sábado, 28 de fevereiro de 2009

É pra comer. Não é pra conhecer o cardápio.


Sem "teologia" e sem "doutrina" de nenhum tipo, a simples leitura do Evangelho nos deixa saber o que é bom para a vida, e como também se deve viver, sem que isto demande nenhuma "explicação" especial àquele que deseja se beneficiar da Boa Nova.

Sim, a Boa Nova não tenta convencer à priori. Ela simplesmente diz: "Me experimente. Se você provar, você saberá que é verdade. Não antes. Não por nenhum outro modo ou meio."

O convencimento da Boa Nova vem da realização do que é Bom. É simples assim.

Um "Evangelho" que seja um pacote de crenças e doutrinas e uma "embalagem de Deus" segundo algumas teologias, serve muito à criação de um espírito religioso, e que se arroga a ser melhor não por causa do Bem que realize, mas em razão da suposta superioridade dos valores de conduta apregoados.

"Eu vim para que tenham vida; e vida em abundância"— jamais poderá ser substituído por "Eu vim para que vocês fiquem sabendo qual é o conjunto da verdade e, assim, sejam superiores aos demais homens ignorantes".

O único modo de aferição da verdade do Evangelho só acontece na vida, e não porque alguém ganhou uma discussão teológica contra um herege, mas sim pelo resultado da existência, se é plena de vida, conforme a justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo.

Desse modo, o Evangelho não tenta explicar nada, mas convida a uma confiança que é fruto de se ter tido um toque da Graça, e que se transforma numa atração, e que se entrega como rendição, gerando a resposta do "seguir" a Jesus.

Assim, aquele que se entrega a Jesus não recebe um pacote de explicações, mas sim aceita seguir porque foi convencido pela experiência do bem do Evangelho, e que tocou o indivíduo de alguma forma, fazendo-o provar que o "Senhor é bom".

Portanto, tal pessoa não fica preocupada em "entender Deus". Sua felicidade está em que Deus a entende. Assim, ela caminha sem querer saber o que Deus está planejando, mas apenas o que Jesus propõe como caminho. E, para ela, cada coisa não é passível de uma explicação, mas sim de uma resposta própria. Desse modo, se impotente, ela ora; se abastada, ela agradece; se visitada pela calamidade, ela confia no bem oculto no amor de Deus; se é objeto de perseguição, ela exulta; se milagres acontecem, ela se alegra; se não acontecem, ela se entrega ao milagre da confiança...

Enfim, tal pessoa aprende o "como", não o "por quê" das coisas. Aliás, ela até poderá aprender o "por quê", desde que antes tenha a coragem, em fé, de viver conforme o "como" do Evangelho.

É o "como" do Evangelho que explica o seu "por quê"—isto quando explica. E, normalmente, a "explicação" nunca é "lógica pela lógica", mas sim algo que se experimenta como bem interior, inexplicável, e que convence o coração acerca da verdade pela paz que promove no interior, e cujos frutos se manifestam como "modo" de caminhar.

Não é à toa que Paulo diz que é a "bondade de Deus que conduz ao arrependimento". Sim, no Evangelho, tudo o que se estabelece como genuíno e duradouro decorre da experiência da bondade de Deus.

É, portanto, a experiência de Deus como bem para o ser, aquilo que muda a mente, que provoca a metanóia, que gera o arrependimento—a mudança de mente e, por conseguinte, de caminho.

Como eu disse no início o Evangelho não oferece explicações, mas diz como se deve viver. E é desse "como", que não é um manual de condutas, mas sim um modo de ver, de ser, de valorizar, de desvalorizar, de reagir, de agir conforme princípios, e de enfrentar a existência—que vem o crescimento da fé.

Por isto é que no Evangelho as coisas caminham de fé em fé; assim como também crescem de experiência em experiência (Rm 5:1-5). E no final não se fica entendendo tudo, mas se experimenta o amor de Deus, e que traz consigo uma esperança que não nos deixa jamais confusos acerca de nada, muito menos acerca das tribulações e dos absurdos da existência.

Somente aquele que se abandona e pratica o Evangelho em fé, e conforme toda a confiança, é que experimenta a Verdade conforme Jesus; visto que a Verdade só se faz verdade para o indivíduo, se for por ele provada, conforme Jesus (João 7: 17).

Daí o escritor de Hebreus advertir quanto a se "ter provado os poderes do mundo vindouro" e ter deixado para trás o que se sabe por experiência do coração, conforme a experiência da Graça.

O grande mal que se pode fazer a si mesmo, segundo o Evangelho—e sem explicações doutrinário-teológicas—, é experimentar o seu bem e, depois, trocá-lo pela religião das normas, mas que não produz bem real à vida; antes, pelo contrário, seca-a dos bens originais e dá a ela a presunção da verdade na forma de religião. Aliás, esse é o espírito inteiro da Carta aos Hebreus.

A "Queda" se consumou na experiência, não na especulação acerca da verdade ou da mentira, do bem ou do mal. "Tomou do fruto e comeu"— é o que se diz. Assim foi com o primeiro Adão e, muito mais, é assim concernentemente ao segundo Adão: Jesus. "Quem comer tem a vida... quem de mim se alimenta, por mim viverá..."

