cristo já foi concluída. Em João 19:30, Jesus clamou na cruz: “Está consumado!” Mas você insiste em dizer que, embora o Senhor Jesus já tenha realizado o trabalho, você ainda deseja acrescentar outras coisas a fim de melhora-lo e consertá-lo. foi por causa desse raciocínio que eu decidi pregar esses pedaços de madeira na porta que você já tinha terminado”. Com a explicação dada pelo vizinho cristão, o carpinteiro compreendeu e, de imediato, creu na obra consumada do Senhor. Ontem, o cristão perdeu uma porta, hoje, Deus ganhou um pecador.

O Senhor Jesus nos chama para obter descanso sem qualquer trabalho porque Ele sofreu por nossos pecados, morrendo por nós, e ressurgiu da morte, de modo a dar-nos uma nova posição diante de Deus. Não precisamos fazer nada, mas simplesmente ir a Ele para descansar.



Este é o Evangelho.



W. Nee. Vida cristã equilibrada. Ed. Dos Clássicos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Para ser discípulo


Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que renunciar a “si-mesmo”. Ora, isto significa desistir de si mesmo como “produção” de algo que comova a Deus.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer que não tem nada a oferecer nem para barganhar com Deus.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer que Deus já fez tudo, Ele já criou a ponte pela qual o homem pode ter acesso a Deus.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer que não há outro caminho.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer a Graça de Deus. Ora, isto significa que, movido apenas por Amor, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e, além disto, nos confiou a Palavra da reconciliação.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer Esse Amor, abrir seu coração a Ele, rendendo-se e dependendo d’Ele para viver.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa precisa aprender a descansar no Seu Amor.


Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que ser grata por tamanho Presente.

A Graça de Deus, revelada em Jesus, é melhor que a vida!!!!!!!


Denise Gaspar - 10-07-09

domingo, 21 de junho de 2009

Entrega


Agora, o bem mais apropriado à criatura é a entrega ao Seu Criador – entregar-se intelectual e emocionalmente, aquele relacionamento que se dá pelo simples fato de ser criatura. Sempre que age assim, o homem fica feliz. Para não considerarmos um sofrimento desnecessário, esse tipo de bondade começa em um nível muito acima das criaturas, pois Deus mesmo, como Filho, entrega-se de volta a Deus, como pai de toda a eternidade, por obediência filial, o ser que o Pai, pelo amor paternal, gera eternamente no Filho.

Foi este o padrão para o qual o homem foi feito, aquele que deve imitar – que o homem paradisíaco imitou realmente. E sempre que a vontade conferida pelo Criador é assim tão perfeitamente ofertada de volta, em obediência prazerosa e agradável à criatura, aí, sem dúvida, está o Céu, e daí emana o Espírito Santo.

No mundo que conhecemos hoje, o problema está em como recuperar essa auto-entrega. Não somos simplesmente criaturas imperfeitas, carentes de ser aperfeiçoadas: somos, como Newton disse, rebeldes que precisam mesmo é entregar as suas armas.


Portanto, a primeira resposta à questão por que a nossa cura precisa ser tão dolorosa é o fato de que a entrega da vontade que nós passamos tanto tempo reivindicando como sendo a nossa própria já é, em si mesma, não importa onde e como seja realizada, um sofrimento mortificante.


A entrega da vontade própria, inflada e inchada por anos de usurpação, representa uma espécie de morte.


C.S. Lewis. O problema do sofrimento

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Surpresa para todos, até para o diabo!!!


Jesus morreu. Mas a morte que Ele morreu foi mais que a morte que faz o corpo falecer.
Jesus ressuscitou. Mas a ressurreição que Ele manifestou é mais do que apenas trazer um corpo morto à vida.
Jesus morreu todas as mortes.
Mas a morte mais mortal que Ele morreu foi a de ter entrado no Inferno tendo sido feito pecado em nosso lugar.
Jesus no Inferno é o que nos põe no Céu!
Jesus no Inferno é a esperança na morte, na quase mais profunda das mortes, posto que ainda haja uma outra, que é Lago de Fogo, é extinção até do que extingue...
Mas em Jesus até o Lago de Fogo tem um oposto de Vida: o Mar de Vidro Transparente.
Somente Deus sabe se o que cai no 1º não sai re-existente no 2º.
Jesus morreu todas as mortes, e, assim, entrou no ambiente oculto em Deus onde todas as possibilidades existem como alternativas de existência.
A Cruz foi erguida antes da fundação do mundo justamente nesse ambiente de tudo...
Daí tudo ser apenas uma possibilidade Nele; possibilidade, porém, redimida pelo amor mesmo antes de existir.
O diabo não existia e a Cruz já havia sido erguida!
Somente Deus viu Deus morrer pela Criação que ainda não existia.
Daí a Cruz histórica ter sido celebrada como vitória na Praça das Ignorâncias do Inferno!
Até que entra o Cordeiro, como havia sido morto desde antes da fundação do mundo!...
Pedro diz: “e, na morte, em espírito, anunciou o evangelho da vitória sobre a morte aos que estavam em grilhões”[ é a sugestão do texto grego].
Havia sido a morte de Deus por Deus o que havia criado todos os mundos e existências.
Mas nem o diabo sabia disso.
A Cruz era um assunto entre Deus e Deus!
Este era o mistério outrora oculto e agora revelado.
Assim, a Ressurreição de Jesus é a recriação glorificada de todas as coisas; Nele.
Muitos hão de ver e provar!

Pense nisso!


Caio Fábio
11 de março de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Que diferença!!!


Quando eu era criança, meu pai cuidava de mim com muito carinho e zelo. Colo e cuidados especiais quando eu ficava doente, preocupado e solícito quando voltava da escola encharcada até os ossos por causa da chuva, ria com minhas gracinhas, tinha um brilho no olhar quando podia me presentear e uma nuvem quando não, pois nem tudo era possível e até o seu ralhar era cheio de cuidados; eu era sua cria, o seu mundo.
Quando li Lucas 11:13: “Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem”, pensei: Ah! Deus não conheceu meu pai, pois ele era bom e me enchia de boas dádivas: carinho, cuidados, atenção, colo, chorava e ria junto comigo... Este era o amor que eu conhecia bem.
Mas, no dia que senti o amor de Deus, vi que não sabia nada de amor até ali. Que distância enorme entre meu pai e meu Pai! Que diferença imensurável entre um amor e o outro Amor! Que disparate na qualidade dos presentes de meu pai natural e as dádivas sobrenaturais de meu Pai celestial!
O Amor de meu Pai não varia, é doce, é manso, é suave, é paciente, é firme, é constante, é incondicional; aprendi que a Sua Graça, sendo dádiva imerecida é distribuída de graça a todos que O procuram e o Espírito Santo, oferecido por Ele, que companheiro fiel! Que amigo, que confidente, que consolador, que restaurador, que personal trainer espiritual, heim?
Que Amor é esse que se move dentro de nós, que nos prende com cordas nos atraindo mais e mais para Si? Que Deus é esse que nos suporta, que nos perdoa, que nos recebe como somos e depois nos dá um banho nos santificando com Sua Palavra?
Quem é Esse Deus? Ele é nosso senhor; assim mesmo, com letra minúscula por ser substantivo comum que significa dono, amo, proprietário, aquele que manda, aquele que dá ordens e quer ser obedecido?
Quando Deus diz que é o EU SOU, ELE É sim, Ele é todo perfeito. Ele é o Deus vivo que nos ouve e nos responde, é o Deus de perto e não de longe. Ele é o Deus de já. E o Seu coração? É de chocolate recheado com creme de avelãs, doce por fora e macio por dentro. É para ser saboreado devagarinho, com emoção e com muita, muuuuuuuuita reverência.
Vale a pena crer, amém?!


Carmen Nogueira

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nossa necessidade do Poder de Deus


Para vivermos da forma que Deus quer... Para nos tornarmos mais parecidos com Cristo... Para seguirmos nossa jornada sabiamente... Precisamos tanto do perdão de Deus quanto de Sua bondade. Precisamos da obra de Jesus por nós e precisamos da obra do Espírito Santo em nós. À grande Graça do perdão Deus acrescenta a grande Graça do Espírito Santo.


As pessoas têm muitas idéias diferentes sobre o Espírito Santo – algumas baseadas na Bíblia, algumas não. Alguns comparam o Espírito Santo a uma força espiritual impessoal, um pouco como a eletricidade ou a gravidade. Outros pensam no Espírito em termos de emoção ou sentimento; quando acham que sentem a presença de Deus dentro delas, classificam o sentimento como “o Espírito Santo”. E há os que pensam apenas na Graça que o Espírito pode conceder a eles. Esses, porém, não entenderam o fundamental.


A Bíblia nos diz que há três importantes verdades sobre o Espírito Santo. Primeira, Ele é uma pessoa. Ele tem todos os atributos ou características de uma pessoa. Ele fala conosco, Ele nos ordena, Ele intercede por nós, Ele nos ouve, Ele nos guia, e assim por diante. Também podemos mentir para Ele ou ofendê-Lo; podemos até mesmo blasfemar contra Ele ou magoá-Lo. Nada disso seria possível se Ele fosse apenas uma força impessoal – mas isso é possível, porque Ele é uma pessoa. “O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus”, (Rm8:16).


Segundo, Ele é uma força. O Espírito Santo é um canal ou instrumento invisível de Poder de Deus no mundo, aquele por intermédio de quem Deus opera para realizar Seu desejo. Antes do mundo ser criado, “o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas”, (Gn1:2). Jó declarou: “o Espírito de Deus me fez”, (Jó33:4). Lemos sobre Sansão que “o Espírito do SENHOR apossou-Se dele” e ele conseguiu se libertar de seus captores, (Jz15:14). Quando Deus escolheu Beseleel para supervisionar a construção do Templo ou Tabernáculo onde as pessoas iriam cultuar, ele disse: “E o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística para (...) executar todo tipo de obra artesanal”, (Ex31:3).

Terceiro, Ele é Deus. Assim como Deus é plenamente divino, também o Espírito Santo é plenamente divino. A Bíblia também diz que é eterno – assim como Deus é eterno. A Bíblia também diz que Ele está presente em toda parte e que é onisciente e todo-poderoso – mais uma vez, atributos exclusivos de Deus. (Satanás, por acaso, não é assim; Ele é poderoso, por exemplo, mas não todo-poderoso.)


Ademais, a Bíblia declara explicitamente que o Espírito Santo é Deus: “O Senhor é o Espírito”, (2Co3:17). Em certo momento, a Bíblia O chama de “o Espírito de Cristo” ou “o Espírito de Deus” – novamente indicando Sua natureza divina. O Espírito Santo é o próprio Deus. Assim como Deus é uma Pessoa, também o Espírito Santo; assim como Deus é todo-poderoso, também o Espírito Santo. O que é verdade para Deus é verdade para o Espírito Santo, porque Ele é Deus.

No final de uma de suas cartas, Paulo escreveu: “A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês”, (2Co13:14). Todos três – Pai, Filho, Espírito Santo – são distintos, mas também são unidos como um. Nós não adoramos três deuses (coisa de que os cristãos algumas vezes foram acusados); nós adoramos um Deus, que Se revela a nós em três pessoas. Alguns usam o sol para ilustrar a Trindade: o sol é um objeto no espaço, mas ele produz luz e calor – e ainda assim ele é um. A água pode ser um sólido, um líquido ou um gás, mas continua a ser água.


O filho pequeno de um amigo meu estava perguntando ao pai como Deus pai podia ser Deus e Jesus, o Filho, também podia ser Deus. Isso não faria de Jesus Seu próprio pai? – perguntou ele (crianças têm o hábito de fazer difíceis perguntas teológicas!). Eles estavam no carro da família, e com uma inspiração súbita meu amigo respondeu algo assim: “Filho, sob o capô do carro há uma única bateria, mas eu posso usá-la para acender os faróis, tocar a buzina ou ligar o carro. Como isso acontece é um mistério para mim – mas acontece!”


Essas imagens podem nos ajudar a compreender a verdade da Trindade, mas nenhuma delas a explica completamente. No fim é um mistério que nunca iremos compreender deste lado da vida. Sempre me lembro das palavras de Paulo: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como se em espelho; mas então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei plenamente”, (1Co13:12). Mas isso não elimina a verdade. Nós cultuamos Deus como Pai, Filho e Espírito Santo, pois isso é o que Ele É: a Santíssima Trindade.

É educativo destacar alguns dos termos usados por Jesus para descrever a obra do Espírito Santo. O Espírito, disse ele, nos convencerá de nossos pecados: “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”, (Jo16:8). Antes mesmo que possamos nos entregar a Cristo, o Espírito Santo precisa primeiramente nos convencer de nossos pecados e abrir nossos olhos para a verdade do Evangelho.


Ele também será nosso professor e guia: “Quando o Espírito da verdade vier, Ele os guiará a toda a verdade”, (Jo18:13). É por isso que a Bíblia é tão importante, porque o mesmo Espírito que guiou sua redação agora quer que a compreendamos – e sem Ele não podemos compreender plenamente seu significado. Ele também nos guia diariamente enquanto buscamos o desejo de Deus para nossa vida.


Além do mais, disse Jesus, o Espírito nos ajudará a contar aos outros sobre Cristo: “Mas receberão Poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão Minhas testemunhas (...) até os confins da terra”, (At1:8) o Espírito está à frente de nós quando O invocamos – preparando o caminho, dando-nos as palavras e nos incutindo coragem.


Billy Graham, A jornada, ed. Thomas Nelson Brasil

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Qual é a vontade de Deus para mim?


Obviamente a vontade de Deus é de Deus.

Sim! A vontade Dele é Dele; e de mais ninguém.

Jesus disse que comia a vontade do Pai, que se alimentava dela.

Ora, se eu tenho muitas vontades e se as exerço de modo pessoal e incompartilhavel, que não dizer da vontade de Deus?

“Quem conheceu a mente do Senhor?”

Além disso, o que me separa de Deus em todos os sentidos possíveis é infinitamente mais do que o que nos separa de um organismo mono-celular.

Assim, Deus se revela às amebas como as amebas podem processar.

Ora, o mesmo Deus faz com os homens!

O problema é o surto humano. Sim! O homem crê que é “capaz de Deus”, e, sobretudo, de dizer aos outros humanos qual seja a vontade de Deus para o outro.

A vontade de Deus é uma só: que nos amemos uns aos outros!

Deus não tem planos profissionais para ninguém. Nem de qualquer outra natureza tópica. O plano de Deus, não importando onde eu esteja, é que eu ame e pratique o amor. O resto é insignificante!

É o que Paulo diz quando afirma: “... ainda que eu...” fale línguas de homens e anjos, ou profetize, ou saiba todas as ciências e adquira todas as sabedorias, ou me entregue às praticas de martírio ou de entrega social de todas as minhas produções aos demais homens necessitados, mas, “se não tiver amor, nada me aproveitará”; e mais: nada será vontade de Deus.

Paulo nunca discutiu nada disso. Sabia fazer tendas. Mas era chamado para pregar. Por isso, tendo dinheiro para entregar-se apenas à pregação, assim fazia. Mas se não tinha, então, fazia tendas, e, pregava nas horas possíveis.

Ou seja:

Paulo tratava tudo com simplicidade, pois, a vontade de Deus era amor, e, amor, cabe em qualquer oficina de tendas.

As pessoas perguntam, referindo-se aos detalhes da vida, como se eu ou qualquer outro ser ameba humano pudéssemos responder: Qual é a vontade de Deus para a minha vida?

Ora, eu posso responder, mas a resposta que tenho a dar não satisfaz as pessoas que querem saber a vontade de Deus como um guia afetivo e profissional das jornadas na Terra.

Então, não sei!... Afinal, nessas coisas, à semelhança de Paulo, apenas uso o bom senso para decidir, e nunca o faço como quem consulta um “guia de jornada”, mas apenas como uma decisão de agora, da circunstancia do existir; e isto, sempre, apenas conforme o espírito do Evangelho, que é amor.

A vontade de Deus são os Seus mandamentos, embora Jesus tenha nos dito que até os mandamentos, sem que sejam vividos em amor, são desagradáveis a Deus; pois, sem amor, todo mandamento não passa de presunção e arrogância.

A vontade de Deus é amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e domínio próprio!

Se você faz isso entregando o lixo, operando na mais rica clinica de neurocirurgia, ou se o faz pregando como um ensinador da Palavra, não importa; pois, a única coisa que importa para Deus é se você vive ou não o amor como o mandamento de seu ser.

O que Deus quer de mim? Onde quer que eu trabalhe? Com quer que eu case?

Ora, Jesus não respondeu tais perguntas a ninguém!

Quando Pedro quis saber... Jesus apenas disse: “Que te importa? Quanto a ti, vem e segue-me”.

Quanto mais a pessoa se dispõe a andar em amor e fé, sem buscar mais nada, tanto mais ela encontrará uma sintonia fina com Deus e com a vida, e, assim, sem que ela sinta, irá sendo posta no leito do rio de sua própria vida.

É claro que Deus tem a vontade que diz “não”. Mas essa é a não-vontade de Deus. É o que Deus não quer, pois, é o que Deus não é.