Ora, assim como o pecado se fez consumar pela experiência, assim também o bem do Evangelho se faz conhecer pela experiência da fé, e que dá acesso ao fruto da Árvore da Vida.

"Tomai e comei!" — é assim no Evangelho.


Caio

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnaval ! ! !




“Muita gente se espanta ao saber que quem inventou o Carnaval foi a Igreja Católica Apostólica Romana. Tudo começou em 604, quando o papa Gregório I determinou que todos os anos os fiéis deveriam dedicar-se, durante 40 dias, a assuntos espirituais.

No período que ia da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum. Era a Quaresma, período que serviria para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

Durante a Quaresma, era proibido comer carne. Foi então que alguns “carnais” entraram em ação e fizeram a seguinte proposta: já que iam ficar tanto tempo em abstinência, por que não permitir que o povo cometesse algumas extravagâncias antes ? Os padres concordaram, e essa libertinagem foi oficialmente aprovada e incentivada por alguns papas carnavalescos, como Paulo II e Paulo VI, nos séculos XV e XVI, respectivamente.

Um fato curioso é que o Carnaval só é comemorado em países católicos.

Esses dias de “vale tudo” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de “adeus à carne”, quem em italiano é “carne vale”, ou “carnavale", resultando na palavra “carnaval”. Ou seja: se a Igreja Católica Romana não tivesse criado o período da Quaresma, não haveria hoje o Carnaval.

É necessário também saber que as folias do Carnaval estão ligadas às festas pagãs romanas, que eram calcadas em muita licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais ( em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia ), lupercais ( em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco), e saturnais ( em homenagem ao deus Saturno que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

O resultado físico, moral e espiritual desta festa é estampado em noticiários e jornais toda Quarta-Feira de Cinzas, e é o retrato falado do ser que está por trás dessa algazarra pagã, comandando-a: o diabo.

Sendo assim, aos que não participam desta festa, meu conselho é que continuem de fora; e aos que participam ou pretendem participar, meu conselho está em Jeremias 51:45: “Sai do meio dela, ó povo meu, e livre cada um a sua alma, por causa do ardor da ira do Senhor.” ”

( Pastor Silas Malafaia – Editorial da Revista Fiel – Ano V- Nº 15 – Fevereiro de 2009 )

Esclarecedora essa mensagem para aqueles que tinham alguma dúvida sobre a inocência do carnaval.

O samba é um som contagiante, é verdade, é quase impossível permanecer parado.

Somos inteligente e sabemos que a maioria dos que se envolvem com o carnaval não está ali por causa do som, mas por causa da 'liberdade', ou melhor, da libertinagem.

Além de inteligentes somos também livres. Somos senhores de nossas escolhas. Essa liberdade é concedida por Deus, e ninguém pode retirar esse direito de nós. Podemos escolher nos envolver ou não, fazer algo ou não. Podemos dizer 'sim' e dizer 'não'.

Em todo tempo fazemos escolhas e mesmo quando 'somos levados' a fazer algo, não podemos negar: "fi-lo porque qui-lo".

O apóstolo Paulo nos lembra que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém.

Devemos levar isso em conta na hora de nossas decisões.

Em particular, gosto muita da recomendação que está no livro de Eclesiastes.

"Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recrei-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.
Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade. ..."

Depois dessa, não dá pra tentar passar por inocente e dizer que não foi alertado.

Quaisquer que sejam as circunstâncias, durante todo o ano, escolha sempre o Caminho da Vida: Jesus.

N'Ele que nos capacita a viver o Caminho da Vida,

Denise Gaspar 27-02-09

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Nossa Paz não depende das circunstâncias

O buscar & promover as Pazes


A paz que o mundo conhece é um período entre duas guerras...” diz o louvor. Mas a Paz que nos foi dada por Cristo Jesus nos é ministrada quando, em tribulações e desesperos deixamos de resistir/lutar com nossas armas carnais das razões, lógicas e justiças humanas.


Essa dádiva, de Paz em meio às tribulações, se sustenta na Promessa, na Aliança e na Esperança geradas pela Palavra de que Quem prometeu assim o fará ser... E essa certeza, sendo Fé, é dom de Deus, não vem de nós, de nossas “obras intelectuais/deduções dialéticas”, controle da mente ou resultantes de nossos atos de bondade, caridade, solidariedade, etc.


Isso apreendemos através da Revelação.

Queremos falar da Paz prática com e entre todos os homens de dentro e fora da ekklesia, isto é, com/entre os de dentro da comunidade e com/entre as adjacências que não alcançaram a Verdade...


A Palavra ministra nos livros de:

Lc 10:6: “...E se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e se não, voltará para vós.”
I Pd 3:10 e Sl 34:12à16: “...Quem é o homem que deseja a vida, e quer longos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a.”
Hb 12:14e15: “...Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem...”
Tg 3:18: “...Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.”
ITs5:12e13: “...Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras. Tende paz entre vós.”
Gl5:22e23: “...Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.”

Quando observamos um bebê, um filhote, uma criança ou mesmo um ser adulto dormindo logo percebemos que está passando por um período de paz. Anormal será se observarmos nele um sono irrequieto, sem sossego. Tudo que esperamos para um período de descanso é que seja pleno de paz.