Deus não é mentira, nem engano, nem ódio, nem cobiça, nem traição, não injustiça, nem maldade, nem indiferença, nem descrença, nem altivez, nem orgulho, nem arrogância, nem vaidade, nem medo e nem frieza de ser.

Assim, a tais coisas Deus diz “não”, mas não como quem diz a Sua vontade, mas apenas aquilo que não é vontade Dele.

Portanto, a vontade de Deus não é “não”, mas “sim”, embora a maioria apenas pense na vontade de Deus como negação.

Ou seja:

Para tais pessoas Deus é Aquele que diz “Não”.

A proporção, todavia, continua idêntica à que foi estabelecida no Éden. Pode-se comer de tudo, e, apenas diz-se não a uma coisa: inventar a nossa vontade contra essa única coisa à qual Deus disse “não”.

Todas as árvores do Jardim são comestíveis, mas, continuamos discutindo a única árvore proibida, tamanha é a nossa fixação na transgressão como obsessão na vida.

Entretanto, a vontade de Deus é sim, e, para aqueles que desejam fazer a vontade de Deus, e não apenas discuti-la, Deus revela Sua vontade como fé e amor, e, nos diz que se assim vivermos provaremos tudo o que é bom, perfeito e agradável, não porque a vida deixe de doer, mas apenas porque o pagamento do amor transcende a toda dor.

A vontade de Deus é que eu desista das coisas de menino nesta vida e abrace as coisas de um homem segundo Deus.

Agora, se você vai trocar de casa, de carro, de mulher, de emprego, de cidade, de país, de nome — sinceramente, é melhor consultar um bruxo, uma feiticeira ou um profeta que aceite pagamento para contar tal historinha.

Você pergunta a Jesus:

Senhor, qual é a Tua vontade para mim?

Ele responde:

É a mesma para todos os homens. Sim! Que você ame e pratique o amor, pois, sem amor, nada será vontade de Deus para você, ainda que você distribua todos os seus bens aos pobres e entregue o seu corpo para ser queimado em martírio de dignidade pela consciência e pela liberdade.

Dá pra entender ou é difícil demais?

Que tal a gente parar de brincar de vontade de Deus? Vamos?

Chega; não é gente?

Nele, que é a vontade de Deus para o homem,

Caio Fábio

sábado, 25 de abril de 2009

Como ler a Bíblia


O que desejo deixar claro é que a escrita espiritual - aquela originária do Espírito - exige uma leitura igualmente espiritual, que honre as palavras como sagradas, por intermédio das quais se forma uma teia complexa de relacionamentos entre Deus e o ser humano, entre todas as coisas visíveis e invisíveis.


Só há uma modalidade de leitura que corresponde às nossas Sagradas Escrituras, uma forma de escrita que confia no poder das palavras para penetrar nossa vida e criar verdade, beleza e bondade - uma escrita que requer do leitor que, nas palavras de Rainer Maria Rilke, "nem sempre permanece curvado sobre as páginas; ele frequentemente se recosta e fecha os olhos sobre uma linha". Essa é a maneira de ler citada por nossos ancestrais como lectio divina, muitas vezes traduzida como "leitura espiritual", leitura que penetra em nossa alma como alimento que entra no estômago, espalhando-se pelo sangue e transformando-se em santidade, amor e sabedoria.


Eugene Peterson. Maravilhosa Bíblia. Ed. Mundo Cristão.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Por que perdoar?



O escândalo do perdão confronta todos que concordem com um cessar-fogo moral apenas porque alguém diz: “Sinto muito”. Quando me sinto ofendido, posso imaginar uma centena de motivos contra o perdão. Ele precisa aprender uma lição. Não quero incentivar o comportamento irresponsável. Vou deixá-la em banho-maria por um tempo; vai-lhe fazer bem. Ela precisa aprender que suas atitudes têm conseqüências. Fui ofendido – não preciso dar o primeiro passo. Como posso perdoar se ele nem mesmo está arrependido? Quando, enfim, me acalmo a ponto de conceder o perdão, parece uma capitulação, um salto da lógica fria para um sentimento piegas.
Por que dou esse salto? Um fator que me motiva é que, por ser cristão, tenho ordens de perdoar, como filho de um Pai que perdoa. Mas por que qualquer um de nós, cristãos ou incrédulos, opta por esse gesto nada natural? Sou capaz de identificar pelo menos mais dois motivos pragmáticos.

Primeiro, o perdão é a única alternativa que pode deter o ciclo da culpa e da dor, interrompendo a cadeia da ausência de Graça. No Novo Testamento, a palavra grega mais comum usada para o perdão significa, literalmente, soltar, jogar para longe, libertar-se. Prontamente admito que o perdão é injusto. Mas se não transcendemos a natureza, permanecemos presos à pessoa que não conseguimos perdoar, atados mesmo. O princípio se aplica até mesmo quando uma das partes é totalmente inocente e a outra, totalmente culpada, pois a parte inocente vai carregar a ferida até que consiga encontrar um caminho para receber alívio. E o perdão é o único caminho para isso.
O segundo grande poder do perdão reside no fato de ele ser capaz de soltar o ofensor das amarras da culpa. A culpa corrói mesmo quando conscientemente é reprimida. O perdão magnânimo dá possibilidade de transformação à parte culpada.

Lewis Smede adverte: perdão não é o mesmo que indulto. Pode-se perdoar uma pessoa que errou e ainda assim, insistir em uma reparação justa. Mas quando se chega ao ponto de perdoar, libera-se o poder curador tanto em você como na pessoa que o ofendeu.
O perdão quebra o ciclo da culpa e afrouxa a força opressora do pecado. Realiza as duas coisas por meio de uma notável ligação, colocando o perdoador do mesmo lado de quem cometeu o erro. Por meio disso, percebemos que não somos tão diferentes do culpado, como gostaríamos de pensar. “Eu também sou diferente do que eu mesma me imagino. Saber disto é perdoar”, disse Simone Weil.

O milagre gracioso do perdão divino foi possível por causa da engrenagem que entrou em operação quando Deus desceu à terra em Cristo. De alguma forma, Ele teve de chegar a um acordo com essas criaturas que ansiava tanto amar – mas como? Em termos de experiência própria, Deus não sabia o que significava ser tentado pelo pecado, nem o que é ter um dia difícil. Na terra, vivendo entre nós, Ele aprendeu isso. Colocou-se ao nosso lado.

O livro de Hebreus torna explícito este mistério da encarnação: “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se, mas sem pecado”. A segunda carta de Paulo aos coríntios vai ainda mais longe: “Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós”. Não podemos ser mais explícitos. Deus fez a ponte sobre o abismo; Ele passou totalmente para o nosso lado. E, por causa disso, o autor das cartas aos Hebreus afirma, Jesus pode defender-nos diante do Pai. Ele esteve lá. Ele compreende.
Pela narrativa dos evangelhos, parece que o perdão também não foi fácil para Deus. “Se possível, passa de mim esse cálice”, Jesus orou, contemplando o preço que deveria pagar em nosso favor, e o suor pingou d’Ele em gotas de sangue. Não havia outro meio. Finalmente, em uma de Suas últimas declarações antes de morrer, Ele disse: “perdoa-lhes” – a todos eles, aos soldados romanos, aos líderes religiosos, aos discípulos que fugiram nas trevas, a você e a mim – “perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. Apenas tornando-se um ser humano o Filho de Deus poderia realmente dizer: “Não sabem o que fazem”. Tendo morado entre nós, Ele agora compreendia.

Walter Wink conta de dois pacifistas que visitaram um grupo de cristãos poloneses 10 anos depois do fim da IIGM. “Vocês não gostariam de se encontrar com os cristãos da Alemanha Ocidental?”, os pacifistas perguntaram. “Eles querem pedir perdão pelo que a Alemanha fez à Polônia durante a guerra e iniciar, dessa forma, um novo relacionamento”.
Houve silêncio. Então um polonês falou: “O que vocês estão pedindo é impossível. Cada pedra de Varsóvia está encharcada de sangue polonês! Não podemos perdoar!”.
Antes do grupo partir, recitaram juntos a oração do Pai Nosso. Quando chegaram às palavras “perdoa-nos os nossos pecados assim como nós perdoamos...”, todos pararam de orar. A tensão cresceu. O mesmo polonês disse: “Tenho de dizer sim. Não posso fazer a oração do Pai Nosso, não posso me chamar cristão se recusar o perdão. Humanamente, não posso, mas Deus vai dar-nos força!”. Dezoito meses depois, os cristãos poloneses e alemães ocidentais reuniram-se em Viena, estabelecendo laços de amizade que continuam até o dia de hoje.

Elton Trueblood observa que a imagem que Jesus usou para descrever o destino da igreja – “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” – é uma metáfora de ataque, e não de defesa. Os cristãos estão bombardeando as portas, (através do perdão) e vão prevalecer. Não importa o que a igreja pareça em determinados pontos da história, as portas guardando os poderes do mal não vão permanecer contra o assalto da Graça.
Considerando que o perdão vai contra a natureza humana, ele deve ser ensinado e praticado, como se pratica qualquer arte difícil. “O perdão não é simplesmente um ato ocasional: é uma atitude permanente”, disse Martin Luther King Jr. Que presente maior os cristãos poderiam dar ao mundo do que a formação de uma cultura que preserva a Graça e o Perdão?

Philip Yancey. Adaptado de “Maravilhosa Graça, ed Vida.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cooperando com Deus


Seguir a Deus significa dar duro. Seu Amor e bênçãos podem ser fáceis de receber, mas quando a obediência que lhe é devida exige algo contrário a nossa natureza humana, o conflito se estabelece e haverá de testar nosso comprometimento. O Senhor quer Sua Santidade enraizada em nós e pode usar esses testes de vontade para nos tornar semelhantes a Ele.


Corrie tem Boom relata um teste decisivo para sua disposição de deixar o Senhor Amar alguém por seu intermédio a quem tinha todos os motivos do mundo para odiar. Aconteceu ao falar sobre o perdão de Deus para uma igreja lotada em Munique, Alemanha, em 1947. Corrie e a irmã, Betsie, pouco anos antes, haviam sido prisioneiras no campo de concentração de Ravensbrück por ocultarem judeus em sua casa durante a ocupação nazista da Holanda. Corrie vira a irmã padecer de morte lenta e dolorosa no campo.


Agora, enquanto observava as pessoas formarem fila para deixar a igreja, todas muito sérias depois da mensagem desafiadora, Corrie se viu provada até o limite. Divisou no meio da multidão um homem usando chapéu e sobretudo bastante comuns. Ainda assim, num instante lembrou-se do mesmo rosto emoldurado por um quepe com o símbolo da caveira e dos ossos cruzados e por um uniforme azul – a vestimenta dos guardas nazistas. De repente, foi como se voltasse ao enorme salão de Ravensbrück, onde ela, a irmã e os demais prisioneiros foram obrigados a desfilarem nus diante daquele mesmo par de olhos. Embora o homem não demonstrasse tê-la reconhecido, ela não tinha dúvidas quanto a sua identidade.


Ele se aproximou para cumprimentá-la pela mensagem e expressou seu alívio por saber que os pecados que cometera, nas palavras dela, estavam agora no fundo do mar. Em vez de tomar a mão que ele lhe estendia, Corrie remexeu nervosa na bolsa. Era a primeira vez que deparava com um de seus algozes. O homem prosseguiu, explicando que trabalhara em Ravensbrück, o campo que ela mencionara no sermão. E revelou que se tornara crente em Jesus Cristo depois da guerra. Aceitara o perdão de Deus mas se perguntava se poderia ter também o dela, Corrie. E de novo lhe estendeu a mão.


Ela ficou petrificada. Lembranças da morte agonizante de Betsie atravessaram-lhe a mente. Um simples aperto de mão apagaria o que acontecera? Todavia, precisava fazê-lo. Junto às imagens de Betsie vieram-lhe as Palavras de Jesus: “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdarem uns aos outros, o pai celestial não lhes perdoará as ofensas”, (Mt6.14,15). Corrie sabia que o perdão não era apenas uma exigência do Senhor, mas o único meio de reconstrução da vida após uma tragédia. Quem abrigava amargura contra os nazistas havia se tornado prisioneiro do próprio ódio e estava sendo consumido por ele. Sabia também que o perdão é assunto mais da vontade do que do coração. Podemos não sentir vontade de perdoar, mas podemos tomar a decisão de fazê-lo mesmo assim e confiar que Deus proverá os sentimentos com o tempo.


Afinal, estendeu a mão e orou pedindo ajuda. Quando ele a tomou, Corrie experimentou um estranho calor percorrendo o braço até enchê-la. Piscando muito para conter as lágrimas, proferiu palavras sinceras de perdão enquanto o amor de Deus tomava conta dela com maior intensidade do que nunca. Esse amor não só completou o que lhe faltava como também a saciou de modo mais gracioso do que ela poderia imaginar.


Brenda Quinn. Adaptado de “A Bíblia, minha companheira”, ed. Vida.

sábado, 28 de março de 2009

A rocha do trabalho concluído de Cristo


Quando Jesus exclamou “está consumado” naqueles últimos minutos na cruz, não se referia apenas a Sua vida terrena, (Jo19:30), mas afirmava que a Sua vinda havia atingido o objetivo.

Por que Ele veio? Por uma razão: dar Sua vida para nos salvar. Ao fazer isso, seu trabalho de redenção estava concluído. Jesus disse: “Pois, o Filho do Homem veio para buscar e salvar o que estava perdido”, (Lc19:10). A salvação estava consumada! Seu objetivo tinha sido atingido!

Você e eu não podemos acrescentar nada ao que Cristo fez por nós porque Ele fez tudo. Se a morte de Cristo não foi o bastante... Se precisamos acrescentar nossas próprias boas ações de modo a sermos salvos... Então, nunca poderemos saber com certeza se iremos para o céu quando morrermos, porque nunca poderemos estar certos de que fizemos o bastante. Mas o resgate foi pago na íntegra, e o trabalho de Cristo está concluído. A Bíblia diz: “Mas agora Ele apareceu, uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de Si mesmo”, (Hb9:26). A Bíblia também diz: “O Sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado”, (1Jo1:7).

Como sabemos que a morte de Jesus na cruz não foi simplesmente o final trágico da vida de um homem bom? Como sabemos que Sua morte valeu nossa salvação?

Sabemos disso por uma razão: porque Jesus Cristo Se levantou dos mortos. A morte não era desconhecida dos rudes e endurecidos soldados romanos que tiraram o corpo de Jesus da cruz, e eles sabiam além de qualquer dúvida que Ele estava morto. Aqueles que recolheram Seu corpo também sabiam; eles O embrulharam (de acordo com os costumes fúnebres) em longas faixas de tecido e O colocaram em um túmulo semelhante a uma caverna com uma enorme pedra bloqueando a entrada. Para garantir que o corpo não fosse roubado, o governador romano, Pôncio Pilatos, enviou soldados que “armaram um esquema de segurança no sepulcro; e além de deixarem um destacamento montando guarda, lacraram a pedra”, ( Mt27:66).

Mas no terceiro dia a tumba estava vazia! Quando duas mulheres que O tinham seguido se aproximaram do túmulo, descobriram que a pedra tinha sido rolada, e um anjo as recebeu com as palavras mais impressionantes da história humana: “Ele não está aqui, ressuscitou, como tinha dito”, (Mt28:6). Quando elas partiram para contar aos outros, o próprio Jesus as saudou – a primeira de muitas aparições antes de Sua ascensão aos céus quarenta dias depois. Duas décadas depois, Paulo escreveu que em certa ocasião o Jesus ressuscitado “apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive”, (1Co15:6). As provas são esmagadoras: Jesus Cristo voltou à vida pelo Poder de Deus.

Nenhum acontecimento na história é mais sensacional ou mais significativo. Isso prova, além de qualquer dúvida, que Jesus Cristo de fato era quem dizia ser: o único Filho de Deus, enviado dos céus para nos salvar de nossos pecados. Também confirma que Ele tinha vencido para todo o sempre as forças do pecado, da morte, o inferno e satanás. Isso nos lembra também que Cristo vive e agora está sentado à direita de Deus intercedendo por nós.

Em pregação na antiga União Soviética há alguns anos, perguntei a um teólogo ortodoxo russo que nos acompanhava se ele tinha alguma sugestão. Após alguns instantes, ele respondeu: “Pregue mais sobre a ressurreição”. Ele estava certo; nenhum acontecimento é mais importante para nossa fé. Jesus Cristo vive – e isso faz toda diferença.

Nunca se esqueça: você pode estar seguro de sua salvação porque nada mais precisa ser feito, o sacrifício de Cristo está concluído – e a prova é a Sua ressurreição dos mortos.