Creio que tanto a Paz que excede todo entendimento, esta baseada na Promessa e sustentada pelo dom da Fé, quanto a paz possível de ser promovida pelo trato pessoal, pela postura benevolente, pela conduta de generosidade que herdamos pelo estímulo de fazermos o bem, estas duas pazes só são possíveis em razão da nossa busca em agradar ao nosso Senhor, estimulados pelo Espírito de Cristo.

Tg4:17: “...Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”

Assim como não confiamos na carne, nem na justiça dos homens, podemos e devemos buscar e promover as Pazes.

Miguel Júnior

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A paternidade de Deus


Roberta Bondi, catedrática de história da igreja, conta um episódio muito pessoal de como a compaixão de Jesus pelos oprimidos destruiu a resistência dela em relação a Deus e ajudou a corrigir uma imagem distorcida. Ela lutou por muito tempo contra a expressão “Deus Pai”, principalmente porque seu pai na terra era para ela um figura austera e distante. Não tolerava erros ou fraquezas, desobediência dos filhos ou da esposa, questionamentos ou dúvidas. Tinha uma idéia clara do lugar da mulher: doce e flexível, calma e submissa.


Por mais que se esforçasse, Roberta nunca conseguiu ser flexível ou calma e passou a infância carregando o pesado fardo de ter decepcionado o pai. Ele abandonou a família antes que Roberta completasse doze anos, e, depois disso, encontravam-se apenas uma vez por ano. A ira alastrou-se como uma infecção dentro dela, e sempre que ela ouvia alguém dizer “Deus Pai”, a raiva vinha à tona.

A carreira acadêmica de Bondi levou-a a Oxford, onde ironicamente estudou os “pais da igreja”. Nas obras dos monges cristãos do deserto do Egito, encontrou uma imagem diferente do Pai celestial: um Deus gentil, que ama especialmente aqueles a quem o mundo despreza e compreende os fracos, as tentações e os sofrimentos. Ela tentou usar a palavra “Pai” na oração com limitado sucesso, até que um dia deparou com a última conversa entre Jesus e os apóstolos antes de Ele ser preso e morto.

Nessa cena, quando Jesus fala em voltar para o Pai, os discípulos ficam olhando para Ele, admirados, sem nada compreender, até que por fim Felipe explode: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”. Jesus responde: “Você não Me conhece, Felipe, mesmo depois de Eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem Me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-me o Pai’?”.


“Quem Me vê, vê o Pai!” Bondi, historiadora e teóloga da igreja, espantou-se diante desse admirável conceito novo. Se Jesus demonstra preocupação especial pelos pobres, pelas viúvas e pelos socialmente rejeitados, então o Pai também. Bondi projetara erradamente em Deus sua idéia distorcida a respeito da paternidade; mas, como descobriu depois, o ideal de Deus oferecia um forte castigo para os pais humanos que falham. Com a ajuda de Jesus, o Deus visível, ela viu Deus com novos olhos.


Quando Bondi leu os evangelhos com a mente aberta, cada história assumiu um colorido totalmente novo. Por exemplo, a história de Lázaro, em João 11, ela notou a interação de Jesus com as duas irmãs. O mesmo Jesus que pôde acessar o Poder do Pai para ressuscitar Lázaro dos mortos também Se encheu de comiseração e chorou junto com as amigas Maria e Marta. Além disso, permitiu que as duas irmãs O repreendessem por ter chegado tarde. Ainda ressentida com a própria infância, Bondi observou, além de tudo, que as irmãs não pareciam nada intimidadas por Jesus. Não aceitaram passivamente o que tinha acontecido como se fosse vontade de Deus e abriram o coração, demonstrando a Jesus a revolta que sentiam.


Aos poucos, Bondi teve uma idéia de como o relacionamento com Deus deveria ser.
“Antes eu achava que a intenção de Jesus quando nos mandava chamar Deus de “Pai” era fazer com que os filhos de Deus se relacionassem com o Pai como crianças pequenas diante de um pai benevolente e autoritário, que prefere bebês a adolescentes, porque os primeiros são mansos, e os outros, complicados. (...) Não suportaria me relacionar com um Deus que exigisse que eu vivesse como uma criança desamparada”.


Para sua satisfação, ela descobriu que Deus prefere ter um relacionamento com adultos amadurecidos, como Jesus teve com Seus discípulos.


“Já não os chamo servos. (...) Em vez disso, Eu os tenho chamado amigos”, Jesus anunciou aos discípulos com uma evidente sensação de alívio, saboreando as vantagens da Encarnação.
O mundo não consegue superar o enorme abismo entre o que espera de Deus e o que e o que Deus lhe ofereceu em Jesus. Outras religiões respeitam Jesus como mestre sábio e líder admirável, mas não como Deus. Os adeptos da Nova Era procuram algo mais místico, mais satisfatório pessoalmente. A melhor Expressão da Essência de Deus desperta tanta rejeição em nosso tempo quanto despertou no d’Ele.


Yancey, o Deus (in)visível, ed. Vida.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O fruto do Evangelho é Vida e Paz 01

Nos muitos cuidados...