Billy Graham, “A jornada”, ed. Thomas Nelson Brasil

terça-feira, 17 de março de 2009

Situações




Com o passar do tempo parece que as situações ao nosso redor adquirem vida própria, criando conosco uma relação diferenciada. Aquele relacionamento com o filho, aquele problema na empresa, o momento na igreja... são situações com as quais temos que lidar em nosso dia a dia. Olhando as Escrituras vemos algumas situações e as maneiras como se lidavam com elas até o momento em que Jesus interfere positivamente:


- Mulher hemorrágica (Marcos 5:25-34) – Ela diversificou as propostas de solução (vários médicos) e até mesmo concentrou todos os esforços pessoais (gastou tudo o que tinha) mas não achou o que procurava até que Jesus cruza seu caminho e ao ser tocado estanca a hemorragia, ou seja, pára o processo, interrompe a situação negativa!


- Mulher samaritana (João 4:5-15,18) – Ela achou alívio temporário indo e vindo trazendo água do poço armazenada em seu cântaro. Repetir comportamentos para solucionar temporariamente a situação! Jesus traz uma água que não necessita ser buscada novamente, uma solução definitiva!


- Junto ao tanque de Betesda (João 5:1-9) – É estar próximo á solução mas sem as forças necessárias para chegar! Jesus não lhe dá forças para chegar ao tanque e sim a cura completa, a solução esperada! O tanque veio a ele!

Nossas situações terão uma chance de solução após esta santa interferência do Senhor Jesus em nossas vidas! Amém.



José Rêgo

quinta-feira, 12 de março de 2009

Jesus é revelado pelo Pai


“(A Deus) aprouve revelar Seu Filho em mim”, Gl 1:16.


Ainda que pudesse, eu não trocaria de lugar com os discípulos, nem com aqueles que estavam no Monte da Transfiguração. Cristo, com quem conviveram, estava limitado pelo tempo e espaço. Ele estava na Galiléia? Portanto, não poderia ser encontrado em Jerusalém. Estava em Jerusalém? Logo os homens O procuravam em vão na Galiléia.

Hoje Cristo não se limita pelo tempo nem pelo espaço, pois vive segundo o Poder de uma Vida Eterna, e aprove ao Pai revelá-Lo em meu coração. Ele esteve com eles por vezes; porém, está comigo sempre. Eles O conheceram segundo a carne, viram-no, tocaram-no, conviveram com Ele no mais íntimo contato. “E, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não O conhecemos deste modo”, (2Co5:16) e, não obstante, eu O conheço em verdade, pois O conheço segundo aprouve a Deus que Ele fosse conhecido.

Deus não me concedeu o espírito de sabedoria e revelação no conhecimento de Cristo?


“Não foi carne e sangue quem to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus,” (Mt16:17)


O fundamento da Igreja não é apenas Cristo, mas também o conhecimento de Cristo.

A tragédia hoje é que muitos de nós nas igrejas – na verdade, muitas assim chamadas igrejas --, carecem deste fundamento. Não O conhecemos. Para nós, Ele é um Cristo teórico ou doutrinário, não um Cristo revelado.

Entretanto, a teoria não prevalecerá contra o inferno, que é o que Jesus declara Sua igreja fará. Será que nos esquecemos da razão pela qual fomos chamados?

Visitando lares no ocidente, eu via por vezes, um belo prato de porcelana que não se destinava a ser usado à mesa, mas, a ser pendurado na parede como um objeto valioso de decoração. Parece-me que muitos pensam na Igreja desta forma: como algo a ser admirado pela perfeição de sua forma.

Pelo contrário, a Igreja de Deus serve para uso e não para decoração!

Uma aparência de vida pode parecer suficiente quando as condições são favoráveis, mas quando as portas do inferno se levantam contra nós, sabemos muito bem que o que cada um de nós necessita, acima de tudo, é de uma visão dada por Deus de Seu Filho.

É o conhecimento pessoal que tem valor nos momentos de provação.


Watchman Nee. “Uma mesa no deserto: ouse encontrar-se com Deus todos os dias”, ed. Dos Clássicos.

terça-feira, 10 de março de 2009

Nas tetas da Palavra!


Do mesmo modo, temos os imaturos que pensam que já não precisam de leite. Esses são os que pensam que sabem; e que, ao ouvirem o Evangelho, por já terem ouvido a “informação”, julgam que seja uma repetição; sem saberem que quando se trata de Evangelho, tem-se que repeti-lo sempre, até que ele entre na vida, e deixe de ser apenas uma informação guardada na mente.


Por isto Paulo diz: “Convém-vos que eu vos diga as mesmas coisas!”

Aqui, entretanto, desejo fazer um apelo aos “de Corinto” que me lêem, bem como aos cristãos do tipo “Da Dispersão” que me lêem também:


Todos têm que voltar a ler a Palavra todos os dias.

Todos têm que meditar no Novo Testamento todos os dias.

Todos têm que orar não apenas enquanto se ora orando, mas, também, separando tempo simples e dedicado a isto.


Sem a avidez de uma criança esfomida por leite, nenhum de nós sobreviverá.

Somente bebendo nas tetas da Palavra todos os dias é que teremos anticorpos para o enfrentamento e o risco de contágio no mundo que nos cerca e do qual fazemos parte.


Caio Fábio

sexta-feira, 6 de março de 2009

A chave de acesso


"Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres”, (Mt15:28).



Angustiada por causa de sua necessidade, aquela mulher cananéia clamou: “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim!”.

Será que ela não havia orado com fervor? Certamente que sim. Então, não se tratava do tipo de oração para o qual deveria esperar uma resposta imediata? É o que pensamos.

Contudo, para nossa surpresa, Jesus “não lhe respondeu palavra”. Ele parecia nada ter a lhe dizer; mas, às lamúrias dos discípulos com relação à mulher, Ele respondeu que Sua missão tinha a ver com as “ovelhas perdidas da casa de Israel”.

Essa resposta parece ter fornecido àquela mulher a pista para aproximar-se d’Ele da maneira correta, pois Ele era o “Filho de Davi” somente para Israel.

Outros não podiam vindicar coisas d’Ele. Ao perceber isso, ela mudou a base de seu pedido, dirigindo-se a Ele agora simplesmente como Senhor.

A primeira resposta que Jesus lhe deu soou como uma repulsa. Mas, na realidade, Ele a ajudava a buscá-Lo, não com base falsa em um privilégio ao qual ela não tinha direito, mas unicamente com base na Graça imerecida.

Sua fé, nesse momento, encontrou uma resposta imediata.

Ela encontrara a chave.

Watchman Nee. Uma mesa no deserto. Ed. Clássicos


SOMOS SALVOS MEDIANTE A FÉ EM JESUS, NÃO POR MÉRITOS, PARA QUE NINGUÉM SE GLORIE.

ISSO É PRESENTE DE DEUS!!!

A SALVAÇÃO É PRESENTE DE DEUS!!!

ISSO É GRAÇA!!!

terça-feira, 3 de março de 2009

O bom contágio


Muito bem, e o que importa tudo isso? Nada neste mundo é mais importante. Toda essa dança, ou peça dramática, ou característica dessa vida “tripessoal” deve realizar-se em cada um de nós.


Colocando de outra forma: cada um de nós deve ter essa mesma característica, deve tomar parte nessa dança. Não há outro caminho que nos conduza à felicidade para a qual fomos feitos.


Tanto as coisas boas como as ruins, você sabe, são contagiantes. Se você quer se aquecer, tem de ficar perto do fogo. Se quiser se molhar, tem de entrar na água.


Se deseja alegria, poder, paz e vida eterna, precisa se aproximar destas coisas ou até daquilo que as possui. Não se trata de alguma espécie de prêmio que Deus pudesse, se assim o desejasse, simplesmente passar adiante para alguém.


É uma grande fonte de energia e beleza que jorra a partir do centro da realidade. Se você estiver perto dessa fonte, a névoa úmida vai atingi-lo e o molhará; se ficar de longe, se manterá seco.


Uma vez unido a Deus, como um ser humano poderia não viver para sempre? Uma vez separado de Deus, o que ele poderia fazer a não ser murchar e morrer?

Agora, tudo o que o cristianismo oferece resume-se a: deixarmos Deus agir, poderemos compartilhar da vida de Cristo. Se assim fizermos, estaremos então compartilhando de uma vida que foi gerada, e não criada, que sempre existiu e continuará a existir. Cristo é o Filho de Deus.


Se compartilharmos esse tipo de vida, também nos tornaremos filhos de Deus. Devemos amar o Pai da mesma forma como o Filho O ama, e o Espírito Santo estará em nós. Cristo veio a este mundo e Se tornou homem a fim de dar para todas as pessoas o tipo de vida que Ele mesmo possui – por meio do que eu chamo de “bom contágio”.


Todo cristão deve tornar-se um pequeno Cristo.

O propósito de se tornar um cristão nada mais é do que isto.


C.S. Lewis. “Um ano com C. S. Lewis”, ed Ultimato.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

É pra comer. Não é pra conhecer o cardápio.


Sem "teologia" e sem "doutrina" de nenhum tipo, a simples leitura do Evangelho nos deixa saber o que é bom para a vida, e como também se deve viver, sem que isto demande nenhuma "explicação" especial àquele que deseja se beneficiar da Boa Nova.

Sim, a Boa Nova não tenta convencer à priori. Ela simplesmente diz: "Me experimente. Se você provar, você saberá que é verdade. Não antes. Não por nenhum outro modo ou meio."

O convencimento da Boa Nova vem da realização do que é Bom. É simples assim.

Um "Evangelho" que seja um pacote de crenças e doutrinas e uma "embalagem de Deus" segundo algumas teologias, serve muito à criação de um espírito religioso, e que se arroga a ser melhor não por causa do Bem que realize, mas em razão da suposta superioridade dos valores de conduta apregoados.

"Eu vim para que tenham vida; e vida em abundância"— jamais poderá ser substituído por "Eu vim para que vocês fiquem sabendo qual é o conjunto da verdade e, assim, sejam superiores aos demais homens ignorantes".

O único modo de aferição da verdade do Evangelho só acontece na vida, e não porque alguém ganhou uma discussão teológica contra um herege, mas sim pelo resultado da existência, se é plena de vida, conforme a justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo.

Desse modo, o Evangelho não tenta explicar nada, mas convida a uma confiança que é fruto de se ter tido um toque da Graça, e que se transforma numa atração, e que se entrega como rendição, gerando a resposta do "seguir" a Jesus.

Assim, aquele que se entrega a Jesus não recebe um pacote de explicações, mas sim aceita seguir porque foi convencido pela experiência do bem do Evangelho, e que tocou o indivíduo de alguma forma, fazendo-o provar que o "Senhor é bom".

Portanto, tal pessoa não fica preocupada em "entender Deus". Sua felicidade está em que Deus a entende. Assim, ela caminha sem querer saber o que Deus está planejando, mas apenas o que Jesus propõe como caminho. E, para ela, cada coisa não é passível de uma explicação, mas sim de uma resposta própria. Desse modo, se impotente, ela ora; se abastada, ela agradece; se visitada pela calamidade, ela confia no bem oculto no amor de Deus; se é objeto de perseguição, ela exulta; se milagres acontecem, ela se alegra; se não acontecem, ela se entrega ao milagre da confiança...

Enfim, tal pessoa aprende o "como", não o "por quê" das coisas. Aliás, ela até poderá aprender o "por quê", desde que antes tenha a coragem, em fé, de viver conforme o "como" do Evangelho.

É o "como" do Evangelho que explica o seu "por quê"—isto quando explica. E, normalmente, a "explicação" nunca é "lógica pela lógica", mas sim algo que se experimenta como bem interior, inexplicável, e que convence o coração acerca da verdade pela paz que promove no interior, e cujos frutos se manifestam como "modo" de caminhar.

Não é à toa que Paulo diz que é a "bondade de Deus que conduz ao arrependimento". Sim, no Evangelho, tudo o que se estabelece como genuíno e duradouro decorre da experiência da bondade de Deus.

É, portanto, a experiência de Deus como bem para o ser, aquilo que muda a mente, que provoca a metanóia, que gera o arrependimento—a mudança de mente e, por conseguinte, de caminho.

Como eu disse no início o Evangelho não oferece explicações, mas diz como se deve viver. E é desse "como", que não é um manual de condutas, mas sim um modo de ver, de ser, de valorizar, de desvalorizar, de reagir, de agir conforme princípios, e de enfrentar a existência—que vem o crescimento da fé.

Por isto é que no Evangelho as coisas caminham de fé em fé; assim como também crescem de experiência em experiência (Rm 5:1-5). E no final não se fica entendendo tudo, mas se experimenta o amor de Deus, e que traz consigo uma esperança que não nos deixa jamais confusos acerca de nada, muito menos acerca das tribulações e dos absurdos da existência.

Somente aquele que se abandona e pratica o Evangelho em fé, e conforme toda a confiança, é que experimenta a Verdade conforme Jesus; visto que a Verdade só se faz verdade para o indivíduo, se for por ele provada, conforme Jesus (João 7: 17).

Daí o escritor de Hebreus advertir quanto a se "ter provado os poderes do mundo vindouro" e ter deixado para trás o que se sabe por experiência do coração, conforme a experiência da Graça.

O grande mal que se pode fazer a si mesmo, segundo o Evangelho—e sem explicações doutrinário-teológicas—, é experimentar o seu bem e, depois, trocá-lo pela religião das normas, mas que não produz bem real à vida; antes, pelo contrário, seca-a dos bens originais e dá a ela a presunção da verdade na forma de religião. Aliás, esse é o espírito inteiro da Carta aos Hebreus.

A "Queda" se consumou na experiência, não na especulação acerca da verdade ou da mentira, do bem ou do mal. "Tomou do fruto e comeu"— é o que se diz. Assim foi com o primeiro Adão e, muito mais, é assim concernentemente ao segundo Adão: Jesus. "Quem comer tem a vida... quem de mim se alimenta, por mim viverá..."

Ora, assim como o pecado se fez consumar pela experiência, assim também o bem do Evangelho se faz conhecer pela experiência da fé, e que dá acesso ao fruto da Árvore da Vida.

"Tomai e comei!" — é assim no Evangelho.


Caio

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnaval ! ! !




“Muita gente se espanta ao saber que quem inventou o Carnaval foi a Igreja Católica Apostólica Romana. Tudo começou em 604, quando o papa Gregório I determinou que todos os anos os fiéis deveriam dedicar-se, durante 40 dias, a assuntos espirituais.

No período que ia da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum. Era a Quaresma, período que serviria para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

Durante a Quaresma, era proibido comer carne. Foi então que alguns “carnais” entraram em ação e fizeram a seguinte proposta: já que iam ficar tanto tempo em abstinência, por que não permitir que o povo cometesse algumas extravagâncias antes ? Os padres concordaram, e essa libertinagem foi oficialmente aprovada e incentivada por alguns papas carnavalescos, como Paulo II e Paulo VI, nos séculos XV e XVI, respectivamente.

Um fato curioso é que o Carnaval só é comemorado em países católicos.

Esses dias de “vale tudo” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de “adeus à carne”, quem em italiano é “carne vale”, ou “carnavale", resultando na palavra “carnaval”. Ou seja: se a Igreja Católica Romana não tivesse criado o período da Quaresma, não haveria hoje o Carnaval.

É necessário também saber que as folias do Carnaval estão ligadas às festas pagãs romanas, que eram calcadas em muita licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais ( em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia ), lupercais ( em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco), e saturnais ( em homenagem ao deus Saturno que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

O resultado físico, moral e espiritual desta festa é estampado em noticiários e jornais toda Quarta-Feira de Cinzas, e é o retrato falado do ser que está por trás dessa algazarra pagã, comandando-a: o diabo.

Sendo assim, aos que não participam desta festa, meu conselho é que continuem de fora; e aos que participam ou pretendem participar, meu conselho está em Jeremias 51:45: “Sai do meio dela, ó povo meu, e livre cada um a sua alma, por causa do ardor da ira do Senhor.” ”

( Pastor Silas Malafaia – Editorial da Revista Fiel – Ano V- Nº 15 – Fevereiro de 2009 )

Esclarecedora essa mensagem para aqueles que tinham alguma dúvida sobre a inocência do carnaval.

O samba é um som contagiante, é verdade, é quase impossível permanecer parado.

Somos inteligente e sabemos que a maioria dos que se envolvem com o carnaval não está ali por causa do som, mas por causa da 'liberdade', ou melhor, da libertinagem.

Além de inteligentes somos também livres. Somos senhores de nossas escolhas. Essa liberdade é concedida por Deus, e ninguém pode retirar esse direito de nós. Podemos escolher nos envolver ou não, fazer algo ou não. Podemos dizer 'sim' e dizer 'não'.

Em todo tempo fazemos escolhas e mesmo quando 'somos levados' a fazer algo, não podemos negar: "fi-lo porque qui-lo".

O apóstolo Paulo nos lembra que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém.

Devemos levar isso em conta na hora de nossas decisões.

Em particular, gosto muita da recomendação que está no livro de Eclesiastes.

"Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recrei-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.
Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade. ..."

Depois dessa, não dá pra tentar passar por inocente e dizer que não foi alertado.

Quaisquer que sejam as circunstâncias, durante todo o ano, escolha sempre o Caminho da Vida: Jesus.