Nos muitos cuidados, que vão dentro de mim
Açoitando-me a alma e tornando-me aflito
Há uma só voz que me acalma o meu grito
Segura o meu choro e evita o meu fim
E eu, tantas vezes me sinto quebrado
Moído, cansado, ansioso demais
Querendo consolo, um pouquinho de paz
Reprimo no peito doído o meu brado
É mal não curado concluo por fim
É dor que se espalha corrói e se acalma
Nos muitos cuidados que vão dentro de mim
É só o Senhor que de fato me acalma
E sendo Ele Deus Seu amor é assim
Suas consolações me alegram a alma.

Guilherme kerr e Josué Rodrigues

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Os primeiros no Reino de Deus


Se queremos captar em toda a sua força o ensino de Jesus aqui, é importante que lembremos a atitude judaica com relação às crianças na Palestina do primeiro século. Hoje em dia, nossa tendência é idealizar a infância como a feliz idade da inocência, da despreocupação e da fé singela, mas no tempo do Novo Testamento as crianças não eram consideradas de qualquer importância e mereciam pouca atenção ou favor. Crianças naquela sociedade não tinham status algum – simplesmente não contavam. A criança era encarada com escárnio.
Para o discípulo de Jesus, “tornar-se como criancinha” significava a disposição de aceitar-se como sendo de pouca monta e ser considerado sem importância. A criancinha que é a imagem do reino é símbolo daqueles que ocupam as posições mais inferiores na sociedade, os pobres e oprimidos, os mendigos, as prostitutas e os cobradores de impostos – as pessoas que Jesus com freqüência chamava de “pequeninos” e de “últimos”. A preocupação de Jesus era que esses pequeninos não deveriam ser desprezados ou tratados como inferiores. “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos”. (Mt 18:10). Ele estava muito consciente dos sentimentos de vergonha e inferioridade deles, e por causa da sua compaixão eles eram, a seus olhos, de valor extraordinariamente grande. No que Lhe dizia respeito, eles não tinham nada a temer. O reino era deles. “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu Reino”. (Lc12:32).

Os bebês de colo (napioi) estão na mesma condição das crianças (paidia). A graça de Deus recai sobre elas porque são criaturas insignificantes, não por causa de suas boas qualidades. Embora possam conscientizar-se de sua irrelevância, isso não significa que lhes serão concedidas revelações. Jesus atribui expressamente a felicidade deles ao bom prazer do Pai, a eudokia divina. As dádivas não são determinadas pela menor qualidade ou virtude pessoal. São pura liberalidade. De uma vez por todas, Jesus desfere um golpe mortal em qualquer distinção entre a elite e o povo comum na comunidade cristã.

O evangelho declara que, não importa quão dedicados e devotos sejamos, não somos capazes de salvar a nós mesmos. O que Jesus fez foi suficiente. À medida que nos mantemos santos pelos nossos próprios esforços como os fariseus ou neutros como Pilatos, (não damos o salto de confiança), deixamos que as prostitutas e os publicanos entrem primeiro no reino enquanto nós ficamos atrás tendo nossas supostas virtudes dissipadas de nós. As meretrizes e vigaristas entram antes de nós porque sabem que não podem salvar a si mesmos; que não têm como tornarem-se apresentáveis ou amáveis. Eles arriscaram tudo em Jesus; sabendo que estavam muito aquém dos requisitos, não foram orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável.
Esses pecadores, essa gente desprezada, estão mais perto de Deus do que não se vêem pecadores. Não são as meretrizes e os ladrões que acham mais difícil de se arrepender: são vocês, tão seguros da sua devoção e da sua farsa que não têm qualquer necessidade de conversão. Eles podem ter desobedecido ao chamado de Deus, podem ter sido degredados pelas suas profissões, mas demonstram tristeza e arrependimento. Mais do que tudo isso, porém, essas são pessoas que dão valor à bondade de Deus: são um paradigma do reino diante de vocês, pois elas têm o que lhes falta – uma profunda gratidão pelo amor de Deus e um profundo assombro diante da sua misericórdia.
Oremos como o rabino, Joshua Abraham Heschel:
“Querido Deus, dê-me a graça do assombro. Surpreenda-me, maravilhe-me, encha-me de assombro em cada fenda do seu universo. Conceda-me o deleite de ver como Jesus Cristo age em dez mil lugares, adorável em mãos e pernas, adorável ao Pai em olhos que não os dele, nas feições dos rostos dos homens. Arrebata-me a cada dia com suas incontáveis maravilhas. Não peço conhecer a razão de todas; peço apenas compartilhar da maravilha de todas”.


Adaptado de “O Evangelho Maltrapilho”, ed. Textus.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Foi GRAÇA !!!




Foi Graça

Dom e Asaph
Quando terminar esta vida
e lá no céu eu chegar
haverá uma multidão de irmãos
esperando para me abraçar.
E perguntarão a uma voz
voltados para mim:
Ó conta-nos como você, irmão,
venceu e chegou aqui.


E falarei e catarei de
Jesus que me salvou
e que por este pecador
a Si mesmo Se entregou .
Foi Graça, Graça.
Preciosa e doce Graça.
Foi Graça, irmãos! Graça, irmãos!
Eu vos digo que foi assim.
Foi só pela Graça de Jesus
que eu venci e cheguei aqui!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O céu é um lindo lugar......

DEIXA A LUZ DO CÉU ENTRAR!!

Medo tens que o tentador te vá vencer?
Luz te falta e onde estás não podes ver?
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti raiar!
Deixa a luz do céu entrar
Deixa o sol em ti nascer
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti nascer
Fraca está a tua fé no Salvador?
Deus não ouve as tuas preces com favor?
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti raiar!
Deixa a luz do céu entrar
Deixa o sol em ti nascer
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti nascer
Queres ir andando alegre para o céu?
Ignorando todo negro e denso véu?
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti raiar!
Deixa a luz do céu entrar
Deixa o sol em ti nascer
Abre o coração e deixa Cristo entrar
E o sol em ti nascer
C.H. Gabriel

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Matemáticos nascidos de novo

"A visão presente no Novo Testamento quanto à matemática me recorda uma parábola de Kierkegaard (outro matemático questionável):

um vândalo invade uma loja de departamentos durante a noite e, em vez de roubar, troca todas as etiquetas.

No dia seguinte, os funcionários - e os clientes muito satisfeitos - encontram situações estranhas, como colares de diamante a um dólar e bijuterias custando milhares de dólares.

Kierkegaard afirma que o Evangelho é assim:

altera todas as nossas convicções relacionadas a preço e valor"


Philip Yancey. Perguntas que precisam de respostas. Ed Textus.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Festa nos céus




Então, lhes propôs Jesus esta parábola:
Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo 100 ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as 99 e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que, assim, haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que necessitam de arrependimento”, (Lc 15: 3 a 7).


Temos vários erros e transgressões dos quais nos arrepender e pedir perdão. Mas o que Deus quer que entendamos é que todos são conseqüência de termos nos afastado de Deus.


As ovelhas não têm boa visão, por isso quando andam sozinhas sempre estão tropeçando e caindo, metendo-se entre os espinhos e se desviando do caminho que as leva a bom pasto.


As ovelhas se distraem com facilidade, por isso qualquer coisinha as desvia do caminho e as ilude fazendo com pensem estar indo atrás de algo bom, quando, na verdade, é mau.


As ovelhas necessitam da direção e da voz de comando do pastor, se não caem no abismo e morrem.


Uma pessoa que leva sua vida afastada de Deus comete muitos e muitos delitos. O que alegra o coração de Deus é a nossa sinceridade de nos reconhecermos ovelhas. Incapazes de andarmos sozinhas e sem a Sua direção. Sozinhas, nós, ovelhas, nos metemos em muitas encrencas.


Jesus disse: “Eu Sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas... Eu Sou o bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim, assim como o Pai Me conhece a Mim, e Eu conheço o Pai; e dou a Minha Vida pelas ovelhas”, Jo 10: 11, 14 e 15.


Jesus já deu a Sua vida por nós, para nos resgatar do império da morte. “Ele, Jesus Cristo, nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu Amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados”, Cl 1: 13 e 14.


E tendo nos comprado e nos resgatado com o Seu Sangue nos transformou. Deixamos de ser pecadores condenados ao fogo eterno para sermos filhos de Deus.


“A todos quantos receberam Jesus Cristo como seu Salvador , deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome”, Jo 1:12.


Assim, agora, “vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes d’Aquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”, 1Pe 2: 9.

“Me buscarás e Me acharás quando Me buscares de todo o vosso coração”, Jr 29: 13. Me acharás quando Me buscares com toda a sinceridade do teu coração e, então, Eu Me deixarei achar por ti e haverá festa nos céus e mudarei a tua sorte.


Receba as bênçãos de Deus que estão em Jesus,



Denise Gaspar - 07- 2004

domingo, 25 de janeiro de 2009

Liderança


Talvez Martin Luther King seja o melhor exemplo de liderança cristã.

Ele estimulou seu povo a trabalhar por direitos muito concretos: igualdade no ônibus e no restaurante, e igualdade no direito de votar; mas ao mesmo tempo nunca fez disto um valor final, mas sempre olhou além dos resultados de sua ação para uma questão maior que estava envolvida: a liberdade total da pessoa humana.

Deste modo, ele diria que não há somente negros que não são libertos, mas também há os brancos que os escravizam. Assim poderia impedir as pessoas de usarem violência quando um objetivo desejado não era atingido.

Ele poderia se dar totalmente à causa dos direitos civis mesmo sabendo que não veria os resultados. Ele não tinha medo da morte.

No meio de todas as atividades, continuou a lembrar o seu povo que embora poucos desejos fossem cumpridos e poucas mudanças acontecessem, não havia razão para desespero.

Continuou a lembrar seus seguidores que estavam na Estrada para a Terra Prometida e que primeiro precisariam atravessar o deserto para chegar ao lugar onde Deus faria com que todo povo fosse liberto.

Martin Luther King foi capaz de exercitar tal liderança espiritual porque, embora pedisse a liberdade , ele havia aprendido a ser paciente e a esperar até que a vontade de Deus cumprisse todas as promessas.