N'Ele que nos capacita a viver o Caminho da Vida,

Denise Gaspar 27-02-09

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Nossa Paz não depende das circunstâncias

O buscar & promover as Pazes


A paz que o mundo conhece é um período entre duas guerras...” diz o louvor. Mas a Paz que nos foi dada por Cristo Jesus nos é ministrada quando, em tribulações e desesperos deixamos de resistir/lutar com nossas armas carnais das razões, lógicas e justiças humanas.


Essa dádiva, de Paz em meio às tribulações, se sustenta na Promessa, na Aliança e na Esperança geradas pela Palavra de que Quem prometeu assim o fará ser... E essa certeza, sendo Fé, é dom de Deus, não vem de nós, de nossas “obras intelectuais/deduções dialéticas”, controle da mente ou resultantes de nossos atos de bondade, caridade, solidariedade, etc.


Isso apreendemos através da Revelação.

Queremos falar da Paz prática com e entre todos os homens de dentro e fora da ekklesia, isto é, com/entre os de dentro da comunidade e com/entre as adjacências que não alcançaram a Verdade...


A Palavra ministra nos livros de:

Lc 10:6: “...E se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e se não, voltará para vós.”
I Pd 3:10 e Sl 34:12à16: “...Quem é o homem que deseja a vida, e quer longos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a.”
Hb 12:14e15: “...Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem...”
Tg 3:18: “...Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.”
ITs5:12e13: “...Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras. Tende paz entre vós.”
Gl5:22e23: “...Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.”

Quando observamos um bebê, um filhote, uma criança ou mesmo um ser adulto dormindo logo percebemos que está passando por um período de paz. Anormal será se observarmos nele um sono irrequieto, sem sossego. Tudo que esperamos para um período de descanso é que seja pleno de paz.

Creio que tanto a Paz que excede todo entendimento, esta baseada na Promessa e sustentada pelo dom da Fé, quanto a paz possível de ser promovida pelo trato pessoal, pela postura benevolente, pela conduta de generosidade que herdamos pelo estímulo de fazermos o bem, estas duas pazes só são possíveis em razão da nossa busca em agradar ao nosso Senhor, estimulados pelo Espírito de Cristo.

Tg4:17: “...Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”

Assim como não confiamos na carne, nem na justiça dos homens, podemos e devemos buscar e promover as Pazes.

Miguel Júnior

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A paternidade de Deus


Roberta Bondi, catedrática de história da igreja, conta um episódio muito pessoal de como a compaixão de Jesus pelos oprimidos destruiu a resistência dela em relação a Deus e ajudou a corrigir uma imagem distorcida. Ela lutou por muito tempo contra a expressão “Deus Pai”, principalmente porque seu pai na terra era para ela um figura austera e distante. Não tolerava erros ou fraquezas, desobediência dos filhos ou da esposa, questionamentos ou dúvidas. Tinha uma idéia clara do lugar da mulher: doce e flexível, calma e submissa.


Por mais que se esforçasse, Roberta nunca conseguiu ser flexível ou calma e passou a infância carregando o pesado fardo de ter decepcionado o pai. Ele abandonou a família antes que Roberta completasse doze anos, e, depois disso, encontravam-se apenas uma vez por ano. A ira alastrou-se como uma infecção dentro dela, e sempre que ela ouvia alguém dizer “Deus Pai”, a raiva vinha à tona.

A carreira acadêmica de Bondi levou-a a Oxford, onde ironicamente estudou os “pais da igreja”. Nas obras dos monges cristãos do deserto do Egito, encontrou uma imagem diferente do Pai celestial: um Deus gentil, que ama especialmente aqueles a quem o mundo despreza e compreende os fracos, as tentações e os sofrimentos. Ela tentou usar a palavra “Pai” na oração com limitado sucesso, até que um dia deparou com a última conversa entre Jesus e os apóstolos antes de Ele ser preso e morto.

Nessa cena, quando Jesus fala em voltar para o Pai, os discípulos ficam olhando para Ele, admirados, sem nada compreender, até que por fim Felipe explode: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”. Jesus responde: “Você não Me conhece, Felipe, mesmo depois de Eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem Me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-me o Pai’?”.


“Quem Me vê, vê o Pai!” Bondi, historiadora e teóloga da igreja, espantou-se diante desse admirável conceito novo. Se Jesus demonstra preocupação especial pelos pobres, pelas viúvas e pelos socialmente rejeitados, então o Pai também. Bondi projetara erradamente em Deus sua idéia distorcida a respeito da paternidade; mas, como descobriu depois, o ideal de Deus oferecia um forte castigo para os pais humanos que falham. Com a ajuda de Jesus, o Deus visível, ela viu Deus com novos olhos.


Quando Bondi leu os evangelhos com a mente aberta, cada história assumiu um colorido totalmente novo. Por exemplo, a história de Lázaro, em João 11, ela notou a interação de Jesus com as duas irmãs. O mesmo Jesus que pôde acessar o Poder do Pai para ressuscitar Lázaro dos mortos também Se encheu de comiseração e chorou junto com as amigas Maria e Marta. Além disso, permitiu que as duas irmãs O repreendessem por ter chegado tarde. Ainda ressentida com a própria infância, Bondi observou, além de tudo, que as irmãs não pareciam nada intimidadas por Jesus. Não aceitaram passivamente o que tinha acontecido como se fosse vontade de Deus e abriram o coração, demonstrando a Jesus a revolta que sentiam.


Aos poucos, Bondi teve uma idéia de como o relacionamento com Deus deveria ser.
“Antes eu achava que a intenção de Jesus quando nos mandava chamar Deus de “Pai” era fazer com que os filhos de Deus se relacionassem com o Pai como crianças pequenas diante de um pai benevolente e autoritário, que prefere bebês a adolescentes, porque os primeiros são mansos, e os outros, complicados. (...) Não suportaria me relacionar com um Deus que exigisse que eu vivesse como uma criança desamparada”.


Para sua satisfação, ela descobriu que Deus prefere ter um relacionamento com adultos amadurecidos, como Jesus teve com Seus discípulos.


“Já não os chamo servos. (...) Em vez disso, Eu os tenho chamado amigos”, Jesus anunciou aos discípulos com uma evidente sensação de alívio, saboreando as vantagens da Encarnação.
O mundo não consegue superar o enorme abismo entre o que espera de Deus e o que e o que Deus lhe ofereceu em Jesus. Outras religiões respeitam Jesus como mestre sábio e líder admirável, mas não como Deus. Os adeptos da Nova Era procuram algo mais místico, mais satisfatório pessoalmente. A melhor Expressão da Essência de Deus desperta tanta rejeição em nosso tempo quanto despertou no d’Ele.


Yancey, o Deus (in)visível, ed. Vida.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O fruto do Evangelho é Vida e Paz 01

Nos muitos cuidados...

Nos muitos cuidados, que vão dentro de mim
Açoitando-me a alma e tornando-me aflito
Há uma só voz que me acalma o meu grito
Segura o meu choro e evita o meu fim
E eu, tantas vezes me sinto quebrado
Moído, cansado, ansioso demais
Querendo consolo, um pouquinho de paz
Reprimo no peito doído o meu brado
É mal não curado concluo por fim
É dor que se espalha corrói e se acalma
Nos muitos cuidados que vão dentro de mim
É só o Senhor que de fato me acalma
E sendo Ele Deus Seu amor é assim
Suas consolações me alegram a alma.

Guilherme kerr e Josué Rodrigues

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Os primeiros no Reino de Deus


Se queremos captar em toda a sua força o ensino de Jesus aqui, é importante que lembremos a atitude judaica com relação às crianças na Palestina do primeiro século. Hoje em dia, nossa tendência é idealizar a infância como a feliz idade da inocência, da despreocupação e da fé singela, mas no tempo do Novo Testamento as crianças não eram consideradas de qualquer importância e mereciam pouca atenção ou favor. Crianças naquela sociedade não tinham status algum – simplesmente não contavam. A criança era encarada com escárnio.
Para o discípulo de Jesus, “tornar-se como criancinha” significava a disposição de aceitar-se como sendo de pouca monta e ser considerado sem importância. A criancinha que é a imagem do reino é símbolo daqueles que ocupam as posições mais inferiores na sociedade, os pobres e oprimidos, os mendigos, as prostitutas e os cobradores de impostos – as pessoas que Jesus com freqüência chamava de “pequeninos” e de “últimos”. A preocupação de Jesus era que esses pequeninos não deveriam ser desprezados ou tratados como inferiores. “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos”. (Mt 18:10). Ele estava muito consciente dos sentimentos de vergonha e inferioridade deles, e por causa da sua compaixão eles eram, a seus olhos, de valor extraordinariamente grande. No que Lhe dizia respeito, eles não tinham nada a temer. O reino era deles. “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu Reino”. (Lc12:32).