Henri Nouwen. Ministério Criativo. Ed. Palavra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Poemas e canções


Poemas e canções

A Deus sejam escritos

Por todos os peritos a quem concedeu os dons

Com toda maestria e ardente sentimento

Em verso, em instrumento, a pena, em cantoria

Proclamem com beleza a Sua criação

Os feitos de Sua mão, Sua glória e grandeza

Pois dEle vêm a idéia, o movimento, a cor

A rima, o tom, o amor, o sonho e a quimera

Bendito o que se deu aos nossos corações

Poemas e canções

Àquele que por nós morreu.




Edilson Botelho

domingo, 18 de janeiro de 2009

O bom contágio

Muito bem, e o que importa tudo isso? Nada neste mundo é mais importante. Toda essa dança, ou peça dramática, ou característica dessa vida “tripessoal” deve realizar-se em cada um de nós. Colocando de outra forma: cada um de nós deve ter essa mesma característica, deve tomar parte nessa dança. Não há outro caminho que nos conduza à felicidade para a qual fomos feitos. Tanto as coisas boas como as ruins, você sabe, são contagiantes. Se você quer se aquecer, tem de ficar perto do fogo. Se quiser se molhar, tem de entrar na água. Se deseja alegria, poder, paz e vida eterna, precisa se aproximar destas coisas ou até daquilo que as possui. Não se trata de alguma espécie de prêmio que Deus pudesse, se assim o desejasse, simplesmente passar adiante para alguém. É uma grande fonte de energia e beleza que jorra a partir do centro da realidade. Se você estiver perto dessa fonte, a névoa úmida vai atingi-lo e o molhará; se ficar de longe, se manterá seco. Uma vez unido a Deus, como um ser humano poderia não viver para sempre? Uma vez separado de Deus, o que ele poderia fazer a não ser murchar e morrer?

Agora, tudo o que o cristianismo oferece resume-se a: deixarmos Deus agir, poderemos compartilhar da vida de Cristo. Se assim fizermos, estaremos então compartilhando de uma vida que foi gerada, e não criada, que sempre existiu e continuará a existir. Cristo é o Filho de Deus. Se compartilharmos esse tipo de vida, também nos tornaremos filhos de Deus. Devemos amar o Pai da mesma forma como o Filho O ama, e o Espírito Santo estará em nós. Cristo veio a este mundo e Se tornou homem a fim de dar para todas as pessoas o tipo de vida que Ele mesmo possui – por meio do que eu chamo de “bom contágio”. Todo cristão deve tornar-se um pequeno Cristo. O propósito de se tornar um cristão nada mais é do que isto.

“Um ano com C. S. Lewis”, ed Ultimato.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Descansar à sombra de Jesus!!!

“O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.

Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as Suas penas, e, sob Suas asas, estarás seguro; a Sua Verdade é pavês e escudo.

Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio dia.

Caiam mil ao teu lado e, dez mil a tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios.

Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda.

Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas Suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.

Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente.

Porque a Mim se apegou com amor, Eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o Meu nome.

Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com Ele, livrá-lo-ei e o glorificarei.

Saciá-lo-ei com longevidade e lhe mostrarei a Minha Salvação.”
Salmo 91



Várias e maravilhosas são as promessas contidas neste salmo. Por isso mesmo muitos o usam como um amuleto e ainda outros o recitam como uma ladainha.

São promessas principalmente de livramento, segurança, sustento e longevidade.

Quero salientar que esse salmo, além de prometer vitória, estabelece quatro condições para que ela aconteça.

1ª - tem que habitar no Altíssimo, fazer d’Ele a sua morada. Para morarmos em algum lugar é preciso que façamos um contrato seja de compra, de locação ou qualquer outro. E para habitar no esconderijo do Altíssimo é necessário fazer um contrato com Jesus.

2ª - tem que conhecer o Seu nome. O contrato é estabelecido com Deus pela fé no nome de Jesus. Todo aquele que n’Ele crê tem a Vida Eterna.

3ª - tem que se apegar a Ele com amor. A nossa relação com Deus tem de ser firmada no Amor. Deus é uma Pessoa e quer ser amado. Devemos nos aproximar de Deus com amor. Agir não por medo ou para barganha, devemos agir para agradá-Lo porque o amamos.

4ª - tem que descansar n’Ele. E esse é o ponto que quero enfatizar. O que é descansar à sombra do Onipotente?

Significa descansar debaixo de Sua Palavra e de Sua Vontade. O povo de Israel quando estava no deserto era guiado por uma nuvem que representava a presença de Deus. Quando a nuvem andava, eles andavam; quando parava, eles paravam. Debaixo da nuvem tinham proteção, os animais do deserto não se aproximavam e o sol e o frio não lhes faziam mal.

Quando andamos guiados por Jesus nenhum mal nos acontece. Quando andamos orientados pela Sua Palavra e agimos segundo a Sua Vontade somos protegidos e sustentados por Deus.


Conheçamos e prossigamos em conhecer a Deus: a Sua Palavra e a Sua Vontade e andemos em novidade de vida. Sendo levados em Cristo Jesus a uma vida de triunfo.