Os bebês de colo (napioi) estão na mesma condição das crianças (paidia). A graça de Deus recai sobre elas porque são criaturas insignificantes, não por causa de suas boas qualidades. Embora possam conscientizar-se de sua irrelevância, isso não significa que lhes serão concedidas revelações. Jesus atribui expressamente a felicidade deles ao bom prazer do Pai, a eudokia divina. As dádivas não são determinadas pela menor qualidade ou virtude pessoal. São pura liberalidade. De uma vez por todas, Jesus desfere um golpe mortal em qualquer distinção entre a elite e o povo comum na comunidade cristã.

O evangelho declara que, não importa quão dedicados e devotos sejamos, não somos capazes de salvar a nós mesmos. O que Jesus fez foi suficiente. À medida que nos mantemos santos pelos nossos próprios esforços como os fariseus ou neutros como Pilatos, (não damos o salto de confiança), deixamos que as prostitutas e os publicanos entrem primeiro no reino enquanto nós ficamos atrás tendo nossas supostas virtudes dissipadas de nós. As meretrizes e vigaristas entram antes de nós porque sabem que não podem salvar a si mesmos; que não têm como tornarem-se apresentáveis ou amáveis. Eles arriscaram tudo em Jesus; sabendo que estavam muito aquém dos requisitos, não foram orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável.
Esses pecadores, essa gente desprezada, estão mais perto de Deus do que não se vêem pecadores. Não são as meretrizes e os ladrões que acham mais difícil de se arrepender: são vocês, tão seguros da sua devoção e da sua farsa que não têm qualquer necessidade de conversão. Eles podem ter desobedecido ao chamado de Deus, podem ter sido degredados pelas suas profissões, mas demonstram tristeza e arrependimento. Mais do que tudo isso, porém, essas são pessoas que dão valor à bondade de Deus: são um paradigma do reino diante de vocês, pois elas têm o que lhes falta – uma profunda gratidão pelo amor de Deus e um profundo assombro diante da sua misericórdia.
Oremos como o rabino, Joshua Abraham Heschel:
“Querido Deus, dê-me a graça do assombro. Surpreenda-me, maravilhe-me, encha-me de assombro em cada fenda do seu universo. Conceda-me o deleite de ver como Jesus Cristo age em dez mil lugares, adorável em mãos e pernas, adorável ao Pai em olhos que não os dele, nas feições dos rostos dos homens. Arrebata-me a cada dia com suas incontáveis maravilhas. Não peço conhecer a razão de todas; peço apenas compartilhar da maravilha de todas”.


Adaptado de “O Evangelho Maltrapilho”, ed. Textus.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Foi GRAÇA !!!




Foi Graça

Dom e Asaph
Quando terminar esta vida
e lá no céu eu chegar
haverá uma multidão de irmãos
esperando para me abraçar.
E perguntarão a uma voz
voltados para mim:
Ó conta-nos como você, irmão,
venceu e chegou aqui.


E falarei e catarei de
Jesus que me salvou
e que por este pecador
a Si mesmo Se entregou .
Foi Graça, Graça.
Preciosa e doce Graça.
Foi Graça, irmãos! Graça, irmãos!
Eu vos digo que foi assim.
Foi só pela Graça de Jesus
que eu venci e cheguei aqui!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O céu é um lindo lugar......

DEIXA A LUZ DO CÉU ENTRAR!!

Medo tens que o tentador te vá vencer?
Luz te falta e onde estás não podes ver?
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti raiar!
Deixa a luz do céu entrar
Deixa o sol em ti nascer
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti nascer
Fraca está a tua fé no Salvador?
Deus não ouve as tuas preces com favor?
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti raiar!
Deixa a luz do céu entrar
Deixa o sol em ti nascer
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti nascer
Queres ir andando alegre para o céu?
Ignorando todo negro e denso véu?
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti raiar!
Deixa a luz do céu entrar
Deixa o sol em ti nascer
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti nascer
C.H. Gabriel

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Matemáticos nascidos de novo

"A visão presente no Novo Testamento quanto à matemática me recorda uma parábola de Kierkegaard (outro matemático questionável):

um vândalo invade uma loja de departamentos durante a noite e, em vez de roubar, troca todas as etiquetas.

No dia seguinte, os funcionários - e os clientes muito satisfeitos - encontram situações estranhas, como colares de diamante a um dólar e bijuterias custando milhares de dólares.

Kierkegaard afirma que o Evangelho é assim:

altera todas as nossas convicções relacionadas a preço e valor"


Philip Yancey. Perguntas que precisam de respostas. Ed Textus.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Festa nos céus




Então, lhes propôs Jesus esta parábola:
Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo 100 ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as 99 e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que, assim, haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que necessitam de arrependimento”, (Lc 15: 3 a 7).


Temos vários erros e transgressões dos quais nos arrepender e pedir perdão. Mas o que Deus quer que entendamos é que todos são conseqüência de termos nos afastado de Deus.


As ovelhas não têm boa visão, por isso quando andam sozinhas sempre estão tropeçando e caindo, metendo-se entre os espinhos e se desviando do caminho que as leva a bom pasto.


As ovelhas se distraem com facilidade, por isso qualquer coisinha as desvia do caminho e as ilude fazendo com pensem estar indo atrás de algo bom, quando, na verdade, é mau.


As ovelhas necessitam da direção e da voz de comando do pastor, se não caem no abismo e morrem.


Uma pessoa que leva sua vida afastada de Deus comete muitos e muitos delitos. O que alegra o coração de Deus é a nossa sinceridade de nos reconhecermos ovelhas. Incapazes de andarmos sozinhas e sem a Sua direção. Sozinhas, nós, ovelhas, nos metemos em muitas encrencas.


Jesus disse: “Eu Sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas... Eu Sou o bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim, assim como o Pai Me conhece a Mim, e Eu conheço o Pai; e dou a Minha Vida pelas ovelhas”, Jo 10: 11, 14 e 15.


Jesus já deu a Sua vida por nós, para nos resgatar do império da morte. “Ele, Jesus Cristo, nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu Amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados”, Cl 1: 13 e 14.


E tendo nos comprado e nos resgatado com o Seu Sangue nos transformou. Deixamos de ser pecadores condenados ao fogo eterno para sermos filhos de Deus.


“A todos quantos receberam Jesus Cristo como seu Salvador , deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome”, Jo 1:12.


Assim, agora, “vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes d’Aquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”, 1Pe 2: 9.

“Me buscarás e Me acharás quando Me buscares de todo o vosso coração”, Jr 29: 13. Me acharás quando Me buscares com toda a sinceridade do teu coração e, então, Eu Me deixarei achar por ti e haverá festa nos céus e mudarei a tua sorte.


Receba as bênçãos de Deus que estão em Jesus,



Denise Gaspar - 07- 2004

domingo, 25 de janeiro de 2009

Liderança


Talvez Martin Luther King seja o melhor exemplo de liderança cristã.

Ele estimulou seu povo a trabalhar por direitos muito concretos: igualdade no ônibus e no restaurante, e igualdade no direito de votar; mas ao mesmo tempo nunca fez disto um valor final, mas sempre olhou além dos resultados de sua ação para uma questão maior que estava envolvida: a liberdade total da pessoa humana.

Deste modo, ele diria que não há somente negros que não são libertos, mas também há os brancos que os escravizam. Assim poderia impedir as pessoas de usarem violência quando um objetivo desejado não era atingido.

Ele poderia se dar totalmente à causa dos direitos civis mesmo sabendo que não veria os resultados. Ele não tinha medo da morte.

No meio de todas as atividades, continuou a lembrar o seu povo que embora poucos desejos fossem cumpridos e poucas mudanças acontecessem, não havia razão para desespero.

Continuou a lembrar seus seguidores que estavam na Estrada para a Terra Prometida e que primeiro precisariam atravessar o deserto para chegar ao lugar onde Deus faria com que todo povo fosse liberto.

Martin Luther King foi capaz de exercitar tal liderança espiritual porque, embora pedisse a liberdade , ele havia aprendido a ser paciente e a esperar até que a vontade de Deus cumprisse todas as promessas.


Henri Nouwen. Ministério Criativo. Ed. Palavra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Poemas e canções


Poemas e canções

A Deus sejam escritos

Por todos os peritos a quem concedeu os dons

Com toda maestria e ardente sentimento

Em verso, em instrumento, a pena, em cantoria

Proclamem com beleza a Sua criação

Os feitos de Sua mão, Sua glória e grandeza

Pois dEle vêm a idéia, o movimento, a cor

A rima, o tom, o amor, o sonho e a quimera

Bendito o que se deu aos nossos corações

Poemas e canções

Àquele que por nós morreu.




Edilson Botelho