Faça o contrato de habitação em Deus: entregue o seu coração e a sua vida a Jesus. Peça que Ele o cubra com Seu Sangue. Leia e viva de acordo com a Sua Palavra. Jesus ama você e lhe assegura as Suas promessas.


A Paz de Cristo seja em seu coração,

Denise Gaspar

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A medida do Amor

O Amor real é o Ágape. E Ágape é sempre um princípio de valor e não um princípio emocional. A emoção segue a razão, sempre os sentimentos se irradiam.

E a Bíblia diz, por exemplo, que de tal maneira Amou Deus o mundo que “deu” o Seu Filho unigênito. Aqui se unem dois pensamentos, diz “amou” e “deu”. Quer dizer: “amor” e “sacrifício”. Deus não tinha nenhum motivo para amar o homem, mas Ele decidiu nos amar.
Eu digo que não sei muito bem o que é amor, mas sei como se mede. E a unidade de medida do “amor” é o sacrifício. Diga-me quanto estás disposto a sacrificar-te e eu te digo quanto amas. Tu dizes “eu amo a igreja”, e eu te digo “quanto estás disposto a sacrificar-te por tua igreja? E eu te digo quanto a amas”.

E este amor é sempre o contrário do egoísmo. A maioria dos casais que atendo em meu consultório, cada um ama a si mesmo e gira em seu derredor, egocêntrico. Um diz: “se ela faz o que eu digo: se cozinha, se se porta assim, se me mima, se faz isso, então eu a quero”. E o outro: “se ele faz o que eu lhe digo e se se porta bem, então eu o quero.” Porém cada um está girando ao redor de si mesmo e só se tocam na periferia, só se tocam tangencialmente. Nunca podem ter um encontro porque isso é somente ter uma boa relação. E não têm um encontro, um entrelaçamento profundo.

Então, a unidade de medida é o sacrifício, onde eu renuncio a mim para entregar-me ao outro. Aí é onde estou amando, na medida em que eu me entrego, porque amar é entregar-se. Amar é esquecer-me de mim mesmo para dar-me ao outro ou a uma causa. E nesta mesma medida estamos amando e só nesta mesma medida estamos vivendo.

Viver só é possível quando nos esquecemos de nós mesmos. “Quem busca a vida a perderá e quem a perde, por amor a Cristo, a encontrará.” Quem se esquece de si mesmo entregando-se a algo esse a encontra vida.

É esse amor por Cristo que eu quero viver!


Manfred Leon Krause ,adaptado de pregação no Centro Evangelístico Unido em 2000.

Paulo de Tarso

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força de Seu Poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.

Estais, pois, firmes, cingindo-vos da couraça da justiça.

Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isso vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.

Ef 6: 10 a 18

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Conhecendo Jesus segundo a carne!

Caio Fábio


O apóstolo Paulo disse que algum dia ele conheceu a Jesus “segundo a carne”, já agora “não o conhecia desse modo”.
Essa declaração é muito mais importante do que se pode imaginar. Primeiro porque ela nos diz que há um conhecimento de Jesus que é apenas fruto da observação histórica. Assim, sendo Histórico, Jesus pode ser crido; visto que provou a Si mesmo como objeto incomparável de fé.

Esta é a viagem da teologia e da maioria dos doutores da religião, bem como de todas as racionalizações apologéticas acerca de Jesus. Ele existiu, logo, eu creio!

Em segundo lugar, a afirmação de Paulo é super-importante porque ele diz que há um outro modo de conhecer a Jesus, e que para ele era o único que satisfazia.

“Já agora não o conhecemos deste modo”— ou seja, “segundo a carne.”

Ora, Paulo diz que conhecer Jesus desse outro modo é o caminho da transformação do ser, de glória em glória, até que a imagem de Deus em Cristo comece a se fazer refletir em nós e a partir de nós... E mais: Paulo nos diz que esse é o caminho dos que caminham constrangidos pelo amor de Cristo, e são os que conheceram a Jesus como revelação do Espírito, e em total subjetividade.

Estranho. Jesus é histórico, porém a história em nada nos ajuda a crer em Jesus. Aqui está algo para se pensar. Jesus foi histórico, mas não é a História que nos leva a crer Nele.

É obvio que Jesus foi histórico. No entanto, Ele se fez conhecer como Verbo Encarnado não pela objetividade da História, mas pela subjetividade da Revelação. É por isto que sábios e entendidos não podiam “vê-Lo” apesar de estarem presentes na História.

Se a História tivesse o poder de “provar a divindade de Jesus” todos os que O viram teriam que admiti-Lo do mesmo modo como a humanidade inteira admite o Sol. Mas não foi assim... e nem é assim.Toda a história de Jesus se baseia no testemunho da Palavra. Assim, o Jesus Histórico não tem “em-si” o poder de “provar” a si-mesmo apenas porque sua existência é inegável.

“Conhecer a Jesus segundo a carne” não revela Jesus para o coração. Todo o labor cristão por provar a historicidade de Jesus, como se isto fizesse alguma coisa a mais acontecer, nada mais faz que colocar a Jesus no lugar dos fósseis observáveis

Jesus é Histórico, mas Ele só é Verdade para mim porque algo mais profundo e anterior à própria História aconteceu em mim.

Ou seja: é a fé que me faz ver o Jesus Histórico, e não o Jesus Histórico que me leva a fé. Visto que pela História, ninguém pode agradar a Deus, pois os que crêem são filhos das coisas que se não vêem. Não está escrito: “Sem História é impossível agradar a Deus”; mas sim, “sem fé é impossível agradar a Deus”. Visto que pela História ninguém conhece a Deus. Jesus somente pode ser conhecido pela Revelação, e isto independe da quantidade de conhecimento histórico que a pessoa tenha.

Ora, a demonstração final de tudo o que até aqui disse, acontece pela impossibilidade da História poder responder a uma única questão: Como, pela História e pela Lógica, se pode desejar provar que Deus estava em Cristo? Sim, como poderia Deus em plenitude ter estado num indivíduo? Como poderia Deus ser um indivíduo?

Paulo disse que isto era loucura e escândalo. Pela História ninguém pode responder a tal questão, visto que é loucura. “Mas Deus nos revelou pelo Espírito”, diz Paulo. A fé grita contra a presunção de se pensar poder conhecer a Jesus mediante meros meios históricos.

Do ponto de vista da fé, pensar de outro modo é blasfêmia e total insanidade. Assim, o que é sanidade para a lógica humana, é insanidade para a fé.

Na História, Cristo se Encarnou; mas é somente no coração — no mundo da subjetividade — que Ele se revelou, mediante a fé.

Este é o conhecimento de Jesus acerca do qual Paulo está falando.
O texto na íntegra está no site www.caiofabio.com

Ele nos atrai

Denise Gaspar


“Muitos, porém, os viram partir e reconhecendo-os, correram para lá, a pé de todas as cidades, e chegaram antes deles. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-Se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.” Mc 6: 33-34

Pessoas de todas as origens afluíram à presença de Jesus. Diz a palavra que “correram” para onde Ele estava. A Pessoa de Jesus, a Sua Doce e Santa Presença nos atrai a todos porque todos carecemos de Sua Glória. Nossos corações foram formados com um espaço vazio que nada, absolutamente nada e nem ninguém pode preencher. Esse espaço é do tamanho e da forma exatos de Jesus. Só Ele pode preencher nossas vidas.
Aqueles homens viram e reconheceram que era Jesus e Seus discípulos que estavam no barco. E ao reconhecê-Lo correram ansiosos à Sua presença. Ao desembarcar Jesus viu uma multidão de gente. Costumamos nos referir à multidão como a “massa”. Pensamos e vemos diferente de Jesus. Ele não nos vê como “massa”, parte integrante e indiferençável de um todo homogêneo.
Cristo nos vê um dentre vários. Nos vê individualmente. E não Se importou com as suas origens, suas histórias de vida, não destacou seus pecados, não atentou para suas crenças e religiões. Não questionou sobre seus aprendizados, hábitos e culturas. Não deu importância ao fato de cultuarem outros deuses. Não Se importou com a intenção com que se dirigiram a Ele. Muitos estavam ali para vê-Lo, saber como era aquele Homem de quem ouviam maravilhas; outros, esperavam algo d’Ele: um milagre ou um espetáculo; outros, queriam aproximar-Se d’Ele e ter intimidade, tornarem-se Seus discípulos, aprendizes, imitadores Seus.
Diz a passagem que Jesus compadeceu-Se deles. Seu coração estava repleto de Amor. Ele os Amou e os viu individualmente carentes da Graça de Deus.
Compadeceu-Se deles, sentiu suas dores, viu suas feridas. Jesus conhecia a origem de seus sofrimentos: “eram como ovelhas sem pastor”. Não tinham quem lhes amasse, lhes tratasse e ensinasse o Caminho. Seu coração, movido pela compaixão, os amou profundamente. Amou cada vida perdida e dispersa entre a multidão. Dentre estes se achavam 5000 homens fora as mulheres e crianças.
Naquele momento, diz a Bíblia, Ele passou a ensinar-lhes muitas coisas. Ele começou a Revelar-Se a elas. Mostrar-lhes o novo e vivo Caminho. Dando-lhes a oportunidade de fazerem a opção que lhes garantiria a vida eterna.
Jesus está sempre pronto a revelar-Se àqueles que O procuram, independente do motivo pelo qual o fazem. E hoje é o dia marcado no céu para o seu encontro com Ele. Hoje, Ele não se importa, não tem nenhuma crítica a você, ao seu passado e nem às coisas que você anda fazendo.
Ele tem prazer em Se revelar e não vai desistir de mostrar-lhe o Seu Amor por você. Ele não vai desistir de lhe dar o melhor desta terra. Ele não vai desistir de lhe dar acesso à Vida Eterna. Ele não vai desistir de lhe mostrar o Caminho sobremodo excelente.
Ele É o Filho de Deus enviado ao mundo para resgate de todo aquele que n’Ele crer. Abra o seu coração, entregue sua vida ao Senhorio de Cristo e experimente a maravilha da comunhão com o Deus Todo Poderoso que estará ao seu lado todos os dias de sua vida.
Que a Graça de Deus inunde seu coração.
Denise Gaspar